| SÃO GREGÓRIO MAGNO Dentre eles se destaca São Gregório Magno, considerado o maior de todos os papas. Nascido de uma família romana muito rica, em 540, Gregório deixou importantíssimas realizações na história da Igreja. Citamos, entre elas, a observância do celibato, a introdução do Pai-Nosso na missa e, é claro, o canto gregoriano. Foi muito amado pelo povo simples, principalmente por causa de sua extrema humildade. Sua mãe e duas irmãs de seu pai se tornaram santas e, crescendo num ambiente tão positivo, a vocação de Gregório o acompanhou desde o início de sua vida. Antes de se entregar à religião, porém, ele pôde cuidar de sua formação cultural. Estudou gramática, retórica, dialética e as sagradas escrituras. Chamado à vida pública, aos trinta e três anos tornou-se pretor de Roma, uma espécie de prefeito. Nessa época buscou refúgio na capital num grupo de monges beneditinos, cujo convento em Monte Cassino havia sido atacado pelos longobardos. Gregório ofereceu-lhes um palácio na colina do Célio, que os monges transformaram então num convento dedicado a santo André. O contato constante com tais religiosos fez explodir de vez sua vontade de se tornar um deles. Assim, renunciou ao cargo público, abandonou suas riquezas e trocou as valiosas vestes por um hábito pobre e grosseiro, retirando-se para o convento que permitira fundar. Mais tarde Gregório diria que seu tempo de monge constituiu-se nos melhores anos de sua vida. No entanto, sua sabedoria não poderia ficar restrita a um só convento e logo o papa Pelágio nomeou-o para uma importante missão em Constantinopla. Nesse período, Gregório escreveu vários textos sobre a moral, as doutrinas da Igreja e a vida monástica. Chamado de volta a Roma foi eleito abade do convento e foi nessa função que sua caridade e dedicação ao próximo tornaram-se lenda entre a população. Praticamente metade de Roma estava devastada por enchentes e, em conseqüência disso, vieram a fome e a peste. Milhares de pessoas morreram. Por causa de seu trabalho nesse período, quando o papa Pelágio morreu, um ano depois, São Gregório foi eleito seu sucessor pelos romanos. Mas Gregório, em sua humildade, ainda relutou por sete meses para aceitar o cargo, chegando a escrever uma carta ao imperador, pedindo que o liberasse da função. Só que a carta nunca foi remetida pelos seus confrades e ele acabou tendo que assumir, sendo consagrado em 3 de setembro de 590. Os quatorze anos de seu pontificado passariam para a história como um tempo de características próprias. Gregório levou vida simples de monge, dispensou todas as pessoas leigas que serviam no palácio, trabalhou como um missionário incansável e invencível defensor da disciplina e do respeito às tradições. Foi ele quem instituiu o celibato para padres, diáconos e subdiáconos, por exemplo. No comando mundial da Igreja, orientou a conversão dos ingleses, protegeu os judeus da Itália contra a perseguição dos hereges e tomou todas as atitudes necessárias para que o cristianismo fosse respeitado por sua piedade, prudência e magnanimidade. O trabalho consumiu todas as suas forças e São Gregório faleceu em 604, sendo sepultado no mesmo dia na basílica de São Pedro. Contam os escritos que, durante o enterro, o povo já o aclamava santo. Apesar de nunca ter estudado teologia, é chamado de "Magno" pela inteligência e sabedoria. (© 1997-2002 Direitos reservados Pia Sociedade Filhas de São Paulo - www.paulinas.org.br) |
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
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