Ewo Alloneh Alves Alves compartilhou a foto de Salvem a Liturgia!
19 h ·
Uma vez que descrevemos os principais ritos e costumes referentes às celebrações das exéquias, falemos de como isso é vivido no contexto paroquial. É necessárioentender que a liturgia não existe por si só, mas está fundada sobre uma estrutura paroquial ou diocesana, com ministros na sacristia e no altar que levem à cabo tais celebrações. Entre esses ministros existem aqueles que fazem o trabalho do altar: o sacerdote, os diáconos, os acólitos. E, eventualmente, podem existir também leigos que presidam as exéquias no todo ou em parte, de acordo com a autorização da autoridade competente.
Apesar de ser usual em alguns lugares delegar as exéquias aos MECE, essa prática é errada. O ofício dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística resume-se a distribuir a eucaristia, e ainda assim, é um ministério de mera suplência. Presidir exéquias não cabe aos MECE em função da colação que lhes foi feita. E, embora se pudesse por uma segunda concessão, acrescentar-lhes este ofício parece ser pastoralmente inapropriado. Os ministérios leigos servem melhor as comunidades se forem divididos por pessoas diversas. Se se confiar a um mesmo grupo as tarefas de suplência na distribuição da eucaristia, na celebração da palavra, nas exéquias, nos casamentos corre-se o risco de criar uma casta "sub-sacerdotal" que se distancie do corpo laical por privilégios e títulos, o que configuraria um triste caso de clericalização.
Ao contrário, parece ser apropriado na falta do sacerdote, do diácono e do acólito instituido que se designe um ministro leigo idôneo, que não acumule ofícios em demasia, para presidir as exéquias. Cuida-se de seguir as instruções do Bispo quando à formação necessária, o número daqueles a quem se confiará tal ministério e por quanto tempo. Isso pode ser necessário a muitas comunidades.


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