sábado, 5 de maio de 2012
Santo Angelo

05/05 - Uma tradição muito antiga
nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os registros indicam que ele nasceu em
1185, na cidade de Jerusalém, de pais judeus pela religião, chamados José e
Maria, nomes muito comuns na região. E que eles se converteram após Nossa
Senhora ter avisado Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que
lhes parecia impossível porque eram idosos. Mas, isto aconteceu. Emocionados
receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o nome de João. Mais
tarde, ele também vestiu o hábito carmelita.
Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no Monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.
Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do Monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obterem do Papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.
Lá, ao visitar a basílica de São João se encontrou com os sacerdotes, que se tornaram santos: Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus Cristo.
Dentre seus grandes feitos o que mais se destaca é o trabalho de evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes disso, mantinha uma vida de pecados, inclusive uma relação incestuosa com um rico senhor do lugar.
No dia 05 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele rico homem que, não se conformou com o abandono e a conversão de sua amante, encomendando o assassinato.
Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir Santo Ângelo em 1498. Porém, somente em 1662, as suas relíquias foram transladadas para a igreja dos Carmelitas. O seu culto se difundiu amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.
Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se manteve até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que se formavam e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.
Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no Monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.
Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do Monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obterem do Papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.
Lá, ao visitar a basílica de São João se encontrou com os sacerdotes, que se tornaram santos: Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus Cristo.
Dentre seus grandes feitos o que mais se destaca é o trabalho de evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes disso, mantinha uma vida de pecados, inclusive uma relação incestuosa com um rico senhor do lugar.
No dia 05 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele rico homem que, não se conformou com o abandono e a conversão de sua amante, encomendando o assassinato.
Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir Santo Ângelo em 1498. Porém, somente em 1662, as suas relíquias foram transladadas para a igreja dos Carmelitas. O seu culto se difundiu amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.
Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se manteve até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que se formavam e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.
Fonte: www.corajesus.org.br
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Santa Antonina de Niceia

04/05 - Antonina é o
feminino do antigo nome latino Antonius, derivado provavelmente do grego
Antionos, que significa "nascido antes". É um dos nomes mais difundidos entre os
povos latinos, que ganhou muitos adeptos entre os cristãos. Mas, antes de
Cristo, era muito comum também.
Hoje festejamos a santa mártir Antonina, que morreu em Niceia, na Bitínia, actual Turquia, no final do século III. No Martirológio Romano, ela foi citada três vezes: dia 01 de março, 04 de maio e 12 de junho, e cada vez de maneira diferente, como se fossem três pessoas distintas. Vejamos porque.
No século XVI, o cardeal e bibliotecário do Vaticano, César Barónio, unificou os calendários litúrgicos da Igreja, a pedido do Papa Clemente VIII, com os Santos comemorados em datas diferentes no mundo cristão. A Igreja dos primeiros séculos foi exclusivamente evangelizadora. Para se consolidar adaptava a liturgia e os cultos dos Santos aos novos povos convertidos. Muitas vezes, as tradições se confundiam com os fatos concretos, devido aos diferentes idiomas, mas assim mesmo os cultos se mantiveram.
O trabalho de Barónio, foi chamado de Martirológio Romano, uma espécie de dicionário dos Santos da Igreja de Cristo de todos os tempos. Porém, ele ao lidar com os calendários: egípcio, grego e siríaco, que comemoravam santa Antonina em datas diferentes, não se deu conta que as celebrações homenageavam sempre a mesma pessoa. Isto porque o nome era comum e os martírios, descritos de maneira diversa entre si.
O calendário grego dizia que ela foi decapitada, o egípcio,
que foi queimada viva e o siríaco, que tinha morrido afogada. Mais tarde, o que
deu luz aos fatos foi um código Geronimiano do século V, confirmando que apenas
uma mártir tinha morrido em Nicea, com este nome.
Antonina sofreu o martírio no século IV, durante o governo do sanguinário imperador Diocleciano, na cidade de Niceia. Ela foi denunciada como cristã, presa e condenada a morte. Mas antes a torturaram de muitas maneiras. Com ferros em brasa, lhe queimaram as mãos e os pés. Depois, foi amarrada e colocada numa pequena cela com o chão forrado de brasas, onde ficou por dois dias.
Voltando ao tribunal não renegou sua fé, foi então fechada dentro de um saco e jogada no fundo de um lago pantanoso na periferia de Niceia. Era o dia 04 de maio de 306, data que foi mantida para a veneração de Santa Antonina, a mártir de Niceia.
Fonte:
alexandrinabalasar.free.fr
quinta-feira, 3 de maio de 2012
São Filipe
03/05 - Existe um fato
realmente extraordinário na vida São Filipe, natural de Betsaida, na Galiléia.
Um dia, quando obrigado a reverenciar o deus Marte acendendo-lhe incenso, eis
que surge detrás do altar pagão uma cobra que mata o filho do sacerdote-mór e
mais dois comandados seus. Filipe ressuscitou-os e matou a cobra. Esse milagre
de São Filipe originou a conversão de muitas pessoas ao cristianismo.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Santa Mafalda

02/05 - Mafalda passou para
a história do povo português como "a rainha, Santa Mafalda". Ela foi uma das
filhas do primeiro rei de Portugal Sancho I, o Povoador, e da rainha Dulce de
Aragão. Em 1184, quando nasceu herdou o nome de sua avó paterna, Mafalda de
Savóia e se tornou uma jovem muito bela. Recebeu a educação própria aos
nobres.
O rei Sancho I morreu em
1211, deixando o reinado para a rainha viúva e o poder efetivo ao ministro Nunes
de Lara. Nesta época, por causa da guerra com os árabes muçulmanos, era
importante para o reino de Portugal que se estreitassem os laços de amizade com
o reino de Castela, ou seja, com a elite espanhola. Por isto, o ministro Nunes
acertou o casamento de Mafalda com o rei Henrique I, do trono de
Castela.
Entretanto, a mãe do rei
Henrique I, que não queria este casamento, recorreu à Santa Sé alegando que os
dois jovens reis eram parentes e muito jovens. Começou a correr o processo de
anulação do casamento. Aos catorze anos, o rei Henrique I morreu tragicamente. O
Papa Inocêncio III anulou o matrimônio e a rainha Mafalda regressou a sua
pátria.
Em Portugal, Mafalda passou
a auxiliar monges e monjas com doações a mosteiros. Mais tarde, ela ingressou no
Convento de Arouca, Portugal, e se tornou monja cisterciense da Ordem de São
Bernardo, de cujo convento só saia para fazer peregrinações à catedral do Porto,
onde entregava suas jóias no altar de Nossa Senhora, de quem era muito devota.
Vivia com humildade e usou sua riqueza patrocinando as obras de caridade, a
reconstrução dos povoados, a construção de hospitais e as casas
religiosas.
Devido as obras de caridade
que fez, o Papa Alexandre IV, de próprio punho agradeceu os serviços que ela
prestou à Igreja, com uma carta de 1255. Mafalda morreu no dia 1 de Maio de
1257, no mosteiro de Arouca, Portugal, onde seu corpo foi
sepultado.
A fama da sua santidade foi
logo crescendo e a população passou a se referir à ela como: "rainha Santa
Mafalda". No século XII, por ocasião da sua exumação, o seu corpo e as vestes
estavam incorruptos. O Papa Pio VI a beatificou em 1793 e no ano seguinte
autorizou o culto público e sua festa litúrgica no dia 2 de Maio.
Fonte: http://www.catolicanet.com/
terça-feira, 1 de maio de 2012
São José Operário

01/05 - A Igreja,
providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e
revoltas sociais, cristianizou esta festa, isto na presença de mais de 200.000
pessoas na praça de São Pedro gritava alegremente: "Viva Cristo Trabalhador,
vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um
protetor e modelo: São José o operário de Nazaré.
Fonte: http://www.cot.org.br/
O santíssimo São José,
protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum
trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem –
esqueça-se que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do
trabalho, pelo Papa Pio XII deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que
gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar,
em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as
leis da eqüitativa repartição de direitos e deveres."
São José, que na Bíblia é
reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que
trabalha sem cessar na santificação de suas obras, é o mais desejoso de
trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade,
como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a
herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col
3,23-24).
Fonte: http://www.cot.org.br/
segunda-feira, 30 de abril de 2012
São José Benedito Cotolengo

30/04 - José Benedito Cotolengo nasceu em Brá, na província
de Cuneo, no norte da Itália, no dia 3 de maio de 1786. Foi o mais velho dos
doze filhos de uma família cristã muito piedosa. Ele tinha apenas cinco anos
quando sua mãe o viu medindo os quartos da casa com uma vara, para saber quantos
doentes pobres caberiam neles. Dizia que, quando crescesse, queria encher sua
casa com esses necessitados, fazendo dela “seu hospital“. O episódio foi um
gesto profético. Na cidade de Brá, ainda se conserva tal casa.
Com dezessete anos, ingressou no seminário e, aos vinte e cinco, se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação.
Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos a uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e, mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois de ela ter morrido e ele ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de “ajudar a Providência Divina”.
Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando, ele mesmo, como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a Palavra do Senhor cravada em seus corações.
Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir os pequeninos, os deficientes e os doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cotolengo tinha como lema “caridade e confiança”: fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu-a com o nome de “Pequena Casa da Divina Providência”.
Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nessa experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois, como ele mesmo dizia: “Se soubesses quem são os pobres, vós os servirias de joelhos!”. Morreu de fadiga, no dia 30 de abril de 1842, com cinqüenta e seis anos.
A primeira casa passou a receber todos os tipos de renegados: portadores de doenças contagiosas, físicas e psíquicas, em estado terminal ou não. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra instituição. O padre José Benedito Cotolengo foi canonizado por Pio XI em 1934, e sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de abril.
Fonte: www.portalcot.com
Com dezessete anos, ingressou no seminário e, aos vinte e cinco, se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação.
Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos a uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e, mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois de ela ter morrido e ele ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de “ajudar a Providência Divina”.
Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando, ele mesmo, como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a Palavra do Senhor cravada em seus corações.
Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir os pequeninos, os deficientes e os doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cotolengo tinha como lema “caridade e confiança”: fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu-a com o nome de “Pequena Casa da Divina Providência”.
Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nessa experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois, como ele mesmo dizia: “Se soubesses quem são os pobres, vós os servirias de joelhos!”. Morreu de fadiga, no dia 30 de abril de 1842, com cinqüenta e seis anos.
A primeira casa passou a receber todos os tipos de renegados: portadores de doenças contagiosas, físicas e psíquicas, em estado terminal ou não. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra instituição. O padre José Benedito Cotolengo foi canonizado por Pio XI em 1934, e sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de abril.
Fonte: www.portalcot.com
domingo, 29 de abril de 2012
São Roberto de Molesme
29/04 -
Conhecido tambem como Roberto de Molesques .Nascido de pais nobres em
Troyes, Champanhe ,França em 1018, morreu em 21 de março de 1110 e foi
canonizado em 1222.
Roberto foi um dos fundadores
do movimento Cisterciense, como os monges de Cluny no 10° século e era
beneditino. A Regra de São Benedito havia perdido o seu valor desde a sua
fundação na Itália no sexto século. A fidelidade absoluta a esta Regra era o
alvo de São Roberto, que o perseguiu toda a sua vida.
São Alberico juntou-se a
Roberto neste objetivo e foram seguidos logo por São Stephen Hardind, mas eles
não tinham a iniciativa de Roberto, a sua energia, e a coragem capaz de vencer
os obstáculos que não foram poucos. Como Stephen, Roberto recebeu o seu
treinamento beneditino em Moutier-La-Celle quando tinha 15 anos. Ele foi
indicado prior, logo após o seu noviciado na então Abadia de Miguel de Tonnerre.
Ele tentou sem sucesso, reformar a Abadia. Os escândalos na Abadia eram a grande
motivação por traz das atividades de Roberto. Os monges pareciam ter se
esquecido da disciplina imposta por São Benedito de Núrsia aos beneditinos, ao
fundar a Ordem. Não era a Regra que estava antiga e fora de moda, mas sim os
homens que estavam fracos, mesquinhos e preguiçosos. O primeiro desejo de
Roberto era convence-los do seu erro.
Roberto retornou a
Moutier-La-Celle após ter conhecido um grupo de eremitas na floresta de Collan,
os quais por sua vez queriam que ele vivesse com eles mas Roberto primeiro tinha
que obedecer ao Abade de Moutier-La-Celle que o enviou a Saint-Avoul. Mas
Roberto conseguiu nada menos que um decreto do Papa Alexandre II para que
Roberto e os eremitas ficassem juntos de novo. O decreto apontava Roberto o
superior deles e assim Roberto e eles foram viver na floresta de Molesque em
1075, seguindo estritamente a Regra de São Benedito.
Foi lá que Roberto e Stephen
se encontraram e Roberto fundou um pequeno monasterioem Molesques e passou a ser
conhecido como Roberto de Molesmes.
O que Roberto conseguiu lá foi
um modelo em miniatura de uma Ordem que passou a ser chamada mais tarde de
Cisterciense. No início um mero agrupamento de tendas em torno de uma capela com
um oratório e homens que seguiam estritamente a Regra de São
Bendito.
Esses homens passavam o dia em
períodos de silencio, preces ,em contemplação e trabalho, e tinham muito mais
dependência com Deus que com o mundo. Eles partilhavam o evangelho- a pobreza- a
castidade – a obediência e faziam tudo isto numa atmosfera de alegria e
paz.
A austeridade e a santidade
dos membros era rejuvenescida com um grande influxo de candidatos e Roberto para
afastar os fracos, sucessivamente aumentava os valores a um nível mais rígido de
tal modo que acabou sendo chamado a atenção pelo bispo de Troyes, que achava que
sua autoridade estava sendo violada. Roberto novamente sacudiu a poeira dos seus
pés e deixando Alberico e Stephen para traz se retirou para um ermida em Or.
Chamado de novo para Molesque
e desgostoso, ele tentou escapar a jurisdição do bispo de Troyes e conseguiu
ficar sob a jurisdição do bispo de Landres, que finalmente conseguiu a aprovação
do Arcebispo de Lyons e mais tarde do legado Papal (em 1098) e finalmente a
Ordem que recebeu na Diocese de Chalon-sure-Saone o nome e sua Constituição,
onde estava claro que seus membros teriam que seguir a mais estrita observância
da Regra de São Benedito. É famoso na França como fundador da Abadia de Citeaux.
Mais tarde Roberto foi eleito Abade e foi indicado para reformar a Abadia de
Moutier-La-Celle e desta vez ele finalmente conseguiu.
Ele dizia : "Seja primeiro um
cisterciense e depois um santo"
De fato Roberto foi o fundador
da Ordem dos Cistercienses.
Na arte litúrgica da Igreja
ele é mostrado como um monge cisterciense escrevendo um livro. As vezes é
mostrado segurando uma cruz e um anel e as vezes com o símbolo das armas da
Abadia de Molesmes ao seu lado e ainda as vezes com São Stephen Harding.
Fonte:
www.catolicoconvicto.com.br
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