- Santa Júlia Billiart
(13 de Maio)
Início
Na rua Lataule, numa casa simples, a 12 de julho de 1751, Francisco Billiart e sua esposa Maria Antonieta enchem-se de alegria. Uma menina acaba de nascer.(p.3).
A pequena Júlia revela rapidamente ...todos os sinais de uma natureza prendada. Meiga, graciosa, inteligente, grandes olhos límpidos. A boca sorri incessantemente. E pode-se dizer que será sua característica principal: numa vida de duras provações, Júlia Billiart surpreendia pelo sorriso constante.(p.4).
Julia oferece todos os dias seus sacrifícios a Jesus, visita-O com freqüência…Chega a diminuir o tempo destinado ao sono para poder acrescentar, às suas tarefas, horas de catecismo. Aos 13 anos sofre duas perdas dolorosas, de um irmão e de uma irmã, que retornam ao bom Deus, após curta doença. Júlia descobre que na aldeia há enfermos quase abandonados. Em breve é encontrada nas casas para descobrir Cristo e consolá-lo nos pobres e nos enfermos.(p.7-8).
Doença
Chega a correr o risco de ficar sem a visão. Numa peregrinação ao santuário da Santa face roga ardentemente a cura. É atendida. Nunca mais se ressentirá dessa doença que a teria tornado cega.(p.10).
Atentado à vida do pai a traumatiza e a deixa sem andar
Uma pesada pedra, de fora, atravessa inesperadamente a vidraça, caindo aos pés de Júlia, seguida de um tiro de fuzil que ressoa….Essse atentado à vida do pai, numa noite calma, causa tal susto a Júlia que ela treme da cabeça aos pés. O choque é tão violento, que abala a sua saúde. O mal agrava-se rapidamente e Júlia não consegue mais caminhar, sofrendo horrivelmente para dar alguns passos…Mas Júlia é tão forte que reanima a todos, não tendo, de modo algum, perdido o sorriso e a serenidade profunda. É esse, aliás, o melhor modo de evitar que os pais caiam em desespero…Forma-se o costume entre os moradores de Cuvilly a virem desabafar suas alegrias, sofrimentos e dificuldades com Júlia e cada um sai consolado, tranqüilo e feliz.
Agrava a doença
O Senhor precisava, certamente, de seus sofrimentos para continuar a redenção do mundo. Em vez de acolhê-la no paraíso, permite que seu estado se agrave. Seus maxilares contraem-se de tal maneira que a fala se lhe torna sempre mais difícil, chegando a não poder mais articular uma palavra. Deve-se contentar com uma linguagem mímica.(p.17)
Morte do pai
Faz três anos que se viu obrigada a deixar Cuvilly. Em junho de 1792, morre o pai. Seu coração filial sobre não tornou a vê-lo e não o assistiu nos últimos momentos. Também não pode estar ao lado da mãe para consolá-la.(p.18).
Visão
Um dia sua oração tornou-se visão. Era sexta-feira santa. No quartinho em que se acha, Júlia vê diante de sai a figura luminosa de Cristo, no monte Calvário, cercado de uma multidão de mulheres em traje desconhecido. Em meio à visão percebe uma voz que lhe diz: “Eis as filhas que te darei num instituto assinalado com a minha cruz.(p.18).
Nasce uma amizade
Em outubro de 1794, Júlia chega a Amiens. Mora, com sua sobrinha Felicidade, num quarto lugado na casa dos Blin….A Sra. Francisca Blin de Bourdon, descendente de uma das mais nobres famílias da França e que se dedica inteiramente às obras de caridade, é apresentada a Júlia, naquela época incapaz de falar…Tendo readquirido certa facilidade no falar, a doente faz surgir…um verdadeiro centro de formação cristã. Aos poucos suas obras caritativas se tornam conhecidas.(p.20).
Em 1803 volta a Amiens. À rua neuve encontram um local adequado aos projetos. As duas amigas consagram-se à evangelização e catequese. Júlia e Francisca abrem a casa e, sobretudo, o coração para acolher algumas meninas abandonadas ou órfãs.
Cura pelo Sagrado Coração de Jesus
Vou começar uma novena ao Sagrado Coração na intenção de uma pessoa que me interessa” diz padre Enfantin a Júlia. “Quer unir-se à minha oração?” Ela aceita de bom grado e reza com fervor nessa intenção ignorada. Quinto dia da novena, na sexta-feira: o padre encontra-a, à tardinha, no jardim. – Madre, se a Sra. Tem fé, de um passo em honra ao Coração de Jesus – ordena ele. Sem hesitar um instante, Júlia, levanta-se e, para sua própria surpresa, faz um passo sem dificuldade. – Dê um segundo passo impõe o padre. A mesma obediência, o mesmo resultado. – Um terceiro. E Júlia o faz com a mesma facilidade. –É suficiente, pode sentar-se. Júlia, que se vê curada e capaz de andar, entende-o, obedecendo mais uma vez, volta à sua cadeira de enferma. O padre retira-se, mas proíbe-lhe de falar de sua cura…Tendo constatado a realidade da cura, há cinco dias, o padre lhe permite, enfim, manifestá-la… De repente, Júlia entra sozinha, ereta como nunca a viram…passado o primeiro momento de espanto, o entusiasmo é indescritível. Irmãs caem de joelhos, muitas choram de emoção. As crianças gritam: milagre! E todos vão à capela para agradecer ao Senhor…Até a morte não mais se ressentirá dessa paralisia que a impediu de locomover-se durante vinte e dois anos.Doravante, a paralítica de outrora, com cinqüenta e três anos empreende viagens a pé, a cavalo…está ciente de que é por causa de sua missão que Deus lhe devolve o uso das pernas. Júlia di-lo-á frequentemente:
“Senhor, se vós não quereis vos servir de mim para ganhar almas, devolvei-me minha primeira enfermidade.”(p.p.25-27)
A congregação nasce
É aprovada a Constituição do Instituto pela autoridade diocesana de Amiens.
E, a 15 de outubro de 1805, as Irmãs de Nossa Senhora fazem oficialmente a profissão religiosa, comprometendo-se a observar a Constituição proposta.(p.28).
Assim, passo a passo, na França como na Bélgica, o Instituto das Irmãs de Nossa Senhora desenvolve-se ao mesmo tempo que a santa fundadora progride nas vias da santidade e passa pelo caminho da cruz.(p.29).
A bondade de Júlia e seu sorriso atraente conquistam a simpatia de todos.(p.32).
Três chamas ardem vivas no coração de Júlia Billiart: uma grande fé, uma caridade ardente e uma forte convicção da bondade de Deus. “Ó quanto é bom o bom Deus”(p.33).
Morte
Em 1815, Júlia Billiart conta sessenta e quatro anos…”Nós devemos estar tão unidas pela caridade, como estão as pedras de um edifício pelo cimento. A caridade deve ser nossa virtude predominante: as mais fortes sustentam as mais fracas.”(p.38).
Em dezembro de 1815, uma queda na escadaria da capela contribui para agravar seu estado geral…Já não pode suportar o mínimo alimento e enfraquece rapidamente…As irmãs que se encontram no quarto ouvem-na cantar o Magnificat…na madrugada de 8 de abril, retorna ao Pai.(p.38-39).
Em maio de 1906, Madre Júlia foi solenemente beatificada. E, no dia 22 de junho de 1969, o papa Paulo VI proclama sua glorificação definitiva, incluindo seu nome entre os santos da Igreja.(p.40).EMANUEL ARAUJO CRISTAO GARANHUNS
terça-feira, 14 de maio de 2013
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