| SANTO ESTANISLAU KOSTKA Até os treze anos Estanislau viveu na casa dos pais. Aos quatorze foi viver com o irmão mais velho para poder matricular-se num seminário jesuíta e cursar os estudos superiores. Mas o seminário foi fechado pelo imperador Maximiliano e toda a comunidade estudantil acabou abrigada no castelo de um príncipe luterano, ambiente que nada combinava com Estanislau. Para quem buscava uma vida de virtudes e oração, aliás, não era por nada propício, pois ali se abrigavam sentimentos contra o catolicismo. Era freqüentemente atormentado pelos colegas, que zombavam muito, principalmente quando o convidavam para sair e divertir-se e ele dizia preferir a reclusão e a oração. Como se não bastasse, passou a ser perseguido pelo irmão mais velho, que não se conformava com a dedicação espiritual e a fé do jovem. Embora aceitasse, sem reclamar, os maus tratos do irmão como parte da vida humilde e de sacrifícios que buscava, jamais deixou de assistir a missa e comungar diariamente. Mas a luta contra o ambiente hostil e a vida de privações a que se obrigava acabaram por minar a saúde do rapaz. Frágil, ficou doente a ponto de quase perder a vida, mas o salvaram a fé profunda e a confiança em Maria Santíssima, de quem era devoto. Um anjo apareceu para lhe dar a eucaristia, e a Virgem também, curando-o milagrosamente ao colocar-lhe o Menino Jesus nos braços. Maria, em sua aparição, também o convidou a ingressar na Companhia de Jesus. Estanislau revelou esta vontade à família, mas encontrou tal oposição que armou um plano de fuga para poder assumir a vida que desejava. Sozinho, a pé e perseguido raivosamente pelo irmão, fugiu de Viena para Treves, viajando setecentos quilômetros para chegar a uma casa provincial jesuíta. Ali, São Pedro Canísio, o provincial dos jesuítas da Alemanha, o recebeu como herói e o enviou a Roma com uma carta de recomendação ao superior geral, são Francisco Borja. Foram somente nove meses de noviciado jesuíta, mas plenos de trabalho, estudo, dedicação e disciplina exemplares. Até que a Virgem lhe apareceu de novo, avisando-o da morte iminente. Estanislau se preparou dignamente, foi atacado de uma febre misteriosa e, pouquíssimo tempo depois, partiu docemente ao encontro de Deus. Seu túmulo foi palco de muitos milagres e o papa Bento XIII o canonizou em 13 de novembro de 1726. (© 1997-2002 Direitos reservados Pia Sociedade Filhas de São Paulo - www.paulinas.org.br) |
terça-feira, 12 de novembro de 2013
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