domingo, 3 de agosto de 2014

Santo do Dia compartilhou a foto de Santo do Dia.
Santo Eusébio de Vercelli
(2 de Agosto)

Santo Eusébio era filho de pais piedosos e ricos; nasceu na ilha da Sardenha. Instruído nas ciências sacras e profanas em Roma, foi unido ao clero romano, quando São Silvestre governava a Igreja. Mais tarde foi destacado para Vercelli, no Piemonte, para dirigir aquela diocese. Segundo testemunho de Santo Ambrósio, foi o primeiro sacerdote secular do Ocidente, que com este estado ligava o de sacerdote regular, e que obrigava o clero da cidade a levar uma vida quase de monges. Eusébio vivia com o clero em comunidade. Pela oração e penitência, pediam-se as bênçãos de Deus para o trabalho da cura de almas. Além disto estudavam os santos livros, trabalhavam nas paróquias e ocupavam-se de ofícios manuais. Referindo-se a este estado de vida, Santo Ambrósio disse: "Pode haver coisa mais maravilhosa? Tudo ali é digno de imitação. O rigor do jejum é compensado pela paz da consciência e pelo sossego da alma. O poder do bom exemplo sustenta a todos. O que mais custa à natureza, torna-se fácil pelo costume".

Desta santa comunidade saiu uma série de excelentes bispos. Esta vida em comum preparou Eusébio para as lutas que o esperavam, e deu-lhe força para sair vencedor de todas. Já em 355, apareceu a primeira dificuldade, quando o Imperador Constâncio convocou o Concílio de Milão, ao qual Eusébio se negou a comparecer, prevendo a preponderância que haveria de elementos arianos. Só quando recebeu o convite escrito do imperador, dos bispos arianos e católicos, prontificou-se a ir, mas com a declaração, de que agiria segundo a sua consciência e os ditames da justiça. Esta declaração determinou os membros do Concílio a dar-lhe acesso às sessões, bem como ao Legado do Papa, mas só no décimo dia, quando não havia mais nada a receber de sua presença. Ainda assim exigiram que assinasse uma bula, que continha a excomunhão de Santo Atanásio, a que se opôs enérgica e resolutamente, apelando para a assembléia que devia respeitar as resoluções do Concílio de Nicéia.

As sessões do Concílio foram então transferidas para os salões do palácio imperial, e foi ali que o imperador, com a espada em punho, exigiu peremptoriamente que assinasse aquele documento. Eusébio ainda assim negou a assinatura, o que lhe importou a prisão e o exílio para Scitópolis, na Palestina. Os católicos viram neste gesto do santo o triunfo da fé católica,e deram a Eusébio as provas mais claras e comoventes de solidariedade e dedicação. Em Scitópolis teve de sofrer muitas contrariedades, da parte do bispo ariano daquela cidade. O fanatismo dos arianos chegou a ponto de maltratar fisicamente o santo prelado e pô-lo em incomunicabilidade com os católicos. Eusébio passou por um verdadeiro martírio. O Seu consolo era o amor dos católicos, que o cumulavam de atenções, sempre que podiam e a visita de Santo Epifânio. Os arianos, porém, não o deixavam em paz. Se por algum tempo conseguia livrar-se da prisão, outra mais apertada se lhe abria. Assim aconteceu que, arrebatado dos católicos, ficasse preso, incomunicável, durante seis dias, sem se alimentar. O alimento que os arianos lhe ofereciam, rejeitava-o e aos católicos era impossível chegar aonde estava. No sexto dia os católicos apareceram em grande número e com veementes protestos e grandes ameaças, exigiram a libertação do bispo.

De Scitópolis, Eusébio foi transferido para a Capadócia e de lá para Tebaida, onde permaneceu até a morte do imperador Constâncio, em 361. Sob o governo de Juliano, Apóstata, os bispos católicos exilados tiveram liberdade de voltar para as dioceses. Depois de uma expatriação de seis anos, Eusébio foi a Alexandria, onde Santo Atanásio realizava um Concílio, a que assistiu para depois se dirigir a Antioquia, onde reinavam graves dissensões entre os católicos. Deixando Antioquia, visitou quase todas as Igrejas do Oriente, confortando os católicos, animando os fracos e chamando os separados ao seio da Igreja. Igual apostolado realizou na Ilíria, onde o arianismo tinha produzido lamentáveis estragos. Por fim, chegou à Itália, onde teve uma recepção brilhante, em que tomaram parte os colegas do episcopado e o povo. Em companhia de Santo Hilário , bispo de Poitiers, começou o apostolado de unificação das Igrejas. Eusébio e Hilário contestaram a legitimidade do bispo ariano Auxênio em Milão; nada, porém, conseguiram, porque Auxêncio soube habilmente enganar o inperador Valentiniano e alguns bispos.

Depois de tantos trabalhos e lutas, Eusébio retirou-se para a sua diocese de Vercelli, onde encontrou tudo em boa ordem, graças ao zelo do clero por ele formado. Não tardou muito que Deus chamasse seu fiel servo ao bem merecido repouso, em 370. Por causa dos grandes sofrimentos que passou Santo Eusébio, em defesa da fé, deu-se-lhe o título de mártir.

Reflexões:

Como é admirável a firmeza de Santo Eusébio nas lutas, nas dificuldades, nas perseguições! Desta firmeza o católico deve procurar ter uma boa parcela. Muitas vezes se vê o contrário. Se vem uma contrariedade, é fácil ouvirem-se palavras de desânimo, de queixas contra Deus e até ameaças de abandonar a religião. Quando vai tudo bem, não é preciso muita virtude, por achar fácil a conformidade com a vontade de Deus.

Sofrer pelo amor de Deus é uma honra, uma segurança. Muitos pensam contrariamente, julgando ser uma graça especial de Deus quando não se sofre nada. O pecador, que assim raciocina, engana-se. São Bernardo escreve: "Quem pecou, não experimentando o castigo de Deus, pode estar certo que é objeto da ira de Deus. Deus condena no outro mundo a quem nesta vida não conseguiu corrigir pela adversidade". De Santo Agostinho são as seguintes palavras: "Se vives em pecado e Deus não te castiga, mal sinal é". A isenção de sofrimento, portanto, longe de ser sinal da amizade de Deus, deve causar sérias apreensões ao pecador. Aos amigos, Jesus Cristo oferece o cálice da dor. Disso tens a prova nos Apóstolos, mártires e confessores. Queres fazer exceção desta honrosa regra?
Foto: Santo Eusébio de Vercelli
(2 de Agosto)

Santo  Eusébio era  filho de  pais  piedosos e ricos;   nasceu na  ilha da Sardenha.   Instruído  nas ciências sacras e profanas em Roma,  foi unido ao clero romano, quando São Silvestre governava a Igreja.   Mais  tarde  foi destacado para Vercelli, no Piemonte, para dirigir aquela diocese. Segundo testemunho de  Santo Ambrósio, foi o primeiro  sacerdote secular do Ocidente, que com este estado ligava  o  de sacerdote  regular, e que obrigava o clero da  cidade a  levar uma vida  quase de monges.  Eusébio vivia  com o clero em comunidade. Pela  oração e penitência, pediam-se as  bênçãos de Deus para o trabalho da  cura de almas. Além disto estudavam os santos livros, trabalhavam nas paróquias e  ocupavam-se de ofícios  manuais.  Referindo-se a  este estado de vida, Santo Ambrósio disse: "Pode  haver coisa mais maravilhosa? Tudo ali é digno de imitação. O rigor do jejum é compensado pela paz da  consciência e pelo  sossego da alma. O poder do bom exemplo sustenta a todos. O que mais custa à natureza, torna-se  fácil pelo costume".  

Desta santa comunidade saiu uma série de excelentes bispos. Esta vida  em comum preparou Eusébio para as lutas que o esperavam, e deu-lhe  força para sair  vencedor de todas.  Já em 355, apareceu a primeira dificuldade,  quando o Imperador Constâncio convocou o Concílio de  Milão, ao qual Eusébio se  negou a comparecer, prevendo a preponderância que haveria de elementos arianos. Só quando recebeu o convite escrito do imperador, dos bispos arianos e  católicos, prontificou-se a  ir, mas com a declaração, de que agiria  segundo  a  sua consciência e  os ditames da justiça.   Esta declaração  determinou os membros do Concílio a  dar-lhe acesso às  sessões, bem como ao Legado do Papa, mas só no décimo dia, quando não  havia mais nada  a  receber de sua presença. Ainda assim exigiram  que assinasse  uma bula, que continha a  excomunhão de Santo Atanásio, a que  se opôs enérgica e resolutamente, apelando para a  assembléia que devia respeitar  as  resoluções do  Concílio de Nicéia. 

As sessões do Concílio  foram então transferidas  para os salões do palácio imperial, e foi ali  que o imperador, com a espada em punho, exigiu  peremptoriamente que assinasse  aquele  documento.  Eusébio ainda assim negou a assinatura, o que lhe importou a prisão e  o exílio para  Scitópolis, na Palestina. Os católicos  viram neste gesto do santo  o triunfo da fé católica,e deram a  Eusébio  as provas  mais claras e comoventes de  solidariedade e  dedicação. Em Scitópolis teve  de sofrer  muitas contrariedades, da parte do bispo ariano daquela cidade. O fanatismo dos arianos  chegou a  ponto de maltratar  fisicamente  o santo prelado e pô-lo  em incomunicabilidade  com os  católicos. Eusébio  passou  por um verdadeiro martírio. O Seu consolo  era o amor dos católicos, que o cumulavam de  atenções, sempre que podiam e a visita de Santo Epifânio.  Os arianos, porém, não o deixavam em paz. Se por algum tempo conseguia  livrar-se da  prisão, outra mais apertada se  lhe abria. Assim aconteceu que, arrebatado dos católicos, ficasse preso, incomunicável, durante seis dias, sem se alimentar. O alimento que os arianos lhe ofereciam, rejeitava-o e aos católicos  era impossível chegar aonde estava. No sexto dia os católicos apareceram em  grande número e com veementes protestos e grandes ameaças, exigiram a libertação do bispo. 

De Scitópolis, Eusébio foi transferido para a Capadócia e  de lá para Tebaida, onde permaneceu até a morte do imperador Constâncio,  em 361.  Sob o governo de Juliano, Apóstata, os bispos católicos exilados  tiveram  liberdade  de voltar  para as dioceses. Depois de uma expatriação de seis  anos, Eusébio foi a  Alexandria, onde Santo Atanásio realizava  um Concílio, a que assistiu  para depois se  dirigir a Antioquia, onde reinavam graves dissensões entre os  católicos. Deixando Antioquia, visitou quase todas as Igrejas do Oriente, confortando os católicos, animando os fracos  e  chamando os separados ao seio da Igreja. Igual apostolado  realizou na Ilíria, onde o arianismo  tinha produzido lamentáveis estragos.   Por fim, chegou à Itália, onde teve uma recepção brilhante, em que tomaram parte os  colegas do episcopado e o povo.  Em companhia de Santo Hilário , bispo de Poitiers, começou o apostolado de unificação das Igrejas.   Eusébio e Hilário contestaram a  legitimidade  do bispo ariano Auxênio em Milão;  nada, porém, conseguiram, porque  Auxêncio soube habilmente enganar o inperador  Valentiniano e alguns bispos. 

Depois de tantos trabalhos e  lutas, Eusébio retirou-se  para a  sua  diocese de Vercelli, onde encontrou tudo em boa ordem, graças ao zelo do clero por ele  formado. Não tardou muito que Deus  chamasse  seu fiel  servo ao bem merecido  repouso, em 370. Por causa dos grandes sofrimentos  que passou  Santo Eusébio, em defesa da fé, deu-se-lhe o título de mártir.  

Reflexões: 

Como é  admirável  a firmeza de Santo Eusébio nas lutas, nas dificuldades, nas perseguições! Desta firmeza o católico  deve procurar  ter  uma boa parcela. Muitas  vezes se vê o contrário. Se vem uma contrariedade, é fácil ouvirem-se  palavras de  desânimo, de queixas contra Deus e  até ameaças de abandonar a religião.  Quando vai tudo bem, não é preciso muita virtude, por  achar fácil a  conformidade  com a vontade de Deus. 

Sofrer pelo amor de Deus é uma honra, uma segurança. Muitos pensam contrariamente, julgando ser uma graça especial de Deus quando não se sofre nada. O pecador, que assim raciocina,  engana-se.  São Bernardo escreve: "Quem pecou, não experimentando o castigo de Deus, pode estar certo que é objeto da  ira de Deus. Deus condena no outro  mundo a  quem nesta vida não conseguiu  corrigir pela  adversidade".  De Santo Agostinho  são as seguintes  palavras: "Se vives em pecado e  Deus  não te castiga, mal sinal é".  A isenção de sofrimento, portanto, longe de ser sinal da amizade de Deus, deve causar sérias apreensões  ao pecador.  Aos amigos,  Jesus  Cristo oferece o cálice da dor. Disso  tens a prova nos Apóstolos, mártires e confessores. Queres fazer exceção desta honrosa  regra?

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