quarta-feira, 28 de agosto de 2013


SANTO AGOSTINHO DE HIPONA

Existe um pensamento evangélico que diz: "A luz não pode ficar oculta". Santo Agostinho, com certeza, era essa luz.

Aurélio Agostinho nasceu na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África, no ano de 354. Era filho de Santa Mônica, cuja festa acontece no dia 27 de agosto.

Mônica procurou criar o filho conforme os ensinamentos do catolicismo. Agostinho, porém, era inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias ao que a mãe lhe ensinava. Tinha uma inteligência rara e, depois da fase de desmandos da juventude, colocou a cabeça no lugar e formou-se brilhantemente em Retórica. Escrevia poesias e filosofia.

Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho, em Milão, era poder estar perto de bispo Ambrósio, poeta e orador, pelo qual Agostinho tinha enorme admiração.

Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação, depois pelo conteúdo filosófico.

Aos poucos a pregação do santo tocou seu coração e ele se converteu. Foi batizado pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387, aos trinta e três anos de idade.

Agostinho passou por uma grande provação quando perdeu seu filho Adeodato, de apenas quinze anos de idade. Era um menino muito inteligente e por quem ele tinha a maior estima.

Decidiu voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas esta veio também a falecer durante a viagem, perto de Roma. Então, Agostinho e mais alguns amigos resolveram se entregar à vida comunitária.

Foi aí que o bispo de Hipona decidiu que "a luz não devia ficar oculta" e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já se sentia velho e doente.

Foi ordenado sacerdote e, logo após a morte do bispo, aclamado pelo povo para substituí-lo. Durante trinta e quatro anos foi pastor daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande escritor de assuntos teológicos. Na verdade foi definido como o mais profundo pensador entre os escritores antigos.

Seus pensamentos iluminaram quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu obras importantíssimas, entre elas sua autobiografia, "Confissões", e "A Cidade de Deus".

Morreu aos setenta e seis anos de idade, no dia 28 de agosto de 430, amargurado, pois os bárbaros haviam sitiado sua cidade episcopal.

A fama e influência de santo Agostinho romperam fronteiras e ele passou a ser considerado uma espécie de oráculo de sabedoria teológica que a civilização antiga presenteou ao cristianismo.

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EMANUEL ARAUJO CRISTAO GARANHUNS

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