Papa ensina os sete passos para afastar o mal
O Santo Padre dedicou a Catequese desta
quarta-feira, 29 à figura de Santa Catarina de Bolonha, seguindo o ciclo de
reflexões sobre grandes mulheres da Idade Média. Esta foi a última catequese do
ano de 2010.
O Papa citou o acordo autobiográfico escrito pela
santa italiana – As sete armas espirituais -, que oferece ensinamentos
“de grande sabedoria e profundo discernimento” sobre as tentações do diabo:
1. ter cuidado e preocupação de trabalhar sempre
para o bem;
2. crer que, sozinhos, nunca poderemos fazer nada de verdadeiramente bom;
3. confiar em Deus e, por seu amor, não temer nunca a batalha contra o mal, seja no mundo, seja em nós mesmos;
4. meditar com frequência nos eventos e palavras da vida de Jesus, sobretudo sua Paixão e Morte;
5. recordar-se que devemos morrer;
6. ter fixa na mente a memória dos bens do Paraíso;
7. ter familiaridade com a Sagrada Escritura, levando-a sempre no coração para que oriente todos os pensamentos e todas as ações.
2. crer que, sozinhos, nunca poderemos fazer nada de verdadeiramente bom;
3. confiar em Deus e, por seu amor, não temer nunca a batalha contra o mal, seja no mundo, seja em nós mesmos;
4. meditar com frequência nos eventos e palavras da vida de Jesus, sobretudo sua Paixão e Morte;
5. recordar-se que devemos morrer;
6. ter fixa na mente a memória dos bens do Paraíso;
7. ter familiaridade com a Sagrada Escritura, levando-a sempre no coração para que oriente todos os pensamentos e todas as ações.
Após dizer esses ensinamentos o Papa falou ainda
aos mais de oito mil católicos presentes na sala Paulo VI, em Roma nesta manhã:
“Um belo programa de vida espiritual, também hoje, para cada um de nós!”,
exclamou o Pontífice.
Humildade em servir
“Queridos amigos, Santa Catarina de Bolonha, com
as suas palavras e vida, é um forte convite a deixarmo-nos sempre guiar por
Deus, a cumprir cotidianamente a sua vontade, também se muitas vezes ela não
corresponde aos nossos projetos, a confiar na sua Providência, que nunca nos
deixa sozinhos”, explicou o Papa por que ele escolheu falar sobre Santa Catarina
de Bolonha.
Bento XVI destacou ainda a enorme humildade de
Catarina, que não desejou nada para si, não desejou aparecer. “Desejou servir,
fazer a vontade de Deus, estar ao serviço dos outros. E exatamente por isso
Catarina era credível na autoridade, porque se podia ver que, para ela, a
autoridade era exatamente servir aos outros”, ressaltou.
A história de Santa Catarina de Bolonha
Mulher instruída, mas humilde. Dedicada à oração,
mas sempre pronta a servir. Generosa no sacrifício, mas cheia de alegria para
acolher com Cristo a cruz. Assim o Pontífice definiu Santa Catarina.
Ela nasce na cidade de Bolonha, Itália, o dia
oito de setembro de 1413. Quase não há noticias sobre sua infância. Aos 10
anos, muda-se com a família para a cidade Ferrara, onde se torna dama de honra
de Margherita, filha do Marquês local. Começa a ter acesso a um vasto patrimônio
artístico e cultural, que irá valorizar muito quando iniciar sua vida
monástica.
Segundo o Santo Padre, uma das características
que a distingue de modo absolutamente claro é ter o espírito constantemente
voltado para as coisas do Céu. Em 1427, com 14 anos, deixa a corte para unir-se
a um grupo de jovens de famílias nobres que viviam em comum, consagrando-se a
Deus.
Nesta nova fase da vida, tem notáveis progressos
espirituais, mas também são grandes e terríveis as provações, sofrimentos
interiores e tentações do demônio. Vive a noite do espírito, especialmente pela
tentação da incredulidade com relação à Eucaristia, da qual é consolada pelo
Senhor, após tanto sofrer, através de uma visão. A partir daí, toma consciência
da presença real eucarística.
Em 1431, tem uma visão do juízo final. A terrível
cena dos condenados a leva a intensificar orações e penitência pela salvação dos
pecadores.
Catarina escreve sobre esse combate com o desejo
de “alertar sobre as tentações do demônio, que se esconde frequentemente atrás
de aparências enganadoras, para depois insinuar dúvidas de fé, incertezas
vocacionais, sensualidade”, disse Bento XVI.
No convento, apesar dos costumes da Corte,
desenvolve os serviços mais humildes com amor e obediência. “Ela vê, de fato, na
desobediência aquele orgulho espiritual que destrói toda outra virtude”,
ressalta o Papa.
Em 1456, seu mosteiro é chamado a criar uma nova
fundação em Bolonha. Apesar de preferir terminar seus dias em Ferrara, o Senhor
lhe aparece em visão para que aceite o encargo de Abadessa na nova missão. Parte
com 18 outras irmãs.
No início de 1463, uma enfermidade se agrava e
ela reúne-se com as irmãs em Capítulo pela última vez, para anunciar a sua morte
e recomendar a observância da regra. Em 9 de março de 1463, falece. Foi
canonizada pelo Papa Clemente XI em 22 de maio de 1712. A cidade de Bolonha, na
capela do mosteiro de Corpus Domini, preserva o seu corpo incorrupto.
Por Marquione Ban
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