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Outros santos e beatos:
(19 de Janeiro)
(19 de Janeiro)
Santos Mário, Marta, Audíface e Ábaco martirizados em 270. Dificilmente alguém associaria um nome tão corrente quanto o de Mário à memória desse pai de família. Tratava-se de um nobre persa conduzido a Roma para visitar o sepulcro do apóstolo Pedro. Assim que chegou, vendo-se em meio a uma sangrenta perseguição (a do imperador Cláudio), consagrou-se, juntamente com a esposa, Marta, e os filhos, Audíface e Ábaco, à piedosa tarefa de sepultar os cristãos martirizados.
As vicissitudes dessa intrépida família — que, por fim, também pagou com a palma do martírio esse gesto de caridade — não sensibilizaram os revisores do calendário litúrgico, que, em 1960, suprimiram-lhe o culto. Não, porém, a devoção e muito menos o indelével nome de Mário. De qualquer modo, os que trazem esse nome preferem associá-lo ao de Maria, cuja festividade se comemora a 12 de setembro.
Assim, toda a família de Mário foi detida com base na simples acusação de ser cristã. E, embora não sendo — segundo parece — cidadãos romanos, três deles tiveram o privilégio (se assim se pode dizer) de ser decapitados. Marta, por outro lado, foi lançada ao Tibre, morrendo afogada. Encarregaram-se os demais irmãos cristãos de recompor seus restos mortais e sepultá-los no cemitério romano chamado Ad Nymphas.
Enquanto seus nomes e a data do sepultamento são dados como certos, a Passio [Paixão] (que relata seu martírio) remonta ao século VI, revelando notáveis analogias com a Passio [Paixão] de são Valentim — mártir venerado na via Flamínia. Nela se lê que os quatro cristãos, levados à presença do prefeito Flaviano, foram instados em vão a oferecer sacrifício aos deuses.
Era o que exigia o imperador Décio: quando se suspeitava que alguém fosse cristão, impunha-se-lhe um ato de adesão ao culto dos gentios, adorando a estátua do imperador ou queimando incenso diante de um ídolo. A recusa implicava a pena de morte.
As vicissitudes dessa intrépida família — que, por fim, também pagou com a palma do martírio esse gesto de caridade — não sensibilizaram os revisores do calendário litúrgico, que, em 1960, suprimiram-lhe o culto. Não, porém, a devoção e muito menos o indelével nome de Mário. De qualquer modo, os que trazem esse nome preferem associá-lo ao de Maria, cuja festividade se comemora a 12 de setembro.
Assim, toda a família de Mário foi detida com base na simples acusação de ser cristã. E, embora não sendo — segundo parece — cidadãos romanos, três deles tiveram o privilégio (se assim se pode dizer) de ser decapitados. Marta, por outro lado, foi lançada ao Tibre, morrendo afogada. Encarregaram-se os demais irmãos cristãos de recompor seus restos mortais e sepultá-los no cemitério romano chamado Ad Nymphas.
Enquanto seus nomes e a data do sepultamento são dados como certos, a Passio [Paixão] (que relata seu martírio) remonta ao século VI, revelando notáveis analogias com a Passio [Paixão] de são Valentim — mártir venerado na via Flamínia. Nela se lê que os quatro cristãos, levados à presença do prefeito Flaviano, foram instados em vão a oferecer sacrifício aos deuses.
Era o que exigia o imperador Décio: quando se suspeitava que alguém fosse cristão, impunha-se-lhe um ato de adesão ao culto dos gentios, adorando a estátua do imperador ou queimando incenso diante de um ídolo. A recusa implicava a pena de morte.
Beato André Grego de Peschiera (†1485) — dominicano, denominado o apóstolo das Valtelinas.
Santo Arcôncio — bispo martirizado na França, no século VIII.
Santo Arsênio (959) — primeiro bispo de Corfu.
Santo Bassiano (413) — bispo de Lodi, amigo de santo Ambrósio.
Beato Bernardo de Corleone (1605-1667) — sapateiro e espadachim, como o padre Cristóforo, de Manzoni. Após haver ceifado a vida de um adversário, refugiou-se num convento de capuchinhos, tornou-se frade e expiou sua culpa por meio de duras penitências.
São Canuto IV (†1086) — rei da Dinamarca e mártir, assassinado na igreja por seu irmão. Shakespeare tomou essa história como fonte de inspiração para o enredo de sua tragédia Hamlet.
São Catelo — bispo de Castellammare, no século IX.
São Contesto (†510) — bispo da Normandia.
São Germânico — martirizado em Esmirna, em 156.
Santo Henrique de Upsala — martirizado em 1156, bispo da Suécia e depois da Finlândia, da qual é padroeiro.
São Ludomar (†593) — abade. Passou de pastor a eremita; fundou o mosteiro de Corbion, na França.
Beato Marcelo Spinola y Maestre (1835-1906) — bispo de Sevilha e cardeal. Fundou uma congregação feminina (Servas da Conceição e do Sagrado Coração de Jesus), de vida ativa e contemplativa. Foi beatificado em 1988.
Santa Margarida Bourgeoys (1620-1700) — francesa. Emigrou para o Canadá, onde fundou uma congregação consagrada à formação de jovens. Foi canonizada em 1982.
Santa Messalina de Foligno (†251) — virgem martirizada, juntamente com seu bispo, são Feliciano.
São Natalano († 678) — bispo escocês.
santos Paulo, Gerôncio, Saturnino, Sucesso, Júlio, Cato, Pia e Germana — martirizados em 169.
São Ponciano de Espoleto — martirizado em 169.
São Remígio (†772) — bispo de Ruão, filho natural do rei Carlos Martelo.
Beato Tomás de Cori (1656-1729) — pastor de ovelhas que se tornou frade capuchinho e zeloso pregador no convento de Subiaco.
Santo Arcôncio — bispo martirizado na França, no século VIII.
Santo Arsênio (959) — primeiro bispo de Corfu.
Santo Bassiano (413) — bispo de Lodi, amigo de santo Ambrósio.
Beato Bernardo de Corleone (1605-1667) — sapateiro e espadachim, como o padre Cristóforo, de Manzoni. Após haver ceifado a vida de um adversário, refugiou-se num convento de capuchinhos, tornou-se frade e expiou sua culpa por meio de duras penitências.
São Canuto IV (†1086) — rei da Dinamarca e mártir, assassinado na igreja por seu irmão. Shakespeare tomou essa história como fonte de inspiração para o enredo de sua tragédia Hamlet.
São Catelo — bispo de Castellammare, no século IX.
São Contesto (†510) — bispo da Normandia.
São Germânico — martirizado em Esmirna, em 156.
Santo Henrique de Upsala — martirizado em 1156, bispo da Suécia e depois da Finlândia, da qual é padroeiro.
São Ludomar (†593) — abade. Passou de pastor a eremita; fundou o mosteiro de Corbion, na França.
Beato Marcelo Spinola y Maestre (1835-1906) — bispo de Sevilha e cardeal. Fundou uma congregação feminina (Servas da Conceição e do Sagrado Coração de Jesus), de vida ativa e contemplativa. Foi beatificado em 1988.
Santa Margarida Bourgeoys (1620-1700) — francesa. Emigrou para o Canadá, onde fundou uma congregação consagrada à formação de jovens. Foi canonizada em 1982.
Santa Messalina de Foligno (†251) — virgem martirizada, juntamente com seu bispo, são Feliciano.
São Natalano († 678) — bispo escocês.
santos Paulo, Gerôncio, Saturnino, Sucesso, Júlio, Cato, Pia e Germana — martirizados em 169.
São Ponciano de Espoleto — martirizado em 169.
São Remígio (†772) — bispo de Ruão, filho natural do rei Carlos Martelo.
Beato Tomás de Cori (1656-1729) — pastor de ovelhas que se tornou frade capuchinho e zeloso pregador no convento de Subiaco.

![Outros santos e beatos:
(19 de Janeiro)
Santos Mário, Marta, Audíface e Ábaco martirizados em 270. Dificilmente alguém associaria um nome tão corrente quanto o de Mário à memória desse pai de família. Tratava-se de um nobre persa conduzido a Roma para visitar o sepulcro do apóstolo Pedro. Assim que chegou, vendo-se em meio a uma sangrenta perseguição (a do imperador Cláudio), consagrou-se, juntamente com a esposa, Marta, e os filhos, Audíface e Ábaco, à piedosa tarefa de sepultar os cristãos martirizados.
As vicissitudes dessa intrépida família — que, por fim, também pagou com a palma do martírio esse gesto de caridade — não sensibilizaram os revisores do calendário litúrgico, que, em 1960, suprimiram-lhe o culto. Não, porém, a devoção e muito menos o indelével nome de Mário. De qualquer modo, os que trazem esse nome preferem associá-lo ao de Maria, cuja festividade se comemora a 12 de setembro.
Assim, toda a família de Mário foi detida com base na simples acusação de ser cristã. E, embora não sendo — segundo parece — cidadãos romanos, três deles tiveram o privilégio (se assim se pode dizer) de ser decapitados. Marta, por outro lado, foi lançada ao Tibre, morrendo afogada. Encarregaram-se os demais irmãos cristãos de recompor seus restos mortais e sepultá-los no cemitério romano chamado Ad Nymphas.
Enquanto seus nomes e a data do sepultamento são dados como certos, a Passio [Paixão] (que relata seu martírio) remonta ao século VI, revelando notáveis analogias com a Passio [Paixão] de são Valentim — mártir venerado na via Flamínia. Nela se lê que os quatro cristãos, levados à presença do prefeito Flaviano, foram instados em vão a oferecer sacrifício aos deuses.
Era o que exigia o imperador Décio: quando se suspeitava que alguém fosse cristão, impunha-se-lhe um ato de adesão ao culto dos gentios, adorando a estátua do imperador ou queimando incenso diante de um ídolo. A recusa implicava a pena de morte.
Beato André Grego de Peschiera (†1485) — dominicano, denominado o apóstolo das Valtelinas.
Santo Arcôncio — bispo martirizado na França, no século VIII.
Santo Arsênio (959) — primeiro bispo de Corfu.
Santo Bassiano (413) — bispo de Lodi, amigo de santo Ambrósio.
Beato Bernardo de Corleone (1605-1667) — sapateiro e espadachim, como o padre Cristóforo, de Manzoni. Após haver ceifado a vida de um adversário, refugiou-se num convento de capuchinhos, tornou-se frade e expiou sua culpa por meio de duras penitências.
São Canuto IV (†1086) — rei da Dinamarca e mártir, assassinado na igreja por seu irmão. Shakespeare tomou essa história como fonte de inspiração para o enredo de sua tragédia Hamlet.
São Catelo — bispo de Castellammare, no século IX.
São Contesto (†510) — bispo da Normandia.
São Germânico — martirizado em Esmirna, em 156.
Santo Henrique de Upsala — martirizado em 1156, bispo da Suécia e depois da Finlândia, da qual é padroeiro.
São Ludomar (†593) — abade. Passou de pastor a eremita; fundou o mosteiro de Corbion, na França.
Beato Marcelo Spinola y Maestre (1835-1906) — bispo de Sevilha e cardeal. Fundou uma congregação feminina (Servas da Conceição e do Sagrado Coração de Jesus), de vida ativa e contemplativa. Foi beatificado em 1988.
Santa Margarida Bourgeoys (1620-1700) — francesa. Emigrou para o Canadá, onde fundou uma congregação consagrada à formação de jovens. Foi canonizada em 1982.
Santa Messalina de Foligno (†251) — virgem martirizada, juntamente com seu bispo, são Feliciano.
São Natalano († 678) — bispo escocês.
santos Paulo, Gerôncio, Saturnino, Sucesso, Júlio, Cato, Pia e Germana — martirizados em 169.
São Ponciano de Espoleto — martirizado em 169.
São Remígio (†772) — bispo de Ruão, filho natural do rei Carlos Martelo.
Beato Tomás de Cori (1656-1729) — pastor de ovelhas que se tornou frade capuchinho e zeloso pregador no convento de Subiaco.](https://scontent-a-gru.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/v/t1.0-9/p235x350/10898196_876577389073319_2414130972372267992_n.jpg?oh=062632bd78b64454b415017d4cdd9c70&oe=555CE459)
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