Jesus faz do ambiente familiar um lugar de saúde e vida
Postado por: homilia
setembro 5th, 2012
Jesus decide abandonar a sinagoga; a razão não é
dita, mas, pelo que se pode entender, Ele quer transformar e fazer do ambiente
familiar – simbolizado pela casa da sogra de Simão -, um lugar de oração, de
cura e libertação, de paz e justiça, de amor e partilha, de alegria e sucesso,
de misericórdia e perdão.
Jesus faz do ambiente familiar um lugar de saúde
e vida. Portanto, a casa, o lar, a família são lugares privilegiados para
construirmos as nossas sociedades. Assim, numa sociedade como a nossa, na qual o
conceito de família anda tão deturpado, Cristo chama o casal cristão a ser
estrutura sustentadora de uma família capaz de encontrar relações novas, não
ditadas pela carne e o sangue, mas pela vida nova que Cristo confere pelo
batismo. Isto reduz o egoísmo e faz com que cresça a caridade, dom do Espírito
Santo, e se realize a “Igreja doméstica”.
Jesus toma conhecimento da doença que afeta os
casais e vai para ao lado da cama deles, dando uma ordem à febre. Este gesto
apela, primeiro, ao zelo apostólico do Senhor. Por outro lado, chama-nos a
visitar, entrar e abeirar-nos dos leitos de muitos homens e mulheres que estão
doentes e deitados, sem forças para levantar a cabeça, o corpo e servir os seus
como deveriam fazer, a exemplo da sogra de Pedro.
Veja que, na casa, a mulher, personificada na
sogra de Simão, é valorizada na sua prática do serviço, que é a característica
fundamental do Reino. Um outro pormenor a considerar é que a cena narrada se
passa num sábado, dia do culto na sinagoga. Neste dia, todo trabalho cessava e
só era permitido caminhar até uma curta distância. Ao pôr-do-sol, termina o dia
do sábado e começa o primeiro dia da semana. É a introdução do domingo, o dia
por excelência para nós cristãos.
O povo, liberado das restrições legais do sábado
– que ao invés de salvar, condenava; de dar vida, matava -, corre a Jesus, quem
os cura, liberta e salva. Ele, na Sua prática, vai revelando que os males da
humanidade resultam, principalmente, da falta de carinho, amor, ternura, paz,
justiça, reconciliação, diálogo, atenção e falta de Deus na comunidade-família
que deveria ser construtora de vidas novas.
Neste trabalho, é preciso que a comunidade e os
evangelizadores saibam que estão a serviço de Deus e não em busca de privilégios
ou de poder. É preciso que ela tenha as portas abertas para todos. O meu e o seu
serviço é o de levar todos os enfermos, quer os da família de sangue quer não:
“todos os que tinham amigos enfermos, com várias doenças, os levaram a
Jesus. Ele pôs as suas mãos sobre cada um deles e os curou”.
A você me dirijo recordando que, como apóstolo,
você é enviado e ordenado para anunciar a Palavra. De modo que, trazendo todos
os enfermos – quer corporais quer espirituais – possam ser curados e entendam
Deus na Pessoa do Seu Filho, Jesus Cristo. Ele que acolhe, liberta, perdoa e
anuncia a verdade do Reino: a Vida Eterna.
Esta missão do Filho de Deus nos compromete e
interpela a que – acolhendo maus e bons – possamos ser a mão, a braço, a boca, o
coração e a mente de Cristo, convertendo-nos em discípulos e missionários do
Mestre para que o mundo conheça a Verdade e, conhecendo a Verdade, possa
salvar-se.
Peçamos hoje a Deus um novo ardor
missionário.
Padre Bantu Mendonça
ACESSEM:EMANUEL::ARAUJO::CRISTAO::RADIO::MONTESINAI FM::87.9 FM::GARANHUNS-PE/BRASIL!!!
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