sábado, 14 de abril de 2012
Santa Liduina

14/04 - Lidvina ou Liduina,
como costuma ser chamada por nós, nasceu em Schiedan, Holanda, em 1380, numa
família humilde e caridosa. Ainda criança recolhia alimentos e roupas para os
pobres e doentes abandonados.
Até aos quinze anos Liduina
era uma menina como todas as demais. Porém no inverno daquele ano sua vida mudou
completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e em plena descida da
montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a
coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente foi levada para
casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.
Depois do trágico acidente
apareceram complicações e outras doenças, numa seqüência muito rápida. Apesar
dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o
tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se
passavam e Liduina não melhorava, nem morria. Ficou a um passo do desespero
total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com
conversas serenas o sacerdote lhe recordou que: "Deus só poda a árvore que mais
gosta, para que produza mais frutos e aos filhos que mais ama, mais os deixa
sofrer". E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para
Ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória
da vida eterna.
Liduina entendeu que sua
situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma benção dada
pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a Redenção, ofertando seu
martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um
sinal que confirmasse ser este o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma
hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente Hóstia Eucarística, vista por
todos, inclusive pelo padre Pot. A partir deste momento, Liduina nunca mais
pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos, pedia isto sim, que lhe desse amor
para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da
profecia e da cura pela oração aos enfermos.
Após doze anos de
enfermidade também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de
Deus e da Virgem Maria. Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento
atestando que nos últimos sete anos Liduina só se alimentava da Sagrada
Eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber,
e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida seu
sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava
incessantemente.
No dia 14 de abril de 1433,
após a Páscoa, Liduina morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a
assistiam pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças
incuráveis. E assim foi feito.
Em 1890 o papa Leão XII
elevou Santa Liduina ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A
igreja de Schiedan, construída em sua homenagem se tornou um Santuário, muito
procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.
Fonte: www.cot.org.br
sexta-feira, 13 de abril de 2012
São Hermenegildo

13/04 - Hermenegildo provavelmente
seja a vítima mais conhecida da invasão da Espanha católica pelos visigodos, por
volta do ano 459.
Era filho do rei visigodo,
mas despertou a ira do pai ao tornar-se católico por causa de sua esposa, uma
princesa francesa.
Seu pai era Leovigildo, um
impiedoso rei, conquistador de nações e exterminador de inimigos. Após
conquistar a terra, ele tratava de acabar com a cultura e a fé locais, para
dominar completamente os povos submetidos ao seu poder.
Hermenegildo foi educado,
junto com o irmão Recaredo, para pôr em prática esse plano do pai e, para isso,
foram ambos nomeados príncipes de Sevilha e Toledo, respectivamente. Mas
Hermenegildo casou-se com Ingonda, uma princesa católica de origem francesa, e
esta mudou os planos traçados para ele.
Ingonda era profundamente cristã. Suas orações e explicações do Evangelho converteram Hermenegildo. Leovigildo, irado, ameaçou cassar seu cargo se não abandonasse a nova fé, porém ele não se dobrou. Sua resposta está registrada para a posteridade: "Nada me custa renunciar à coroa terrestre, se já tenho garantida a celeste".
Ingonda era profundamente cristã. Suas orações e explicações do Evangelho converteram Hermenegildo. Leovigildo, irado, ameaçou cassar seu cargo se não abandonasse a nova fé, porém ele não se dobrou. Sua resposta está registrada para a posteridade: "Nada me custa renunciar à coroa terrestre, se já tenho garantida a celeste".
O pai dirigiu, pessoalmente, o cumprimento da ameaça, liderando enorme exército que marchou contra Sevilha.
Prendeu o filho, esperando
que os suplícios do cárcere o fizessem abandonar o catolicismo, mas nada
conseguiu. Mandou decepar a cabeça de Hermenegildo, que pouco antes se recusara
a receber a SANTA EUCARISTIA das mãos de um bispo ariano, em 13 de abril de 585.
Entretanto o crime contra o
próprio filho acabou por encher Leovigildo de profundo remorso. Revendo suas
posições anos depois, converteu-se também, e a Igreja da Espanha alcançou,
definitivamente, a paz.
Em 1586, o papa Sixto V declarou a festa de são Hermenegildo para o dia do seu martírio e o indicou como padroeiro da Espanha.
Fonte: www.derradeirasgracas.com
quinta-feira, 12 de abril de 2012
São Zenão de Verona

12/04 - É apenas conhecido pela
centena de sermões que se lhe atribuem. Subiu a bispo de Verona, Itália, em 362,
e morreu, ao que se julga, em 380. A primeira destas datas é também a do
restabelecimento dum clero pagão e a proibição de qualquer proselitismo aos
cristãos, medidas tomadas ambas por Julião Apóstata (361-363); e a segunda data
coincide com o ato de Teodósio em que proclamou o cristianismo como religião do
Estado.
O bispo Zenão vivia à
maneira dos Apóstolos. É representado com um peixe a fim de lembrar que ele, não
querendo ser pesado a ninguém, ia pescar no rio Ádige o melhor que havia de
comer.
Fonte: www.portalcatolico.org.br
quarta-feira, 11 de abril de 2012
São Gustavo de Croyland

11/04 - Conhecido também com o
Gustav, Gustaff e Guthlac.
Nascido em Mércia, em 673 DC, teria sangue real da tribo dos Guthlacingas. Teria sido soldado por nove anos lutando por Ethelred, o Rei de Mércia. Na idade de 24 anos, renunciou a violência e a vida mundana e se tornou um monge beneditino na Abadia de Repton, dirigida por uma Abadessa de nome Elfrida.
Mesmo naqueles dias de iniciante, sua disciplina era extraordinária. Alguns dos monges não o apreciavam muito, simplesmente porque ele recusava todo e qualquer vinho e qualquer outra bebida, a não ser água. Mas com o tempo ele conquistou a admiração dos seus irmãos. Após dois anos no monastério, lá parecia ser um local muito agradável para o que ele desejava. Na festa de São Bartolomeu, cerca de 701 DC, ele encontrou um local remoto perto do Rio Welland, o qual só poderia ser alcançado de barco e viveu lá o resto de sua vida como um eremita, procurando imitar os rigores dos velhos antigos monges do deserto.
Suas tentações rivalizavam a deles. Homens selvagens invadiam a floresta e batiam nele. Até tomavam as suas poucas posses e comida, mas Gustavo era paciente até mesmo com as criaturas selvagens. Pouco a pouco os animais e os pássaros passaram a tratá-lo como amigo e a confiar nele. Um homem santo de nome Wilgrid, certa vez visitou Gustavo e ficou estarrecido ao ver duas andorinhas pousarem em seus ombros e depois andarem sobre o seu corpo. Gustavo disse a ele: “Aqueles que escolhem viver longe dos humanos se tornam amigos dos animais selvagens e os anjos os visitam também, e aqueles que são sempre visitados por outros homens, raramente são visitado pelos anjos”. Diz a tradição que em algumas noites sua única refeição do dia era trazida pelos anjos. Aparentemente, Gustavo havia tido uma visão de São Bartolomeu, seu patrono, que lhe deu um açoite para espantar o demônio. Ele não estaria totalmente só no seu refúgio. Ele teve vários discípulos entre eles Santa Cissa, São Bettelin, São Egbert que tinham suas celas bem perto da dele. O Bispo Hedda de Dorchester o ordenou padre durante uma visita ao seu retiro para pedir seu aconselhamento espiritual e sua bênção que teria curado uma grave doença do bispo. O príncipe exilado, Ethelbald, veio a ele a procura de conselhos e aprendeu de Gustavo o que deveria fazer para, de novo, usar a coroa de Mércia.
Quando ele estava morrendo, Gustavo mandou chamar Santa Pega (sua irmã) e que era também uma eremita próxima a ele (A igreja de Santa Pega existe até hoje em Peakirk). A Abadessa Edberga de Repton, enviou a ele um caixão de chumbo. Um ano após a sua morte, o corpo de Gustavo foi exumado e encontrado incorrupto.
Levado para o seu santuário, tornou-se local de peregrinação e vários milagres são creditados à sua intercessão. Quando o Rei Wiglaf de Mércia (827-840) e o Arcebispo Ceolnoth de Canterbury, foram curados pelas orações a São Gustavo em 830 DC, seu culto cresceu e se espalhou. Um monastério foi erigido no local da cela de São Gustavo e mais tarde se tornou a Abadia de Crowland, para onde suas relíquias, e seu açoite, foram trasladadas, em 1136. Houve outro translado em 1196. A vida de São Gustavo está escrita em Latin pelo seu contemporâneo Felix. Várias outras biografias estão compostas em prosa e versos, em inglês antigo. Junto com São Cuthbert, São Gustavo é um dos mais populares santos da Inglaterra.
Na arte litúrgica da Igreja, São Gustavo é mostrado segurando 1º um açoite na sua mão direita com uma serpente a seus pés; ou 2º recebendo o açoite de São Bartolomeu; ou 3º sendo ordenado por Santa Hedda de Winchester; ou 4º com os demônios molestando e os anjos a consolá-lo.
Uma magnífica recordação de sua vida sobreviveu no Museu Britânico e é chamada de Guthlac Roll. É uma série de 18 cartões de vidros baseado na biografia de Feliz. Na Abadia de Henry Crowland, do século 13, existe um selo na porta principal mostrando São Gustavo recebendo o açoite de São Bartolomeu, para se defender dos ataques do demônio. Ele é muito venerado em Lincolnshire.
Faleceu em 714 DC.
Sua festa é celebrada no dia 11 de abril.
A festa de seu traslado é celebrada em 3 de agosto e ainda tem outra comemoração, em 26 de agosto, em Lincolnshire.
Nascido em Mércia, em 673 DC, teria sangue real da tribo dos Guthlacingas. Teria sido soldado por nove anos lutando por Ethelred, o Rei de Mércia. Na idade de 24 anos, renunciou a violência e a vida mundana e se tornou um monge beneditino na Abadia de Repton, dirigida por uma Abadessa de nome Elfrida.
Mesmo naqueles dias de iniciante, sua disciplina era extraordinária. Alguns dos monges não o apreciavam muito, simplesmente porque ele recusava todo e qualquer vinho e qualquer outra bebida, a não ser água. Mas com o tempo ele conquistou a admiração dos seus irmãos. Após dois anos no monastério, lá parecia ser um local muito agradável para o que ele desejava. Na festa de São Bartolomeu, cerca de 701 DC, ele encontrou um local remoto perto do Rio Welland, o qual só poderia ser alcançado de barco e viveu lá o resto de sua vida como um eremita, procurando imitar os rigores dos velhos antigos monges do deserto.
Suas tentações rivalizavam a deles. Homens selvagens invadiam a floresta e batiam nele. Até tomavam as suas poucas posses e comida, mas Gustavo era paciente até mesmo com as criaturas selvagens. Pouco a pouco os animais e os pássaros passaram a tratá-lo como amigo e a confiar nele. Um homem santo de nome Wilgrid, certa vez visitou Gustavo e ficou estarrecido ao ver duas andorinhas pousarem em seus ombros e depois andarem sobre o seu corpo. Gustavo disse a ele: “Aqueles que escolhem viver longe dos humanos se tornam amigos dos animais selvagens e os anjos os visitam também, e aqueles que são sempre visitados por outros homens, raramente são visitado pelos anjos”. Diz a tradição que em algumas noites sua única refeição do dia era trazida pelos anjos. Aparentemente, Gustavo havia tido uma visão de São Bartolomeu, seu patrono, que lhe deu um açoite para espantar o demônio. Ele não estaria totalmente só no seu refúgio. Ele teve vários discípulos entre eles Santa Cissa, São Bettelin, São Egbert que tinham suas celas bem perto da dele. O Bispo Hedda de Dorchester o ordenou padre durante uma visita ao seu retiro para pedir seu aconselhamento espiritual e sua bênção que teria curado uma grave doença do bispo. O príncipe exilado, Ethelbald, veio a ele a procura de conselhos e aprendeu de Gustavo o que deveria fazer para, de novo, usar a coroa de Mércia.
Quando ele estava morrendo, Gustavo mandou chamar Santa Pega (sua irmã) e que era também uma eremita próxima a ele (A igreja de Santa Pega existe até hoje em Peakirk). A Abadessa Edberga de Repton, enviou a ele um caixão de chumbo. Um ano após a sua morte, o corpo de Gustavo foi exumado e encontrado incorrupto.
Levado para o seu santuário, tornou-se local de peregrinação e vários milagres são creditados à sua intercessão. Quando o Rei Wiglaf de Mércia (827-840) e o Arcebispo Ceolnoth de Canterbury, foram curados pelas orações a São Gustavo em 830 DC, seu culto cresceu e se espalhou. Um monastério foi erigido no local da cela de São Gustavo e mais tarde se tornou a Abadia de Crowland, para onde suas relíquias, e seu açoite, foram trasladadas, em 1136. Houve outro translado em 1196. A vida de São Gustavo está escrita em Latin pelo seu contemporâneo Felix. Várias outras biografias estão compostas em prosa e versos, em inglês antigo. Junto com São Cuthbert, São Gustavo é um dos mais populares santos da Inglaterra.
Na arte litúrgica da Igreja, São Gustavo é mostrado segurando 1º um açoite na sua mão direita com uma serpente a seus pés; ou 2º recebendo o açoite de São Bartolomeu; ou 3º sendo ordenado por Santa Hedda de Winchester; ou 4º com os demônios molestando e os anjos a consolá-lo.
Uma magnífica recordação de sua vida sobreviveu no Museu Britânico e é chamada de Guthlac Roll. É uma série de 18 cartões de vidros baseado na biografia de Feliz. Na Abadia de Henry Crowland, do século 13, existe um selo na porta principal mostrando São Gustavo recebendo o açoite de São Bartolomeu, para se defender dos ataques do demônio. Ele é muito venerado em Lincolnshire.
Faleceu em 714 DC.
Sua festa é celebrada no dia 11 de abril.
A festa de seu traslado é celebrada em 3 de agosto e ainda tem outra comemoração, em 26 de agosto, em Lincolnshire.
Fonte: www.catolicoconvicto.com.br
Marcadores: São Gustavo de Croyland - 11 de Abril
terça-feira, 10 de abril de 2012
Santa Madalena de Canossa

10/04 - Madalena Gabriela
Canossa nasceu no dia 1º de março de 1774 na cidade italiana de Verona, que
pertencia à sua nobre e influente família. Seu pai faleceu quando tinha cinco
anos. Sua mãe abandonou os filhos para se casar novamente. As crianças foram
entregues aos cuidados de uma péssima instituição e Madalena adoeceu várias
vezes.
Através destas etapas
dolorosas, Deus a guiou por estradas imprevisíveis. Aos dezessete anos desejou
consagrar sua vida a Ele e por duas vezes tentou a experiência do Carmelo. Mas
sentiu que não era esta a sua vida. Retornou para a família, guardando
secretamente no coração a sua vocação.
No palácio, aceitou a
administração do vasto patrimônio familiar, surpreendendo a todos com seu
talento para os negócios. Entretanto, nunca se interessou pelo matrimônio. Os
tristes acontecimentos políticos sociais e eclesiais do final do Século XVIII,
marcados pelas repercussões da Revolução Francesa, bem como as alternâncias dos
vários imperadores estrangeiros na região italiana, deixavam seus rastros na
devastação e no sofrimento humano, enchendo a sua cidade de pobres e menores
abandonados.
Em 1801, duas adolescentes
pobres e abandonadas pediram abrigo em seu palácio. Ela não só as abrigou como
recolheu muitas outras. Pressentiu que este era o caminho que o Espírito Santo
lhe indicava e descobriu, no Cristo Crucificado, o ponto central da sua
espiritualidade e da sua missão. Abriu o palácio dos Canossa e fez dele não uma
hospedaria, mas uma comunidade de religiosas, mesmo contrariando seus
familiares.
Sete anos depois, superou as
últimas resistências de sua família, deixando em definitivo o palácio. Madalena
foi para o bairro mais pobre de Verona, para concretizar seu ideal de
evangelização e de promoção humana, fundando a congregação das Filhas da
Caridade, para a formação de religiosas educadoras dos pobres e necessitados.
Seguindo o exemplo de Maria, a Mãe Dolorosa, ela deixou que o Espírito Santo a
guiasse até os pobres de outras cidades italianas.
Em poucos anos as fundações
se multiplicaram, e a família religiosa cresceu a serviço de Cristo. Madalena
escreveu as Regras da Congregação das Filhas da Caridade em 1812, sendo
aprovadas pelo Papa Leão XII dezesseis anos depois. Mas só após várias
tentativas mal sucedidas, Madalena conseguiu dar andamento à Congregação
masculina, como havia projetado inicialmente. Foi em 1831, na cidade de Veneza,
que surgiu o primeiro Oratório dos Filhos da Caridade para a formação cristã dos
homens jovens e adultos.
Ela encerrou sua fecunda
existência terrena numa Sexta-feira da Paixão. Morreu em Verona, assistida pelas
Filhas da Caridade no dia 10 de abril de 1835. As Congregações foram para o
Oriente em 1860. Atualmente, estão presentes nos cinco continentes e são
chamados de Irmãos e Irmãs Canossianos. Em 1988, o Papa João Paulo II a
canonizou, determinando o dia de sua morte para o seu culto litúrgico.
Fonte: hagiosdatrindade.blogspot.com
Marcadores: Santa Madalena de Canossa - 10 de Abril
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Santa Cacilda

09/04 - Cacilda era filha de um terrível inimigo de Nosso
Senhor Jesus Cristo: Adelmão, rei de Toledo que, ao saber que este ou aquele
súdito era cristão, ordenava aos seus homens que o prendesse e o atirassem às
masmorras.
Ali, bandos de cristãos permaneciam dias e dias sem qualquer alimento, abandonados à própria sorte. Cacilda sofria em silêncio, o pensamento nos pobres relegados ao deus-dará.
Um dia, decidiu-se. Havia de alimentá-los, às escondidas, acontecesse o que acontecesse. E passou, ajudada pela escuridão da noite, a levar pão aos prisioneiros. Não demorou muito, Adelmão veio a saber do que estava acontecendo e, querendo certificar-se por si mesmo, começou, disfarçadamente, a vigiar a filha.
Uma noite, a santa moça levava, como de costume, vários pães aos sofredores das masmorras, escondidos sob seu manto. De repente, o pai, saindo das sombras de uma coluna, interceptou-lhe os passos e, perguntando à jovem o que levava sob o manto, ordenou-lhe que o abrisse.
Ali, bandos de cristãos permaneciam dias e dias sem qualquer alimento, abandonados à própria sorte. Cacilda sofria em silêncio, o pensamento nos pobres relegados ao deus-dará.
Um dia, decidiu-se. Havia de alimentá-los, às escondidas, acontecesse o que acontecesse. E passou, ajudada pela escuridão da noite, a levar pão aos prisioneiros. Não demorou muito, Adelmão veio a saber do que estava acontecendo e, querendo certificar-se por si mesmo, começou, disfarçadamente, a vigiar a filha.
Uma noite, a santa moça levava, como de costume, vários pães aos sofredores das masmorras, escondidos sob seu manto. De repente, o pai, saindo das sombras de uma coluna, interceptou-lhe os passos e, perguntando à jovem o que levava sob o manto, ordenou-lhe que o abrisse.
Cacilda, obediente,
entreabriu, calmamente, o longo manto, e Adelmão, decepcionado, viu,
perfumadamente apertado ao colo da filha, um grande e fresco molho de
rosas.
O rei, então, deixou-a prosseguir, envergonhado. E assim que a jovem princesa chegou aos pés dos cativos, as rosas já haviam voltado a ser que de fato eram - pães!
Catecúmena que era, ardendo por receber o batismo, Deus enviou-lhe um mal considerado incurável, revelando-lhe, pouco depois numa visão, que recuperaria a saúde se fosse a Burgos e ali se banhasse nas águas do lago de São Vicente.
Insistentemente, Cacilda rogou ao pai a permissão para ir àquela cidade. E Adelmão, cedendo aos pedidos da filha, acabou concordando. Desta forma, Cacilda se curou e, em agradecimento a Deus, a doce princesa ergueu, perto do lago, um oratório numa casinhola onde, depois de ser batizada, passou o resto da vida, falecendo santamente em 1007.
Devido aos milagres que lhe foram atribuídos, o culto de Santa Cacilda de Toledo espalhou-se rapidamente por toda a Espanha. Esta data, 9 de Abril, é a que lhe celebra a translação de suas relíquias para a igreja de Burgos.
O rei, então, deixou-a prosseguir, envergonhado. E assim que a jovem princesa chegou aos pés dos cativos, as rosas já haviam voltado a ser que de fato eram - pães!
Catecúmena que era, ardendo por receber o batismo, Deus enviou-lhe um mal considerado incurável, revelando-lhe, pouco depois numa visão, que recuperaria a saúde se fosse a Burgos e ali se banhasse nas águas do lago de São Vicente.
Insistentemente, Cacilda rogou ao pai a permissão para ir àquela cidade. E Adelmão, cedendo aos pedidos da filha, acabou concordando. Desta forma, Cacilda se curou e, em agradecimento a Deus, a doce princesa ergueu, perto do lago, um oratório numa casinhola onde, depois de ser batizada, passou o resto da vida, falecendo santamente em 1007.
Devido aos milagres que lhe foram atribuídos, o culto de Santa Cacilda de Toledo espalhou-se rapidamente por toda a Espanha. Esta data, 9 de Abril, é a que lhe celebra a translação de suas relíquias para a igreja de Burgos.
Fonte:
//hagiosdatrindade.blogspot.com.br
domingo, 8 de abril de 2012
Santa Julia Billiart

08/04 - Na cidade de
Cuvilly, França, em 12 de julho de 1751, nasceu Maria Rosa Júlia Billiart, filha
de Francisco e Maria Antonieta, pobres e muito religiosos. Júlia fez a primeira
comunhão aos sete anos.
Aos treze anos, Júlia sofreu sérios problemas e, subnutrida, ficou, lentamente, paraplégica, por vinte e dois anos. Durante esse tempo aprendeu os mistérios da vida mística, do calvário, da glória e da luz. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. Cultivava amizades na família, com os religiosos, com as carmelitas, com as damas da nobreza que lhe conseguiam os donativos.
Decidiu ingressar na vida religiosa, com uma meta estabelecida: fundar uma congregação destinada a educar os pobres e a formar bons educadores. Mesmo não sendo letrada, possuía uma pedagogia nata, aprendida na escola dos vinte e dois anos de paralisia, nos contatos com as autoridades civis e eclesiásticas e com os terrores da destruição da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte. Assim, ainda paralítica, em 1804 fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora.
Júlia foi incapaz de amarrar sua instituição aos limites das exigências das fundações de seu tempo. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou. Depois de trinta anos, voltou a caminhar. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante. Devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.
Júlia abriu, em Amiens, a primeira escola gratuita e depois não parou mais. Viajava pela França e pela Bélgica fundando pensionatos e escolas, pois naqueles tempos de miséria a necessidade era muito grande. Perseguida e injustiçada pelo bispo de Amiens, foi por ele afastada da congregação. Todas as irmãs decidiram seguir com ela para a cidade de Namur, na Bélgica, onde se fixaram definitivamente.
Júlia, incansável, continuou criando pensionatos, fundando escolas, formando crianças e educadores, ficando conhecidas como as "Irmãs da Nossa Senhora de Namur". Ali a fundadora consolidou a diretriz pedagógica da congregação: a educação como o caminho da plenitude da vida. Morreu em paz no dia 8 de abril de 1816, na cidade de Namur.
Aos treze anos, Júlia sofreu sérios problemas e, subnutrida, ficou, lentamente, paraplégica, por vinte e dois anos. Durante esse tempo aprendeu os mistérios da vida mística, do calvário, da glória e da luz. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. Cultivava amizades na família, com os religiosos, com as carmelitas, com as damas da nobreza que lhe conseguiam os donativos.
Decidiu ingressar na vida religiosa, com uma meta estabelecida: fundar uma congregação destinada a educar os pobres e a formar bons educadores. Mesmo não sendo letrada, possuía uma pedagogia nata, aprendida na escola dos vinte e dois anos de paralisia, nos contatos com as autoridades civis e eclesiásticas e com os terrores da destruição da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte. Assim, ainda paralítica, em 1804 fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora.
Júlia foi incapaz de amarrar sua instituição aos limites das exigências das fundações de seu tempo. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou. Depois de trinta anos, voltou a caminhar. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante. Devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.
Júlia abriu, em Amiens, a primeira escola gratuita e depois não parou mais. Viajava pela França e pela Bélgica fundando pensionatos e escolas, pois naqueles tempos de miséria a necessidade era muito grande. Perseguida e injustiçada pelo bispo de Amiens, foi por ele afastada da congregação. Todas as irmãs decidiram seguir com ela para a cidade de Namur, na Bélgica, onde se fixaram definitivamente.
Júlia, incansável, continuou criando pensionatos, fundando escolas, formando crianças e educadores, ficando conhecidas como as "Irmãs da Nossa Senhora de Namur". Ali a fundadora consolidou a diretriz pedagógica da congregação: a educação como o caminho da plenitude da vida. Morreu em paz no dia 8 de abril de 1816, na cidade de Namur.
Fonte: www.daaz.com.br
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