Santo do dia 06 de 06 de outubro – São bruno
São Bruno nasceu na cidade de Colônia, por volta do ano 1035. Estudou em Reims (Alemanha) e em Paris (França). Retornando à terra natal, foi ordenado sacerdote, dedicando-se ao ensino de teologia na arquidiocese de Reims por mais de 25 anos. Aos 50 anos, dá início à fundação da Ordem Religiosa mais severa e radical da Igreja: a Cartuxa. Reuniu em torno de si alguns companheiros dispostos a aceitar o desafio e fundou na região desértica de Chartreuse o primeiro mosteiro da Ordem. Os cartuxos procuram conciliar vida comunitária e silenciosa com vida contemplativa. Na Cartuxa reside o silêncio total e absoluto como meio para chegar a Deus. Teve como discípulo o papa Urbano II (1088-1099), que o chamou junto a si como conselheiro. São Bruno morreu em Squillace, na Calábria, no ano 1101.
Em meados do primeiro milênio depois de Cristo, Hugo, o bispo da diocese francesa de Grenoble sonhou certa vez com sete estrelas que brilhavam sobre um lugar escuro, muito deserto. Achou estranho. Algum tempo depois, foi procurado por sete nobres e ricos, que queriam converter-se à vida religiosa e buscavam sua orientação, por causa da santidade e do prestígio do bispo.
Hugo, reconhecendo na situação o sonho que tivera, ouviu-os com atenção e ofereceu-lhes fazer sua obra num lugar de difícil acesso, solitário, árido e inóspito. Assim, tiveram todo o seu apoio episcopal. Esses homens buscavam apenas o total silêncio e solidão para orar e meditar. Tudo o que desejavam, ou seja, queriam atingir a elevação espiritual, cortando definitivamente as relações com as coisas mundanas. Eles eram Bruno e seus primeiros seis seguidores e a ordem que fundaram foi a dos monges cartuxos.
Bruno era um nobre e rico fidalgo alemão, que nasceu e cresceu na bela cidade de Colônia. Sua família era conhecida pela piedade e fervorosa devoção cristã. Cedo aquele jovem elegante resolveu abandonar a vida de vaidades e prazeres, que considerava inútil, sem sentido e improdutiva. Como era propício à nobreza, foi estudar na França e Itália. No primeiro país concluiu os estudos na escola da diocese de Reims, onde também se ordenou e posteriormente lecionou teologia. Como aluno, teve até mesmo um futuro papa.
Mas também conhecia a fama de santidade do bispo de Grenoble, por isso decidiu procurá-lo. Assim, no lugar indicado por ele, Bruno liderou a construção da primeira Casa de Oração, com pequenas celas ao redor. Nascia a Ordem dos monges Cartuxos, cujas Regras foram aprovadas em 1176, mas ele já havia morrido. Lá, ele e seus discípulos se obrigaram ao silêncio permanente e absoluto. Oravam, trabalhavam, repousavam e comiam, mas no mais absoluto e total silêncio.
Em 1090, o sumo pontífice era seu ex-aluno, que, tomando o nome de papa Urbano II, chamou Bruno para ser seu conselheiro. Ele, devendo obediência, abandonou aquele lugar ermo que amava profundamente. Porém não resistiu muito em Roma. Logo obteve aprovação do papa para construir seu mosteiro de Grenoble e também a autorização para fundar outra Casa da Ordem dos Cartuxos, na Calábria, num local ermo chamado bosque de La Torre, hoje chamado Serra de São Bruno, província de Vito Valentia.
Viveu assim recolhido até que adoeceu gravemente. Chamou, então, os irmãos e fez uma confissão pública da sua vida e reiterou a profissão da sua fé, entregando o espírito a Deus em 6 de outubro de 1101. Gozando de fama de santidade, seu culto ganhou novo impulso em 1515. Na ocasião, o seu corpo, enterrado no cemitério no Convento de La Torre, foi exumado e encontrado completamente intacto, tendo, assim, sua celebração confirmada. Em 1623, o papa Gregório XV declarou Bruno santo da Igreja.
Seguindo o carisma de seu fundador, a Ordem dos Cartuxos é uma das mais austeras da Igreja Católica e seguiu assim ao longo dos tempos, como ele mesmo previu: “Nunca será reformada, porque nunca será deformada”. Entretanto, atualmente, conta apenas com dezenove mosteiros espalhados pelo mundo todo.
Prece da renovação pelo Espírito
Deus, que sois Pai, tende piedade de nós.Deus, nosso Pai. São Bruno vos procurou no silêncio profundo e criador que guarda o mistério de tudo aquilo que vive e subsiste no tempo e no espaço.
A seu exemplo, busquemos sempre.
Saibamos fazer silêncio para ouvir a vossa voz no fundo de nossas consciências e no clamor do homem que busca a justiça, a verdade, cumprindo o vosso mandamento de amor.
Saibamos também fazer silêncio para ouvir no profundo de nosso ser a voz do vosso Espírito que clama: “Abba, Pai!” Vem, Senhor Jesus.
Vinde, Senhor, Deus nosso, recriai em nós um espírito novo, vós que no silêncio primeiro criastes os céus, a terra e o homem, vossa imagem e semelhança.
Olhando para vosso Filho Jesus e nosso Irmão, possamos, como São Bruno, descobrir o que somos e o que desejais de nossas vidas.
São Bruno nasceu na cidade de Colônia, por volta do ano 1035. Estudou em Reims (Alemanha) e em Paris (França). Retornando à terra natal, foi ordenado sacerdote, dedicando-se ao ensino de teologia na arquidiocese de Reims por mais de 25 anos. Aos 50 anos, dá início à fundação da Ordem Religiosa mais severa e radical da Igreja: a Cartuxa. Reuniu em torno de si alguns companheiros dispostos a aceitar o desafio e fundou na região desértica de Chartreuse o primeiro mosteiro da Ordem. Os cartuxos procuram conciliar vida comunitária e silenciosa com vida contemplativa. Na Cartuxa reside o silêncio total e absoluto como meio para chegar a Deus. Teve como discípulo o papa Urbano II (1088-1099), que o chamou junto a si como conselheiro. São Bruno morreu em Squillace, na Calábria, no ano 1101.
Em meados do primeiro milênio depois de Cristo, Hugo, o bispo da diocese francesa de Grenoble sonhou certa vez com sete estrelas que brilhavam sobre um lugar escuro, muito deserto. Achou estranho. Algum tempo depois, foi procurado por sete nobres e ricos, que queriam converter-se à vida religiosa e buscavam sua orientação, por causa da santidade e do prestígio do bispo.
Hugo, reconhecendo na situação o sonho que tivera, ouviu-os com atenção e ofereceu-lhes fazer sua obra num lugar de difícil acesso, solitário, árido e inóspito. Assim, tiveram todo o seu apoio episcopal. Esses homens buscavam apenas o total silêncio e solidão para orar e meditar. Tudo o que desejavam, ou seja, queriam atingir a elevação espiritual, cortando definitivamente as relações com as coisas mundanas. Eles eram Bruno e seus primeiros seis seguidores e a ordem que fundaram foi a dos monges cartuxos.
Bruno era um nobre e rico fidalgo alemão, que nasceu e cresceu na bela cidade de Colônia. Sua família era conhecida pela piedade e fervorosa devoção cristã. Cedo aquele jovem elegante resolveu abandonar a vida de vaidades e prazeres, que considerava inútil, sem sentido e improdutiva. Como era propício à nobreza, foi estudar na França e Itália. No primeiro país concluiu os estudos na escola da diocese de Reims, onde também se ordenou e posteriormente lecionou teologia. Como aluno, teve até mesmo um futuro papa.
Mas também conhecia a fama de santidade do bispo de Grenoble, por isso decidiu procurá-lo. Assim, no lugar indicado por ele, Bruno liderou a construção da primeira Casa de Oração, com pequenas celas ao redor. Nascia a Ordem dos monges Cartuxos, cujas Regras foram aprovadas em 1176, mas ele já havia morrido. Lá, ele e seus discípulos se obrigaram ao silêncio permanente e absoluto. Oravam, trabalhavam, repousavam e comiam, mas no mais absoluto e total silêncio.
Em 1090, o sumo pontífice era seu ex-aluno, que, tomando o nome de papa Urbano II, chamou Bruno para ser seu conselheiro. Ele, devendo obediência, abandonou aquele lugar ermo que amava profundamente. Porém não resistiu muito em Roma. Logo obteve aprovação do papa para construir seu mosteiro de Grenoble e também a autorização para fundar outra Casa da Ordem dos Cartuxos, na Calábria, num local ermo chamado bosque de La Torre, hoje chamado Serra de São Bruno, província de Vito Valentia.
Viveu assim recolhido até que adoeceu gravemente. Chamou, então, os irmãos e fez uma confissão pública da sua vida e reiterou a profissão da sua fé, entregando o espírito a Deus em 6 de outubro de 1101. Gozando de fama de santidade, seu culto ganhou novo impulso em 1515. Na ocasião, o seu corpo, enterrado no cemitério no Convento de La Torre, foi exumado e encontrado completamente intacto, tendo, assim, sua celebração confirmada. Em 1623, o papa Gregório XV declarou Bruno santo da Igreja.
Seguindo o carisma de seu fundador, a Ordem dos Cartuxos é uma das mais austeras da Igreja Católica e seguiu assim ao longo dos tempos, como ele mesmo previu: “Nunca será reformada, porque nunca será deformada”. Entretanto, atualmente, conta apenas com dezenove mosteiros espalhados pelo mundo todo.
Prece da renovação pelo Espírito
Deus, que sois Pai, tende piedade de nós.Deus, nosso Pai. São Bruno vos procurou no silêncio profundo e criador que guarda o mistério de tudo aquilo que vive e subsiste no tempo e no espaço.
A seu exemplo, busquemos sempre.
Saibamos fazer silêncio para ouvir a vossa voz no fundo de nossas consciências e no clamor do homem que busca a justiça, a verdade, cumprindo o vosso mandamento de amor.
Saibamos também fazer silêncio para ouvir no profundo de nosso ser a voz do vosso Espírito que clama: “Abba, Pai!” Vem, Senhor Jesus.
Vinde, Senhor, Deus nosso, recriai em nós um espírito novo, vós que no silêncio primeiro criastes os céus, a terra e o homem, vossa imagem e semelhança.
Olhando para vosso Filho Jesus e nosso Irmão, possamos, como São Bruno, descobrir o que somos e o que desejais de nossas vidas.
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