É costume que o corpo do falecido seja preparado para o velório. Nos lugares em que o falecido é velado ainda fora do caixão e apenas para as exéquias é colocado nele, pode-se dizer (dici possunt) a oração "para quando o corpo é colocado na essa". Todavia, parece ser bastante generalizado o costume de delegar a preparação do corpo para uma empresa funerária e ela levar o corpo do falecido já para o local do velório já no caixão. Assim, as rubricas dão a entender que tal rito possa ser omitido nesse caso. Existe o costume que os defuntos sejam calçados, como símbolo da fé na ressurreição da carne.
Uma vez iniciado o velório, que não raramente transpassa a noite, é louvável que os fiéis ali reunidos demonstrem sua caridade para com o falecido rezando por ele, ainda antes das exéquias. Nesse sentido, dois ritos litúrgicos são convenientes para este momento. O primeiro é a celebração da Liturgia das Horas, que se pode realizar inclusive mais de uma vez ao longo do velório. Dentre as horas canônicas, destaca-se para uso fúnebre o Ofício das Leituras que pode ser rezado à noite como vigília. Se se optar por celebrar (ainda) Laudes e/ou Vésperas, é conveniente usar uma leitura mais longa, como permite a IGLH. O segundo rito é uma celebração da palavra indicada no ritual, que pode todavia parecer menos conveniente por que nas exéquias já se realizará esta mesma estrutura (leitura, salmo, leitura, aleluial, evangelho, preces...), seja em uma celebração da palavra propriamente dita, seja dentro da Missa de corpo presente.


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