| SÃO JOÃO DOMINICI Apesar destas desvantagens, João não desistiu, na segunda tentativa, aos dezessete anos, ingressou na Ordem Dominicana no convento de Santa Maria Novella. Surpreendeu a todos pelo caráter afável e generoso, pela inteligência e dedicação nos estudos, pelo destacado zêlo às regras, às orações e pela austeridade de vida e duras penitências. A única coisa que o entristecia era a dificuldade encontrada na pregação dos vigorosos sermões que escrevia, mas que ao serem pronunciados pareciam ridículos. Em 1381 sua cura aconteceu, quando prostrado e chorando orou a Santa Catarina de Siena, para que intercedesse por ele. E a Santa de sua devoção o atendeu. Foi completar os estudos em Pisa e Paris tornando-se um excelente teólogo e um eloqüente pregador. Ao destacado ministério da Palavra uniu sua talentosa eficácia de escritor, e suas obras alcançaram um alto valor catequético e pedagógico. Tornou-se estreito colaborador de Raimundo da Cápua, agora Beato, Provincial daquela região, que à época se dedicava a restaurar as regras da estrita observância, tanto assim que foi considerado um segundo fundador da Ordem Dominicana. Este Provincial enviou João a Veneza em 1394, para promover a Reforma em todos os conventos e mosteiros. Ali foi eleito prior do convento de Santa Maria Novella e em seguida começou a obra da restauração da estrita observância, pelo Convento de São Domingos de Veneza. Depois foi de convento em convento preparando o grande reflorescimento da santidade e do apostolado - como o fundador da Ordem dos pregadores, São Domingos, havia projetado. Fundou um convento feminino chamado de Corpus Christi e o Convento masculino de São Domingos de Fiesole, que foi celeiro de santos e de apóstolos, entre os quais se destacaram Antonino e Frà Angélico, ambos discípulos de João Dominici. Em 1406 ele foi nomeado, pelo Papa Gregório XII, seu Embaixador em Florença. Dois anos depois, animado pelas virtudes de João, o Papa o consagrou Arcebispo de Ragusa e Cardeal do título de São Xisto. Participou entre 1414 e 1418, do Concílio de Constança conseguindo, com sua influência e autoridade de confessor particular e conselheiro pessoal do Papa Gregório XII, que este renunciasse, colocando um fim no cisma que iniciara na Igreja do Ocidente. O novo Papa, Martinho V, em 1418, o nomeou Delegado do seu governo para a Boêmia, Polônia e Hungria, onde novas heresias começavam a proliferar. Porém seu zeloso trabalho apostólico foi interrompido, quando uma febre fulminante lhe tolheu a vida, em 10 de junho de 1419, na cidade de Budapeste, Hungria. O Papa Gregório XVI beatificou João Dominici em 1832, confirmando para o dia de sua morte o culto litúrgico. (© 1997-2002 Direitos reservados Pia Sociedade Filhas de São Paulo - www.paulinas.org.br) |
quarta-feira, 10 de junho de 2015
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