quinta-feira, 3 de julho de 2014

Essas cores não são uma imposição do rito sobre a cultura, ao contrário, são uma expressão das cores naturalmente tidas como fúnebres pela nossa cultura ocidental. Por exemplo, em alguns lugares ainda se tem o hábito de guardar luto durante um certo tempo, no qual os enlutados vestem-se de preto. No sentido oposto, celebrar as exéquias das crianças de cor branca é natural, tanto é que os caixões de crianças não raramente são pintados dessa cor. É função do sacerdote e de todos envolvidos na preparação dos funerais compreender essas manifestações espontâneas e não tentar impor símbolos e cores estranhos à mentalidade do povo.
Em relação aos ornamentos dos paramentos, os pretos e mesmo os roxos são geralmente mais sóbrios, como convém aos funerais. É louvável que paramentos pretos apresentem ornamentos prateados em vez de dourados, por outro lado caveiras brancas com ou sem ossos cruzados e outros símbolos macabros são proibidos. Os paramentos brancos, por serem usados no tempo do natal, no tempo pascal e nas festas dos santos, tendem a ser festivos; estes o que o bom senso manda evitar. O ideal é que a paróquia tivesse paramentos brancos mais simples aptos a serem usados em um funeral, que não cause escândalo aos fiéis ainda mais numa situação tão comovente como a morte de uma criança.

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