sexta-feira, 2 de março de 2012
São Simplício

02/03 - O Papa Simplício exerceu a
direção da Igreja num período muito difícil de sua história, a queda do Império
Romano. Ao contrário do que se poderia esperar, teve um dos pontificados mais
longos do seu tempo, foi papa de 468 a 483.
Nessa época Roma, depois de
resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos
bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo Rei Odoacro, que depôs o
Imperador Rômulo Augusto. A partir daí, invasores de todos os tipos se
instalaram, depredaram, destruíram e repartiram o império que era o centro do
mundo. Roma, a capital daquele mundo, sobreviveu. Afinal, a única autoridade
moral restante, aquela que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e
ajudou a enfrentar o terror, foi a do papa São Simplício.
Simplício fazia parte do
clero romano quando sucedeu o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço
pastoral e social da Igreja e a vantagem de ter convivido com o Papa Leão Magno,
que deteve a invasão de Átila, o rei dos Hunos. Coragem não lhe faltava, muito
menos fé e energia.
Além de manter vivamente
ativas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo e São Lourenço Fora dos
Muros, que acolhiam os católicos em peregrinação aos túmulos dos apóstolos,
construiu e fundou muitas igrejas novas, expandindo dioceses e reafirmando o
respeito à fé e à ortodoxia.
Os escritos antigos
registram suas várias cartas a bispos, orientando sobre a forma de enfrentar as
heresias que se espalhavam, ficando ao lado do povo, ensinando, pregando, dando
exemplo de como evangelizar mesmo com todas as dificuldades.
Morreu amado pelo povo e respeitado até pelos reis pagãos.
E assim Roma, graças à atuação do Papa São Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas.
Fonte: www.paulinas.org.br
quinta-feira, 1 de março de 2012
São Suitberto de Kaisersweth

01/03 - Suitberto
era um monge beneditino que dedicou praticamente toda sua força vital, física e
espiritual, à evangelização do centro-norte da Europa, território anglo-saxão
ainda pagão. Inglês, nascido no ano 647, foi considerado um dos mais genuínos
continuadores da obra de São Patrício, que evangelizara o território irlandês,
um século antes.
Ele foi educado
nas rígidas regras dos mosteiros beneditinos, sob a direção espiritual do bispo
Egberto, do qual se tornou discípulo e o acompanhou à Irlanda, enquanto se
preparava para o apostolado. Egberto, que depois a Igreja elevou aos altares,
tinha um projeto para evangelizar as regiões germânicas ainda pagãs, mas não
poderia executa-lo pessoalmente. Por isso enviou outro monge, Vigberto,
inicialmente para a Frísia, hoje Holanda.
A obra desse
primeiro discípulo, foi impedida pelo príncipe pagão Radibodo e Vigberto teve de
retornar ao solo inglês, sem atingir os resultados desejados. Então Egberto
trabalhou duramente para organizar outra expedição que seguiu para lá com doze
missionários, chefiada por Willibrordo, depois também canonizado, que
desembarcou às margens do rio Reno, na Alemanha, em 690. Suitberto fazia parte
desse grupo.
Ele foi designado
para pregar na Frígia. A região era dominada pelo pagão Radibodo, mas acabara de
ser conquistada pelo rei Pepino, cristão e muito devoto, como também era a
própria rainha. Suitberto estendeu sua árdua missão evangelizadora também para
Flandres, atual Bélgica. Sua atuação foi tão produtiva que conseguiu converter
milhares de pagãos que viviam nessas extensões, de modo que acabou sendo nomeado
Bispo da Frígia pelo Papa Sérgio I. Suitberto pôde então ampliar ainda mais sua
evangelização, alcançando o ducado de Berg e o condado de Mark, na
Alemanha.
Tudo isso ele
realizou enfrentando, além dos problemas com os pagãos, sucessivas invasões das
tribos bárbaras dos saxões que, muitas vezes, impediam ou desfaziam todo seu
trabalho. Depois de vinte anos nessa intensa luta evangelizadora de apostolado,
Suitberto recolheu-se ao mosteiro fundado por ele na ilha de César, situada no
rio Reno e que lhe fora doada pelo rei Pepino. Lá ele faleceu, consumido pela
fadiga de sua missão apostólica, no dia primeiro de março de 713, sendo
sepultado na igreja desse mosteiro.
A fama de sua
santidade correu veloz por todas regiões que atravessara levando a Palavra de
Cristo. Por sua intercessão, muitas graças e prodígios foram confirmados,
tornando vigorosa a sua veneração entre os fiéis cristãos. Em 810, o Papa Leão
III proclamou Santo Suitbeto, oficializando o seu culto para o dia de sua
morte.
Mais tarde, um braço do rio Reno foi desviado, de forma
que a ilha deixou de existir. No lugar se formou a próspera cidade de
Kaiserswesth, Alemanha. Em 1126, quando Santo Suitberto já era chamado de "o
velho", para ser distinguido do outro, que viveu um século depois, sua urna foi
transladada para a catedral da cidade, onde permanece até hoje.
Fonte:
www.prestsevi.com.br/diaconoalfredo
Marcadores: São Suitberto de Kaisersweth - 01 de Março
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
São Gregório de Narek

29/02 - Nasceu na Armênia pelo ano
de 944, e faleceu em Narek (Turquia) mais ou menos em 1010. É um dos grandes
poetas da literatura universal As suas OBRAS-PRIMAS andam dispersas no Livro das
orações, trabalho de cerca de 20.000 versos que ele dizia ter composto em três
anos.
Entrou ainda jovem no
mosteiro de Narek, governado por Ananias, o Filósofo, seu tio materno. Aí devia
passar a vida inteira. Logo que foi ordenado sacerdote, encarregaram-no de
formar os noviços e ao mesmo tempo de reformar os conventos vizinhos. Tais
encargos, vindo somar-se aos talentos que tinha, valeram-lhe grandes inimizades
e perseguições. Acusaram-no de heresia, para o lançar definitivamente na sombra.
O Sinaxário armênio narra como Deus veio em auxílio do seu poeta:
Entre os teólogos que tinham, os bispos armênios encontraram dois homens inteligentes que mandaram examinar qual era a heresia de Gregório. Estes, nada desejosos de se medir com tão alto espírito, combinaram chegar a Narek numa sexta-feira e oferecem-lhe uns pombos assados. "Se ele os comer, pensavam, é sinal de que é herege". Mas, quando lhos apresentaram, Gregório abriu a janela, bateu as mãos e disse aos pombos:
"Ide brincar, meus amiguinhos, o que se come hoje é peixe". Os animaizinhos ressuscitados voaram logo para as árvores. E os dois teólogos perderam o apetite; prostrando-se de joelhos, pediram a bênção ao santo e despediram-se para ir certificar os seus bispos de que, teologicamente falando, tal prodígio estava acima das leis da natureza, e que um herege não o poderia ter feito.
Fonte: www.portalcatolico.org.br
Marcadores: São Gregório de Narek - 29 de Fevereiro
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Santo Osvaldo

28/02 - Osvaldo figura entre os
grandes nomes católicos da Inglaterra e da Europa ao final do primeiro milênio.
De origem dinamarquesa, ele era sobrinho de Oto, arcebispo da Cantuária e
parente de Osil, arcebispo de York. Para abraçar a religião escolheu a vida de
monge beneditino e, por isso, ingressou no convento de Fleury-sur-Lofre, na
França.
Entretanto, Osvaldo foi
chamado por seu tio Oscil que, desejando fazer reformas em sua diocese, escolheu
o sobrinho para encabeçá-las, por causa de seu senso de justiça e da
generosidade para com os pobres.
Assim, ele foi nomeado bispo
de Worcester e uniu-se a dois outros religiosos da mesma estirpe da região:
Dunstan, arcebispo de Cantuária e Eteluolde , bispo de Winchester. Desse modo,
Osvaldo conseguiu restabelecer a disciplina monástica que levou a diocese de seu
tio a recuperar o caminho correto dentro do cristianismo. Fundou dois mosteiros
em Westburi, perto de Bristol e o mais influente, o de Ramsei.
Por esta e muitas outras
obras, o rei Edgar, o nomeou arcebispo de York, em 972. Osvaldo fundou ainda uma
abadia de beneditinos em Worcester e desenvolveu muito o estudo científico nos
mosteiros e conventos que dirigiu.
Mas, ao mesmo tempo em que dava grande importância aos estudos terrenos, em nenhum momento se desprendeu das obrigações e regras espirituais, alcançando a graça de receber dons especiais e vivenciar muitos fatos prodigiosos. Consta que ele operou diversas graças em vida.
Mas, ao mesmo tempo em que dava grande importância aos estudos terrenos, em nenhum momento se desprendeu das obrigações e regras espirituais, alcançando a graça de receber dons especiais e vivenciar muitos fatos prodigiosos. Consta que ele operou diversas graças em vida.
No dia 28 de fevereiro de
992, como de hábito o bispo Osvaldo reproduzia durante a Quaresma a cerimônia do
lava-pés e estava banhando ele próprio os pés de doze mendigos, quando morreu. O
seu corpo foi transladado para uma nova sepultura na igreja de Santo Vulfistano,
ele também bispo de Worcester de 1062 até 1095.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
São Gabriel da Virgem Dolorosa

27/02 - Pertencia à Congregação da
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo fundada por são Paulo da Cruz. Quando
morreu, no dia 27 de fevereiro de 1862, com apenas 24 anos de idade, havia
deixado nas mãos do seu diretor espiritualmente um diário que poderia ser uma
pequena autobiografia. Infelizmente o padre Norberto, diretor espiritual, já
havia destruído o diário. Em 1959 João XXIII nomeava-o padroeiro principal de
todo o Abruzzo.
São Gabriel não nasceu no
Abruzzo, mas em Assis, no dia 1º de março de 1838. Foi batizado no mesmo dia e
recebeu o nome de Francisco. Em Assis viveu bem pouco tempo porque o pai, Sante
Possenti, governador no Estado pontifício, teve encargos em várias localidades,
antes de se estabelecer definitivamente em Spoleto, em 1841, na qualidade de
assessor. Francisco foi aluno dos Irmãos das Escolas Cristãs e depois dos
jesuítas. Com eles ficou estudando até a idade de 18 anos, quando tomou a
decisão de ingressar na família religiosa de São Paulo da Cruz.
Acolhido no noviciado de
Morrovalle, a 21 de setembro de 1856, vestiu o hábito religioso e assumiu o nome
de Gabriel de Nossa Senhora das Dores. Um ano após emitiu os votos religiosos.
Ficou dez meses em Morrovalle, depois morou um ano em Pievetorina para completar
os estudos filosóficos. A 10 de julho de 1859 chegou com os confrades à ilha del
Gran Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Aí morreu a 27 de fevereiro
de 1862.
Dele possuímos poucos
escritos: um caderno de anotações de aula, com dísticos latinos e poesias
italianas, uma coleção de pensamentos dos Padres sobre Nossa Senhora e umas
quarenta cartas repletas de devoção à Virgem Dolorosa. Era um exemplo de
observância religiosa. Foi canonizado em 1908: beatificação em 1920. Em 1926 Pio
XI nomeava-o co-patrono da Ação Católica.
Fonte: http://www.cleofas.com.br/
Marcadores: São Gabriel da Virgem Dolorosa - 27 de Fevereiro
domingo, 26 de fevereiro de 2012
São Porfírio de Gaza

26/02 - Porfírio teve muitos fatos
prodigiosos em sua vida que começou em Tessalônica, na Grécia, onde nasceu no
ano 347. Ele já era formado nas ciências quando, aos trinta e um anos, decidiu
viver no deserto de Scete, no Egito onde se tornou um eremita e ficou por cinco
anos. Depois visitou os lugares santos de Jerusalém e se estabeleceu às margens
do rio Jordão, por outros cinco anos. Nessa ocasião conheceu o discípulo Marcos
e se juntou à ele na evangelização. Mas a caverna onde residia era tão insalubre
que Porfírio ficou muito doente, tendo que voltar a Jerusalém.
Recebeu então a notícia da
morte dos pais, de quem tinha grande herança para receber. Mas, ele decidiu
continuar pobre e mandou que todos os bens fossem divididos entre os pobres de
sua terra natal. Depois, Porfírio teve um desmaio em Jerusalém e, de repente,
viu-se frente a frente com Cristo crucificado, tendo ao seu lado o bom ladrão,
Dimas. Jesus mandou que este levantasse Porfírio do chão, depois desceu Ele
mesmo da cruz e deu-a ao santo, ordenando-lhe que cuidasse dela. Ao voltar do
desmaio, Porfírio estava curado. A ordem recebida na visão foi aplicada por
João, bispo de Jerusalém, que nomeou Porfírio como "guarda do santo lenho".
As notícias sobre as graças
e prodígios que aconteciam com ele se espalharam e os sacerdotes de Gaza, após a
morte do bispo, pediram que Porfírio assumisse o posto. A sua modéstia o impedia
de aceitar, mas tantos foram os pedidos e a insistente atuação dos pagãos
idólatras era tão intensa na cidade, que ele acabou concordando. Existia em Gaza
um grande templo para adoração das divindades pagãs. Os infiéis, sabendo da
decisão de Porfírio de combatê-los, planejaram matá-lo. Entretanto, o bispo
acabou vencendo todos os inimigos pela fé.
Uma seca violenta assolou a
região e os agricultores, desesperados, faziam muitos sacrifícios nesse templo,
pedindo chuva aos deuses pagãos. Nenhuma gota de água caía do céu. Porfírio
ordenou então, um dia de jejum. Depois comandou uma procissão de penitência à
uma capela situada na periferia da cidade. Mal terminou a procissão, a chuva
começou a cair, abençoada e insistente. A partir daí, a maioria dos pagãos
passou a se converter.
Porém, sobraram ainda alguns
poucos pagãos para tramar a morte do bispo Porfírio. Aconteceu, porem, que o
imperador também passou a ficar contra os pagãos e o bispo conseguiu autorização
para derrubar o templo pagão que estava instalado na diocese de Gaza. Ficou na
cidade apenas uma última estátua pagã, a da deusa Vênus. Certo dia, o bispo
colocou-se diante dela e a estátua desmoronou sozinha, formando dezenas de
pedaços. Era o que faltava para que mais pagãos se convertessem.
A fama de santidade
acompanhou o bispo Porfírio até sua morte, em 26 de fevereiro 420, aos setenta e
três anos de idade, quando, depois dos vinte e cinco anos de episcopado, quase
não havia pagãos na sua querida diocese de Gaza.
Fonte: http://www.portalangels.com/
Marcadores: São Porfírio de Gaza - 26 de Fevereiro
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Santa Valburga

25/02 - Valburga nasceu em
Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents,
cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de
nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas
muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela
Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e
Vunibaldo.
Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes.
Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.
Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.
Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com freqüência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.
Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado.
Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.
Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes.
Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.
Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.
Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com freqüência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.
Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado.
Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.
Fonte: www.portalangels.com
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