SÃO PAULO MIKI E SEUS COMPANHEIROS
Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros. Miki nasceu em 1564 e era filho de pais ricos. Cresceu em contato com a fé e tornou-se catequista, mas não pôde ser ordenado sacerdote no tempo correto porque ainda não havia um bispo na região de Fusai. Mesmo assim Paulo continuou sua pregação, conquistando inúmeros seguidores com humildade e paciência. Paciência essa que não era virtude do Imperador Toyotomi Hideyoshi. Ele era simpatizante do catolicismo mas, de um hora pra outra, tornou-se feroz opositor. O Japão rompeu com a Espanha em particular e com o Ocidente em geral, e todos os cristãos passaram a ser perseguidos. Inclusive alguns missionários franciscanos espanhóis que tinham chegado ao Japão através das Filipinas e haviam sido bem recebidos pelo imperador. Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos. Logo depois alguns terciários e, finalmente, os catequistas, tendo entre eles Paulo Miki e seus companheiros. Eram 26 ao todo e sofreram terríveis humilhações públicas. Levados em cortejo de Meaco a Nagasaki foram alvo de macabra e violenta zombaria pelas ruas e estradas, sendo então crucificados numa colina em Nagasaki, em 5 de fevereiro de 1597. Alguns dos companheiros de Paulo eram muito jovens, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki tinha, por exemplo, 14 anos; Antônio, 13 anos e Luis Ibaraki tinha somente 11 anos de idade. (© 1997-2002 Direitos reservados Pia Sociedade Filhas de São Paulo - www.paulinas.org.br) |

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