sexta-feira, 27 de abril de 2012
Nossa Senhora de Montserrat

27/04 - A Catalunha está
situada a noroeste de Barcelona, a pouco mais de trinta quilômetros, no sul da
Espanha. A região possui um conjunto de montanhas que, à primeira vista, lembra
os dentes de uma serra de madeira, por isto recebeu o nome de Montserrat. Este
pitoresco cenário deu origem à devoção a Nossa Senhora de Montserrat, a "Mare de
Déu", como se diz na língua local, e declarada Padroeira da Catalunha pelo Papa
Leão XIII.
Os dados históricos se
mesclam à antiga tradição do povo que situou o culto no ano 546, quando o monge
Querino se retirou numa gruta da montanha e construiu uma pequena ermida
dedicada à Virgem Maria. Com o tempo o lugar se tornou uma modesta igreja.
Passados dois séculos,
sempre segundo a tradição, dois pastores passaram diante da gruta com seus
rebanhos e perceberam uma luz dentro dela. Curiosos entraram para ver o que era
e encontraram a bela imagem da Mãe de Deus.
Os registros históricos
dizem que em 880 existia realmente a ermida de Nossa Senhora de Montserrat.
Nesta ocasião houve a reconquista do território, com os árabes muçulmanos
expulsos pelos exércitos cristãos. A Catalunha foi retomada pelo conde Walfrido,
o Cabeludo que cedeu a ermida de Montserrat, junto com outras três, aos monges
beneditinos do mosteiro de Ripoll.
A bela imagem que preside o
altar é dourada e policromada. Apresenta a Virgem Maria sentada sobre um pequeno
trono com o Menino Jesus sobre seus joelhos. Ambos têm o rosto e as mãos de cor
negra. Por este detalhe, o povo catalão a chama carinhosamente de Virgem
"Moreneta" de Monteserrat.
A devoção se estendeu por
todas partes do mundo por meio das expedições marítimas espanholas. Os
missionários a levaram para as Américas. No Brasil foi introduzida por Francisco
de Souza, governador-geral, em 1590. Na cidade de Santos, é festejada como
Padroeira oficial da cidade, em 08 de setembro. Esta era a antiga data da sua
celebração no Mosteiro Santuário de Montserrat que a transferiu para o dia 27 de
abril.
Fonte: http://www.paulinas.org.br/
quinta-feira, 26 de abril de 2012
São Pascácio Radbert
26/04 -
Pascásio Radbert foi personagem considerável no seu tempo. Os
historiadores da Teologia continuam a mencionar a teoria que ele imaginou para
"esclarecer" o mistério da presença de Jesus no Santíssimo Sacramento. Como
diplomata, viajou muito entre 822 e 834, para solucionar questões da Igreja e
tentar apaziguar os conflitos que punham em campo os sucessores de Carlos Magno.
Era um enjeitado exposto no
pórtico de Nossa Senhora de Soissons no fim do século VIII. A abadessa Teodarda,
prima direita de Carlos Magno, recolheu-o e educou-o da melhor maneira que pôde.
Sempre ele se referiu à sua mãe adotiva com reconhecimento e veneração; apesar
disso, deixou-a algum tempo para se lançar em aventuras.
Converteu-se aos 22 anos, e
foi então Adelardo, irmão de Teodarda, abade de Corbie, que o recebeu entre os
seus monges. Veio a ser um célebre professor, que deu celebridade às escolas de
Corbie.
Em 844, os seus colegas de
elegeram-no como abade mas, sete anos mais tarde, fizeram uma espécie de
revolução que o obrigou a refugiar-se noutra abadia. Não se afligiu. Nascera
para ser escritor, e tinha várias obras em preparação: "Que felicidade, dizia,
ser lançado nos braços da filosofia e da sabedoria, e poder de novo beber no meu
outono o leite das Sagradas Escrituras, que alimentou a minha juventude!"
Mas afinal os monges de Corbie
acabaram por o chamar; voltou a viver com eles como simples religioso,
edificando-os com os exemplos e continuando a escrever. Aí morreu a 26 de abril
de 865.
Fonte: www.cancaonova.com
quarta-feira, 25 de abril de 2012
São Marcos Evangelista

25/04 - Nos livros do Novo
Testamento, Marcos é lembrado dez vezes com o nome hebraico de João, com o nome
romano de Marcos ou com o duplo nome de João Marcos. Para alguns estudiosos
deveríamos distinguir dois ou mesmo três Marcos. Nós, a esta altura, aceitamos a
opinião mais comum, isto é, a de um só Marcos, filho daquela Maria em cuja casa
reuniam-se os primeiros cristãos de Jerusalém e onde foi se refugiar o próprio
Pedro após a libertação prodigiosa do cárcere.
Marcos, hebreu de origem, nasceu provavelmente fora da Palestina, de uma família abastada. São Pedro, que o chama de “meu filho”, o teve certamente consigo em suas viagens a Roma, onde Marcos teria escrito o Evangelho. A antigüidade cristã, a começar por Pápias (+ 130), chama-o de “intérprete de Pedro”. “Marcos, um intérprete de Pedro, escreveu exatamente tudo aquilo de que se lembrava. Escreveu porém, o que o Senhor disse ou fez, não segundo uma ordem. Marcos não escutou diretamente o Senhor, nem o acompanhou; ele ouviu são Pedro, que dispunha seus ensinamentos conforme as necessidades.”
Além da familiaridade com são Pedro, o evangelista Marcos pode orgulhar-se de uma longa convivência com o apóstolo são Paulo, com quem se encontrou pela primeira vez em 44, quando Paulo e Barnabé levaram a Jerusalém a generosa coleta da comunidade de Antioquia. De volta, Barnabé levou consigo o jovem sobrinho Marcos. Após a evangelização de Chipre, quando Paulo planejou uma viagem mais trabalhosa e arriscada ao coração da Ásia menor, entre as populações pagãs do Tauro, Marcos – conforme lemos nos Atos dos Apóstolos – “se separou de Paulo e Barnabé e voltou a Jerusalém.” Depois Marcos voltou ao lado de Paulo quando este estava prisioneiro em Roma.
Em 66 são Paulo nos dá a
última informação sobre Marcos, escrevendo da prisão romana a Timóteo: “Traga
Marcos com você. Posso necessitar de seus serviços.” Os dados cronológicos da
vida de são Marcos permanecem duvidosos. Ele morreu provavelmente em 68 de morte
natural, segundo uma tradição e, conforme outra tradição, foi mártir em
Alexandria do Egito. Os Atos de Marcos, um escrito da metade do século VI,
referem que Marcos, no dia 24 de abril, foi arrastado pelos pagãos pelas ruas de
Alexandria, amarrado com cordas ao pescoço. Jogado ao cárcere, no dia seguinte,
sofreu o mesmo tormento atroz e sucumbiu. A venda do seu corpo por parte de dois
comerciantes e mercadores de Veneza não passa de lenda (828). Porém, é graças a
essa lenda que, de 976 a 1071, foi construída a estupenda basílica veneziana
dedicada ao autor do segundo Evangelho, simbolizado pelo Leão.
Fonte: http://www.cleofas.com.br/
terça-feira, 24 de abril de 2012
São Bento Menni

24/04 - Angelo Hércules Menni
nasceu no dia 11 de março de 1841, em Milão, na Itália, sendo o quinto dos
quinze irmãos. A família do casal de negociantes Luiz e Luiza era de cristãos
fervorosos, onde se rezava o Rosário todas as noites, se praticava a caridade e
todos os sacramentos.
Foi esse ambiente familiar,
somado à quatro episódios, que fizeram o jovem Ângelo optar por se tornar um
sacerdote. Foram eles: a oração diária diante de um quadro de Maria, a
Santíssima Mãe de Jesus; alguns exercícios espirituais aos dezessete anos de
idade; os conselhos de um eremita de sua cidade natal; e, o exemplo dos Irmãos
de São João de Deus tratando os soldados que chegavam à estação de Milão,
feridos na batalha de Magenta, serviço que ele próprio
praticou.
Aos dezenove anos de idade
entrou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus trocando o nome de batismo,
pelo de Bento. Iniciou os estudos filosóficos e teológicos no Seminário de Lodi
e depois foi concluí-los no Colégio Romano, atual Pontifícia Universidade
Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote em 1866.
Nessa ocasião o Papa Pio IX
confiou-lhe a difícil missão de restaurar a Ordem Hospitaleira na Espanha, aliás
a escolha não poderia ter sido mais feliz. Este jovem religioso, que tinha
apenas vinte e cinco anos, chegou em Barcelona no ano 1867. Ali começou a
restauração da Ordem, que tinha sido suprimida pelo liberalismo, tanto em
Espanha como em Portugal. Depois de dar nova vida à Ordem na Espanha, continuou
com a sua restauração em Portugal e, no México, já no princípio do século
XX.
Bento foi um homem de
generosidade e caridade inesgotáveis e de excepcionais predicados de comando e
administração. Em 31 de maio de 1881, juntamente com duas religiosas, fundou a
Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, especializadas
na assistência aos doentes psiquiátricos.
Estava em Paris quanto
adoeceu, vindo a falecer no dia 24 de abril de 1914, na cidade de Dinan. As suas
relíquias mortais, estão guardadas na capela da Casa-mãe de Ciempozuelos, em
Madri, Espanha.
Em 1985, o Papa João Paulo
II declarou-o beato, e, em 1999, esse mesmo pontífice canonizou São Bento Menni
e o proclamou como "o profeta da Hospitalidade".
Fonte: http://www.catolicanet.com/
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Santo Adalberto

23/04 - Adalberto nasceu em 956, na
Boêmia, atual República Checa e era descendente da nobre família dos príncipes
de Slavnik. Seu nome de batismo era "Woytiech", isto é, "socorro do exército".
Ainda bebê adoeceu gravemente, gerando uma promessa por parte dos pais: teria
sua vida consagrada à Deus. Como recuperou a saúde, eles encaminharam seus
estudos de forma que, mais tarde, se tornasse sacerdote. Foi educado pelo
arcebispo Adalberto da cidade de Magdeburgo, do qual tomou o nome, em 983,
durante sua ordenação.
Nesse mesmo ano assistiu a
agonia do bispo de Praga, Diethmar I, que morreu pouco tempo depois. Seus
contemporâneos o elegeram seu sucessor e em sinal de humildade e de penitência,
entrou na cidade descalço. Assim que tomou posse, procurou reestruturar a
diocese. Adalberto dedicou-se totalmente à proteção dos pobres e doentes.
Diz a tradição, que ele
todos os dias tinha à mesa, nas refeições, a companhia de doze mendigos, em
homenagem ao Santos apóstolos. Conta-se que, certa vez, uma mendiga lhe pediu
esmola e, como não tinha, ele lhe deu o próprio manto. Apesar deste exemplo
vivo, seu rebanho insistia em viver totalmente fora dos padrões cristãos.
Desiludido, depois de seis anos ele resolveu abandonar a diocese, pedindo ao
Papa João XV que o afastasse do cargo. Entrou no mosteiro de São Bonifácio onde
passou cinco anos, para de novo voltar à Praga e retomar, a pedido do Papa, a
direção da diocese. Contudo, novamente o povo o repudiou por causa da disciplina
cristã correta que queria instaurar. Novamente decepcionado retomou angustiado à
vida de monge.
Em obediência ao Papa
Gregório V, Adalberto assumiu pela terceira vez a diocese de Praga. Seu regresso
foi tempestuoso. Os fiéis se revoltaram e impediram que entrasse na cidade. Seus
parentes sofreram atentados, os bens foram confiscados, os castelos incendiados.
Ele então se refugiou na
Polônia, onde a pedido de seu amigo duque Boleslao, seguiu com alguns sacerdotes
em missão evangelizadora na Prússia, que ainda era pagão. Adalberto se fixou na
cidade de Danzig e converteu praticamente toda a população. Porém, os sacerdotes
pagãos, vendo acabar seu poder e influência, arquitetaram e executaram o
assassinato de Adalberto e de todos os religiosos que o
acompanhavam.
Ele foi morto com sete
golpes de lança e depois decapitado, na cidade de Tenkiten no dia 23 de abril de
997. Os inimigos entregaram seu corpo ao duque Boleslao, mediante pagamento em
ouro. Adalberto foi enterrado no convento de Gniezno. Logo o seu túmulo se
tornou meta de peregrinação com inúmeras graças acontecendo por sua intercessão.
No ano 999 o Papa Silvestre II canonizou o primeiro bispo eslavo de Praga,
Adalberto.
Em 1039 suas relíquias foram
trasladadas definitivamente para a catedral de Praga, onde o primeiro pontífice
eslavo da História da cristã, Carol Wojtyla, ou Papa João Paulo II, seguiu em
peregrinação para as comemorações do milênio da festa de Santo Adalberto.
domingo, 22 de abril de 2012
São Sotero - Papa

22/04 - Papa de origem
grega da igreja cristã romana (166-175) nascido em
Nápolis, substituto de Aniceto cujo pontificado coincidiu com o reinado de Marco
Aurélio, o imperador filósofo, sob o qual os cristãos foram cruelmente
perseguidos.
Conhece-se muito pouco deste
papa, a não ser que seu governo foi marcado pela prática da caridade, o zelo e a
compaixão pelos mais humildes e a firmeza da fé com relação aos hereges, como se
pode concluir pelos fragmentos de uma interessante carta a ele dirigida por São
Dionisio de Corinto.
Tradicionalmente é lembrado
pelo seu costume de fazer o bem para todos os irmãos em muitas formas, e enviar
esmolas para muitas igrejas em toda cidade, aliviando a pobreza dos que enviavam
pedidos e dos irmãos de fé.
Dar esmolas já era um velho
e tradicional hábito dos romanos que o santo pontífice não só preservou, mas
incentivou, além de consolar com palavras abençoadas todos os irmãos que vieram
a ele, como um pai amoroso as suas crianças.
Coibiu os abusos e ensinou
com caridade a verdade. O papa de número 12 morreu em Roma e foi substituído por
São Eleutério (175-189). Os mártires cristãos puderam contar com o seu auxílio
paternal e ele próprio sofreu o martírio e, canonizado, é comemorado a 22 de
abril, juntamente com outro papa, mas não mártir, São Caio (283-296).
Alguns pesquisadores acham
que a Segunda Epístola de Clemente, foi um dos textos de sua
autoria.
Fonte:
biografias.netsaber.com.br
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