Divorciados em segunda união podem comungar apenas espiritualmente
Publicado em 30 de outubro de 2012 \\ Notícias
O Cardeal Cañizares explicou que a Eucaristia é imprescindível porque “quando se vive em sua realidade de mistério, suscita o envio, o comunicar que se participou da Eucaristia no mundo”.
“A Eucaristia sempre suscita homens novos, mulheres novas, e uma realidade nova onde se viva o amor e haja testemunhas do Deus vivo, como o único e necessário. Por isso, a Eucaristia é imprescindível para a Nova Evangelização. Não haverá Nova Evangelização se não centrarmos muito mais a Eucaristia em nossa vida, dos sacerdotes e de todos os fiéis cristãos”.
Quanto à administração deste Sacramento aos divorciados que voltaram a casar, o purpurado afirmou que as pessoas em situação irregular “podem participar da celebração da Eucaristia, mas não podem aproximar-se plenamente, porque não vivem a comunhão plena com a Igreja”.
A autoridade vaticana recordou que a comunhão na Eucaristia “significa e realiza precisamente essa comunhão plena na Igreja”, e nestes casos em que as situações são sempre dolorosas, a Igreja se aproxima destas pessoas e propõe “a comunhão espiritual, que é o desejo de comunhão”.
O Sacramento da Eucaristia passa em primeiro lugar pela Comunhão espiritual, que é a forma em que a pessoa se une pessoalmente a Cristo no momento da redenção do Santo Sacrifício, para depois receber a Comunhão Eucarística, na boca. Segundo a Exortação Apostólica Familiaris Consortio do beato João Paulo II, sem a primeira, não pode existir a segunda.
A Igreja Católica explicou através da Congregação da Doutrina para a Fé em sua carta a todos os bispos do mundo de 1994, que os divorciados que voltaram a casar não podem participar da Comunhão, porque o matrimônio “é a imagem da relação entre Cristo e sua Igreja”.
Dentro deste marco, para aproximar-se dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, devem buscar sanar a irregularidade matrimonial pelo Tribunal dos Processos Matrimoniais.
João Paulo II também havia assinalado que a Igreja espera destes casais que participem da vida eclesial até onde seja possível: a participação da Missa, na adoração Eucarística, nas devoções piedosas e na Eucaristia de maneira espiritual.
Fonte: ACI Digital
Missa abre o Ano da Fé em Bauru
Publicado em 29 de outubro de 2012 \\ Destaque
Para que os fiéis católicos conheçam, fortaleçam, vivam e transmitam ao Mundo a sua fé, o Papa Bento XVI declarou o Ano da Fé, de 11 de Outubro de 2012 a 24 de Novembro de 2013, através da carta Apostólica Porta Fidei – Porta da Fé.
O período celebra também os 50 anos do Concílio Vaticano e os 20 anos da Publicação do Catecismo da Igreja Católica pelo bem-Aventurado Papa João Paulo II.
Na Diocese de Bauru, uma Missa no dia 24 de Outubro, na Catedral do Divino Espirito Santo, abriu o Solenemente o Ano da Fé, com a presença do Clero, Religiosos, de Lideranças Paroquiais e da Comunidade Geral.
A Cerimônia foi presidida por Dom Caetano Ferrari, que destacou a motivação do Papa Bento XVI PARA O Ano da Fé e contextualizou esse período com os preparativos para as comemorações dos 50 anos de Criação da Diocese em 2014. “Para bem vivermos o Ano da Fé, rumo à celebração do Jubileu de Ouro de nossa Diocese, precisamos reavivar a força da nossa Fé e do nosso amor a Deus é hora de assumirmos para valer a nossa Fé que atua por aquele amor que tem sua origem em Deus”, enfatizou.
Desejamos um Jubileu a serviço do cere e do Evangelizar. O desafio está posto para nós:como anunciar Jesus Cristo num mundo que não acredita mais? Demos asa à criatividade e a Devoção para descobrirmos modos eficazes e apropriados em cada Paróquia, Comunidades e realidades eclesiais e aprofundar, viver e testemunhar nossa fé”. Complementou o Bispo
Luz na Comunidade
Lembrando que todos são continuadores da Missa de Jesus, os presentes acenderam sua velas no Círio Pascal e logo a luz se espalhou pela igreja. A comunidade também foi aspergida em sinal de purificação para iniciar um novo período de fé.
Padre Milton César Carraschi motivou a oração do Credo Niceno-Constantinopolitano, que será reforçado nesse Ano da Fé. Cada Paróquia levou entre mil e 1500 folhetos com a oração.
Ao final da Missa, os Padres, juntamente com os representantes das Paróquias receberam uma vela com os símbolos do Ano da Fé e da Diocese de Bauru, que deve ser acesa em todas as Missas até Novembro de 2013, em sinal de Comunhão e unidade. Somente no Período da Páscoa a vela será substituída pelo Círio Pascal.
Reportagem: Aline Mendes
Missa no Santuário de Nossa Senhora Aparecida
Publicado em 29 de outubro de 2012 \\ Notícias
A Nova Evangelização diz respeito a toda a vida da Igreja
Publicado em 29 de outubro de 2012 \\ Notícias
Em sua homilia, o Papa se deteve sobre a cura do cego Bartimeu que ocupa uma posição significativa na estrutura do Evangelho de Marcos, itinerário de fé que se desenvolve gradualmente na escola de Jesus.
A condição de cegueira tem um significado denso nos Evangelhos. Representa o homem que tem necessidade da luz de Deus, a luz da fé, para conhecer verdadeiramente a realidade e caminhar pela estrada da vida. “Bartimeu não é cego de nascença, mas perdeu a vista: é o homem que perdeu a luz e está ciente disso, mas não perdeu a esperança. Num de seus escritos, Santo Agostinho interpreta Bartimeu como pessoa decaída duma condição de grande prosperidade e nos convida a refletir sobre o fato de que há riquezas preciosas na nossa vida que podemos perder e que não são materiais” – frisou Bento XVI.
“Nesta perspectiva, Bartimeu poderia representar aqueles que vivem em regiões de antiga evangelização, onde a luz da fé se debilitou, e se afastaram de Deus. São pessoas que deste modo perderam uma grande riqueza, decaíram duma alta dignidade – não econômica ou de poder terreno, mas a dignidade cristã –, perderam a orientação segura e firme da vida e tornaram-se, muitas vezes inconscientemente, mendigos no sentido da existência” – acrescentou o Pontífice.
O Papa destacou que “são muitas as pessoas que precisam de uma nova evangelização, ou seja, de um novo encontro com Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que pode voltar a abrir os seus olhos e ensinar-lhes a estrada. A nova evangelização diz respeito a toda a vida da Igreja. Refere-se, em primeiro lugar, à pastoral ordinária que deve ser mais animada pelo fogo do Espírito a fim de incendiar os corações dos fiéis que frequentam regularmente a comunidade reunindo-se no dia do Senhor para se alimentarem de sua Palavra e do Pão de vida eterna.”
Bento XVI então sublinhou três linhas pastorais que emergiram do Sínodo. “A primeira diz respeito aos Sacramentos da iniciação cristã. Foi reafirmada a necessidade de acompanhar, com uma catequese adequada, a preparação para o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia; e reiterou-se também a importância da Penitência, sacramento da misericórdia de Deus. É através deste itinerário sacramental que passa o chamado do Senhor à santidade, dirigido a todos os cristãos.”
A segunda é que “a nova evangelização está essencialmente ligada à missão ad gentes. A Igreja tem o dever de evangelizar, de anunciar a mensagem da salvação aos homens que ainda não conhecem Jesus Cristo”. O Papa recordou que durante as reflexões sinodais, foi sublinhado que existem lugares na África, Ásia e Oceânia, onde os habitantes esperam com expectativa o primeiro anúncio do Evangelho. “Por isso, é preciso pedir ao Espírito Santo que suscite na Igreja um renovado dinamismo missionário, cujos protagonistas sejam, de modo especial, os agentes pastorais e os fiéis leigos. A globalização provocou um notável deslocamento de populações, pelo que se impõe a necessidade do primeiro anúncio também nos países de antiga evangelização” – frisou o Papa.
O terceiro aspecto diz respeito às pessoas batizadas que, porém, não vivem as exigências do Batismo. “Durante os trabalhos sinodais, foi posto em evidência que estas pessoas se encontram em todos os continentes, especialmente nos países secularizados. A Igreja dedica-lhes uma atenção especial, para que encontrem de novo Jesus Cristo, redescubram a alegria da fé e voltem à prática religiosa na comunidade dos fiéis. Para além dos métodos tradicionais de pastoral, sempre válidos, a Igreja procura lançar mão de novos métodos, valendo-se também de novas linguagens, apropriadas às diversas culturas do mundo, para implementar um diálogo de simpatia e amizade que se fundamenta em Deus que é Amor.”
Voltando à figura do cego Bartimeu, curado por Jesus, Bento XVI concluiu a homilia dizendo: “Assim são os novos evangelizadores: pessoas que fizeram a experiência de ser curadas por Deus, através de Jesus Cristo”.
Fonte: Rádio Vaticano
DIA DE FINADOS
Publicado em 24 de outubro de 2012 \\ Destaque
Dia 02 de novembro, dia de Finados, haverá dois horários de Missa no Santuário:
- 15h e 19h30.
Venha para juntos rezarmos pelos nossos conhecidos que partiram para a casa do Pai, dos quais sentimos profunda saudade.
Novembro. Finados.
Pranteamos nossos falecidos regando sementes de vida. Vida que teima em renascer com vigor nos canteiros da existência. São lágrimas fecundas que fazem germinar sementes secas. A aparência é de semente morta. Entretanto, semeada e cultivada, florescerá cheia de viço. Assim acontece com nosso ser. Nossa vida está delimitada pelo espaço e pelo tempo, pelas medidas terrenas.
Além de limitada, também nossa matéria é corruptível. Seguimos as leis da ordem natural, inexoráveis.
O que nós semeamos adquire vitalidade sob a condição da morte. Pensamento contraditório. Pensemos. Semeamos sementes, não a planta. Nossa vida corporal é como uma semente, envolta no mistério do amor de Deus, Criador e Pai. Da morte Deus faz brotar a vida. Mistério! Ele nos participa a sua vida plena, a ressurreição. Porém, não voltamos a viver a mesma vida corporal de antes. A vida terrena passa. Nosso corpo vira pó.
Nosso Pai Criador nos enviou o seu Filho com a finalidade de nos tornar participantes do mistério de sua morte e ressurreição. É nos dado participar da sua vida, vida nova, vida no Espírito. Por mais que queiramos descobrir o mistério da vida nova, não conseguimos. Deixemo-nos amar por aquele que nos amou por primeiro. Nossa razão não alcança o mistério do amor. Antes é o amor de Deus generoso e gratuito que nos alcança.
Para quem cultiva a fé e constrói a esperança, a vida não é uma sucessão de ilusões e sim um aprendizado permanente. Na terra, porém, o tempo é muito curto e talvez consigamos aprender poucas lições evolutivas. É difícil para a nossa natureza aceitar a si, aos outros, a vida cheia de contradições. Sim, a vida está cheia de contradição. Como é difícil lidar com o ser humano. Além de limitados, corremos riscos de nos corromper quando a razão e a liberdade não são canalizadas para fazer o bem.
A morte significa renascimento de vida quando eu compreender que é meu egoísmo que precisa morrer para que o amor possa nascer em mim e ao meu redor. Esse é um dos sentidos do batismo, simbolizado pela água. A água é símbolo da vida divina. Mergulhados na água somos lavados do pecado e de todo mal. Purificados, emergimos para servir a Deus e ao próximo.
A morte não é fim, mas o fim de um ciclo, dando início a um novo itinerário evolutivo. Sem uma permanente reforma interior, correspondendo a morte ao egoísmo, ninguém consegue transformar a vida, fazendo dela um dom para si e para os outros. É doando-se que também se recebe. É morrendo que se ressuscita para a vida plena. Amar é viver. Amar é morrer.
Dom Aldo de Di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba
FONTE: cnbb.org.br
Fotos da Romaria ao Santuário
Publicado em 23 de outubro de 2012 \\ Destaque
No último dia 19 de outubro aconteceu a Romaria promovida pelos Missionários do Sagrado Coração ao Santuário nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida – SP.
A missa foi presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, Dom Agenor Girardi, MSC e concelebradas pelos padres MSC da Província de São Paulo.
Bauru, Itapetininga, Campinas, Pirassununga, Itajubá, São Paulo, Delfim Moreira, Fortaleza, São Luís, Floriano… paroquianos, benfeitores, alunos, funcionários, amigos, familiares estiveram presentes no Santuário em Aparecida.
DIA DOS PROFESSORES
Publicado em 17 de outubro de 2012 \\ Destaque
O Dia do Professor é comemorado em 15 de Outubro, no Brasil. Esta celebração começou em 1947, 120 anos depois do Decreto de D. Pedro I que criava o Ensino Elementar no Brasil, em 15 de Outubro de 1827. Nesse Decreto eram tratados vários assuntos da educação brasileira. Porém, a ideia inovadora não foi cumprida.
A primeira celebração foi em São Paulo, em uma pequena escola da Rua Augusta, no “Caetaninho”, como era conhecido o Ginásio Caetano de Campos. Como o período letivo do 2º semestre ia de 1º de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias, quatro professores resolveram organizar um dia de parada para discutirem os rumos do restante do ano. Por sugestão do professor Salomão Becker (autor da celebre frase: “professor é profissão, educação é vocação”), o dia escolhido foi 15 de outubro, pois em sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos se juntavam neste dia para levarem doces e fazer uma pequena confraternização. Esta ideia contou com o apoio dos professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko.
A celebração foi um sucesso e começou a se espalhar pelas cidades e pelo país. O dia foi oficializado pelo Decreto Federal Nº 52.682 de 14 de outubro de 1963, como feriado escolar e definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia de Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
Encontro de seminaristas MSC
Publicado em 17 de outubro de 2012 \\ Destaque
Nos dias 12, 13 e 14 de outubro estiveram reunidos em Pirassununga-SP, todos os seminaristas MSC do Brasil.
São jovens de todos os lugares que estão diversas casas de formação dos MSC (Propedêutico, Postulantado, Pré-Noviciado, Noviciado, Juniorato) das 3 Províncias do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba).
O primeiro dia ficou reservado para o entrosamento, uma vez que vários seminaristas se encontraram pela primeira vez neste Encontro.
No segundo dia ouvimos o Pe. Alex falar sobre a nossa Missão e o Pe. Getúlio falar sobre a nossa espiritualidade. Momento de crescimento e de partilha sobre o nosso ser MSC.
No terceiro dia ouvimos vários leigos MSC (leigos ligados à nossa família) de Pirassununga, dizerem como se sentem fazendo parte de nossa família missionária e o que esperam dos futuros Missionários do Sagrado Coração.
Com o tema “Minha Vocação é ser MSC”, este Ano Vocacional tem sido um momento de redescobrir nosso ardor missionário e nosso primeiro chamado Vocacional.
Fonte: Misacor-rj.org
Um homem e uma grande missão
Publicado em 10 de outubro de 2012 \\ Destaque
Padre Júlio Chevalier nasceu no ano de 1824 em Turene (França), no pequeno povoado de Richelieu, a oeste de Issoudun. De família pobre, simples e marcada por uma grande piedade. Júlio Chevalier aprendeu muito com seus pais. Sua mãe era muito religiosa e o educou com valores humanos e cristãos, aprendeu dela o bom humor; já do pai herdou o gênio explosivo e impetuoso. Logo cedo começou a trabalhar como aprendiz de sapateiro, mas seu maior interesse era juntar dinheiro para seus estudos.
Ainda menino, mas com a responsabilidade de um homem, enfrentou a dupla tarefa de aprender um ofício e de se preparar para o sacerdócio. Era aproximadamente 7 quilômetros que Júlio Chevalier tinha que andar para poder frequentar as aulas. Aos 17 anos, um pouco tarde para a época, entra para o seminário e vai conviver com rapazes quatro ou cinco anos mais novos. Em seu tempo de seminário Júlio Chevalier foi considerado um seminarista “virtuoso, sincero, trabalhador e piedoso”. A caridade expressada pela amabilidade foi a característica de toda a vida de Chevalier, “tinha todo tempo disponível para quem dele se aproximava”, seu inefável sorriso iluminava todo seu semblante, cativava pelo encanto de sua pessoa e pela convicção de suas palavras, pois tinha a alma de um apóstolo. Um homem místico, com uma espiritualidade simples, atraído pelo amor do Coração de Cristo, envolto de ternura, compreendia muito bem a prática da caridade, e lucrava muito mais quando vinha temperada com uma dose de humor.
Foi um homem agradecido, não cessando nunca de dar graças à Divina Providência, sem ela ele não teria entrado no seminário e seu sonho em fundar os Missionários do Sagrado Coração não teria se concretizado. Sentia-se constrangido quando alguém o elogiava, preocupava-se muito pouco com a aparência exterior, mesmo depois de um de seus paroquianos ter deixado um pente e graxa de sapatos à porta de seu confessionário (fato que ele relatava com muito humor). Em grandes solenidades misturava-se com visitantes ilustres, tendo o barrete sobre a orelha e vestido como simples pároco rural.
Totalmente entregue à sua missão por Cristo e pelos outros, era um homem determinado, forte e de uma extraordinária fortaleza que, baseado na confiança em Deus, pode enfrentar dificuldades aparentemente insuperáveis, era muito mais que um simples homem de ação.
Chevalier estava convicto de que fora chamado a compartilhar esta missão de fazer com que o mundo conhecesse o amor de Deus. Três congregações religiosas devem sua origem ou sua inspiração ao Pe. Chevalier: os MSC (Missionários do Sagrado Coração), as FDNSC (Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração), e as Irs. MSC (Irmãs Missionárias do Sagrado Coração). Há nestas congregações as mesmas linhas convergentes, ainda que a importância dada a certos aspectos possa variar, encontramos três constantes: – o amor pela humanidade; – a confiança na soberana bondade de Deus revelada no Cristo; – o apoio a tornar conhecido este amor e esta bondade em nossas obras.Padre Júlio Chevalier era um homem místico, depois que ele ultrapassou a etapa de evidente esforço ascético, sua vida teve uma notável transformação quando descobriu o mistério de Cristo vivo nele e que amava e atuava através dele. Tinha profundamente presente o Cristo ante seus olhos durante sua meditação, Cristo em seu coração, em sua oração e na prática da caridade, estava consciente da presença de Cristo em toda a sua atividade. Por isso, escrevia nas Regras: “Os Missionários do Sagrado Coração terão uma terna devoção ao Coração Adorável de Jesus; não esquecerão de que ele é a fonte de todas as graças, uma fornalha de luz e de amor, um abismo de misericórdia; recorrerão a ele com frequência em suas provações, em suas tentações, desgostos, e dificuldades”.
Os primeiros documentos da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, refletem a preocupação que sentia Chevalier pelos “males de nossa época”, (correntes que atingiam as pessoas, oferecendo falsos valores). Chevalier viu na devoção ao Sagrado Coração “um remédio para os males de nosso tempo”, propondo combater o egoísmo e a indiferença em relação a Deus e aos direitos humanos.
Foi ele próprio que escolheu o termo dos “Missionários do Sagrado Coração”, num sentido muito mais amplo do que missão junto aos que desconhecem o Evangelho ou junto às Igrejas estrangeiras, tudo isso também, mas ia muito além: no sentido de serem enviados aos mais necessitados, para levar-lhes “os tesouros do amor e da misericórdia do Coração de Jesus”.
Padre Chevalier dizia: “somos missionários, não somos contemplativos”, para ele a profissão religiosa é “uma consagração para a missão”. Ele queria companheiros que fossem mais que homens de ação, queria homens que se deixassem atrair pelo Cristo, para partilhar de seu amor pelos homens.
No dia 8 de dezembro de 1854, dia em que o Papa Pio IX declarava solenemente o Dogma da Imaculada Conceição, nascia a Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, que teria que levar aos mais sofridos, espiritual e materialmente, o amor revelado no Coração do Verbo de Deus, Jesus Cristo.
Pe. Júlio Chevalier faleceu no dia 21 de outubro de 1907, onde confortado com os últimos sacramentos da Igreja, com seus amigos e irmãos e uma multidão de paroquianos que choravam por ele, como se chora por um pai, e rogavam a ele como a um santo. No ano de 2011 foi aberto oficialmente “o reconhecimento pela Santa Sé de que não há impedimento na Causa de beatificação e canonização do Servo de Deus Padre Júlio Chevalier”.
Hoje, os Missionários do Sagrado Coração trabalham nos cinco continentes, em diversos países e nas mais diferentes frentes de ação missionária: colégios, santuário
s, paróquias, meios de comunicação, rádio, TV, obras sociais… sempre fazendo valer o seu lema:
s, paróquias, meios de comunicação, rádio, TV, obras sociais… sempre fazendo valer o seu lema:
“Amado seja por toda parte o Sagrado Coração de Jesus”.
Fr. Rodrigo Aparecido Domingues, MSC
Estudante de Teologia e editor do Portal MSC.
e-mail: portal@msc.com.br
Estudante de Teologia e editor do Portal MSC.
e-mail: portal@msc.com.br
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