quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Edith Stein Separador
Edith Stein como é mundialmente conhecida, ou Santa Teresa Benedita da Cruz, carmelita descalça, foi sem dúvida uma das mulheres mais importantes do séc. XX. Conquistou seu lugar no mundo profano com sua competência filosófica, e no mundo da Igreja com sua santidade. Sua vida foi marcada por uma busca constante: busca da identidade própria, busca da dignidade humana, busca do sentido deste mundo, busca da verdade do ser, busca da fé, busca de Deus. Experimentou a força da religião judaica participando dos ritos junto com sua mãe, e sentia-se profundamente feliz. Mas bem cedo foi surgindo dentro dela a inquietação da juventude e, voluntariamente, quis percorrer o caminho da descrença e do ateísmo. Estoura a Primeira Guerra Mundial, e Edith que estava imersa em seus estudos filosóficos percebe que não podia ser feliz sozinha, que a sorte de seus irmãos também era a sua. Em 1915 trabalha como enfermeira da Cruz Vermelha e é tão dedicada que recebe uma medalha de honra ao mérito. O encontro com o sofrimento, a busca da Verdade, o sentido profundo de humanidade e bondade presentes em seu coração abrem lentamente a porta para a fé cristã. A guerra fez uma vítima queridíssima à ela, um amigo filósofo, cuja esposa também sua grande amiga convida-a para organizar para publicação os escritos do marido. Ao encontrar a viúva, surpreende-se ao vê-la serena e tranqüila ante o drama da morte. A mulher era uma cristã autêntica que enfrentava a dor com toda a sua fé. De seu rosto abatido pelo sofrimento emanava uma luz misteriosa. Edith ficou profundamente impressionada: compreendeu o valor da cruz. "Foi o meu primeiro encontro com a cruz, minha primeira experiência da força divina que da cruz emana e se comunica aos que abraçam... pude contemplar a Igreja nascida da paixão salvífica de Cristo... Foi o momento em que a minha incredulidade caiu; empalideceu o hebraísmo e Cristo se elevou radiante diante de mim, Cristo no mistério de sua cruz". A experiência fundamental para a sua conversão ao catolicismo foi a leitura da autobiografia de Santa Teresa d'Ávila, lida de um só fôlego, numa noite insone. Ao final da leitura disse a si mesma: "Eis a Verdade". Na Doutora mística ela encontrara as respostas que há muito tempo buscava e que a filosofia não havia lhe dado. A Verdade era a presença de Deus e ao descobri-la, Edith sentia em si o desejo de entregar-se inteiramente a Ele. Foi batizada em 1 de janeiro de 1922, e na noite do mesmo dia recebeu a Eucaristia. Chamava-se agora Teresa Edwiges, Teresa em homenagem à santa responsável pela sua conversão, e Edwiges, por ela ser sua madrinha e aquela que lhe oferecera a biblioteca onde encontrara o livro. "Ser filho de Deus significa: caminhar sempre pela mão de Deus, fazer Sua vontade e não a própria, pôr todas as nossas esperanças e preocupações nas mãos de Deus e confiar a Ele também o nosso futuro. Nestas bases descansam a liberdade e a alegria de ser filhos de Deus?.


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