E quem não conhece a reprodução do martírio de São Sebastião, amarrado a uma árvore e atravessado por flechas? É uma imagem milhares de vezes retratada em quadros, pinturas e esculturas, por artistas de todos os tempos.
Mas nem todos sabem que o valente santo não morreu daquela vez. O suplício das flechas não tirou sua vida, resguardada pela fé.
Sebastião era capitão da guarda pretoriana, no governo do sádico Imperador Diocleciano, em Milão, nos primeiros tempos do cristianismo.
Sua origem é discutida, teria nascido em Narbona ou Milão, segundo alguns escritos que se contradizem, mas é certo que seu posto no exército permitia que acolhesse e protegesse cristãos perseguidos. E o fez sem temor até ser denunciado.
Levado à presença do Imperador, Sebastião não negou sua fé. Ainda lhe foi dada a chance de escolher entre Cristo e o exército. Ele não titubeou e a sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas.
Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado. Mas, quando uma cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno, encontrou-o vivo! Levou-o para casa, tratou de suas feridas e o santo se recuperou.
Cumprindo o que lhe vinha da alma, procurou ele mesmo o Imperador, que mal acreditou em vê-lo forte e saudável e, ainda por cima, pedindo-lhe que parasse de perseguir cristãos. Irado, Diocleciano condenou-o desta vez a ser massacrado no Circo. São Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo. Era o ano de 303.
No local onde sofreu o martírio foi erguida uma basílica. Seu culto se espalhou pelo mundo, com milhares de devotos e com centenas de igrejas em sua homenagem.
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