sábado, 7 de abril de 2012
São Germano José

07/04 - Germano nasceu no
ano 1150 em Colônia, na Alemanha, de uma família poderosa e abastada que, ainda
na sua infância, perdeu todas as suas posses e passou a viver na pobreza. Mas o
que marcou mesmo os tempos de criança de Germano foram as aparições da Virgem
Maria, que são contadas em muitas passagens de sua vida, fatos registrados pela
Igreja e narrados pela tradição dos fieis.
Esses registros não ocorreram só na sua juventude, como durante toda a sua vida. Apesar da falência da família, graças aos próprios esforços ele estudou e se formou nas ciências humanas, assim como, depois conseguiu o que mais desejava: ingressar num convento para sua formação religiosa, que foi na Ordem dos Praemonstratenses.
Quanto as revelações narra a tradição que desde muito pequeno Germano conversava horas e horas com Nossa Senhora. Certa vez teria trazido uma maçã para lhe oferecer e Ela estendeu a mão para apanhar a fruta. Em outra ocasião, teria brincado com o Menino Jesus sob o olhar da Virgem Mãe, que lhe teria apontado uma pedra do piso da igreja, sob a qual Germano sempre acharia dinheiro para seus calçados e roupas, já que o pai não podia mais lhe oferecer nem o mínimo necessário para sobreviver. Mais velho, conta-se que ao rezar diante do altar de Maria uma estranha luz o cercava e ele entrava em êxtase contemplativo.
No fim da vida, ao visitar um convento de religiosas, vizinho ao seu, determinou o lugar onde queria ser enterrado. Era mais um aviso antecipado, pois ali morreu dias depois, durante uma missa, no dia 07 de abril de 1241. Foi enterrado onde desejava. E desde então sua sepultura se tornou um local de peregrinação, onde os devotos agradeciam e obtinham graças por sua intercessão, inclusive com a cura de doenças fatais, segundo a tradição dos fiéis.
Entretanto, muito tempo depois, quando do seu traslado para o convento onde vivera e trabalhara, por ordem do Bispo, descobriu-se que seu corpo ainda não tinha sinais de decomposição.
Germano José foi beatificado em 1958 pelo Papa Pio XII. Dois anos depois o Papa São João XXIII aprovou seu culto litúrgico para o dia 07 de abril e autorizou que ao lado do seu nome fosse colocada a palavra Santo. Em 1961 a igreja de Steinfeld que guarda suas relíquias mortais foi declarada Basílica Menor.
Esses registros não ocorreram só na sua juventude, como durante toda a sua vida. Apesar da falência da família, graças aos próprios esforços ele estudou e se formou nas ciências humanas, assim como, depois conseguiu o que mais desejava: ingressar num convento para sua formação religiosa, que foi na Ordem dos Praemonstratenses.
Quanto as revelações narra a tradição que desde muito pequeno Germano conversava horas e horas com Nossa Senhora. Certa vez teria trazido uma maçã para lhe oferecer e Ela estendeu a mão para apanhar a fruta. Em outra ocasião, teria brincado com o Menino Jesus sob o olhar da Virgem Mãe, que lhe teria apontado uma pedra do piso da igreja, sob a qual Germano sempre acharia dinheiro para seus calçados e roupas, já que o pai não podia mais lhe oferecer nem o mínimo necessário para sobreviver. Mais velho, conta-se que ao rezar diante do altar de Maria uma estranha luz o cercava e ele entrava em êxtase contemplativo.
No fim da vida, ao visitar um convento de religiosas, vizinho ao seu, determinou o lugar onde queria ser enterrado. Era mais um aviso antecipado, pois ali morreu dias depois, durante uma missa, no dia 07 de abril de 1241. Foi enterrado onde desejava. E desde então sua sepultura se tornou um local de peregrinação, onde os devotos agradeciam e obtinham graças por sua intercessão, inclusive com a cura de doenças fatais, segundo a tradição dos fiéis.
Entretanto, muito tempo depois, quando do seu traslado para o convento onde vivera e trabalhara, por ordem do Bispo, descobriu-se que seu corpo ainda não tinha sinais de decomposição.
Germano José foi beatificado em 1958 pelo Papa Pio XII. Dois anos depois o Papa São João XXIII aprovou seu culto litúrgico para o dia 07 de abril e autorizou que ao lado do seu nome fosse colocada a palavra Santo. Em 1961 a igreja de Steinfeld que guarda suas relíquias mortais foi declarada Basílica Menor.
Fonte: www.diaconoalfredo.com.br
sexta-feira, 6 de abril de 2012
São Marcelino
06/04 -
Marcelino foi um sábio e dedicado religioso, amigo e discípulo de Agostinho,
bispo de Hipona, depois canonizado e declarado doutor da Igreja. Entretanto
Marcelino acabou sendo vítima de um dos lamentáveis cismas que dividiram o
cristianismo. Foram influências políticas, como o donatismo, que levaram esse
honrado cristão à condenação e ao martírio.
Tudo teve início muitos anos antes, em 310. O imperador Diocleciano ordenara ao povo a entrega e queima de todos os livros sagrados. Quem obedeceu, passou a ser considerado traidor da Igreja. Naquele ano, Ceciliano foi eleito bispo de Cartago, mas teve sua eleição contestada por ter sido referendada por um grupo de bispos traidores, os mesmos que entregaram os livros sagrados.
O bispo Donato era um desses e, além disso, tinha uma posição totalmente contrária ao catolicismo ortodoxo. Ele defendia que os sacramentos só podiam ser ministrados por santos, não por pecadores, isto é, gente comum. Os seguidores do bispo Donato, portanto, tornaram-se os donatistas, e a Igreja dividiu-se.
Em Cartago, Marcelino ocupava dois cargos de grande importância: era tabelião e tribuno, funcionando, assim, como um porta-voz da população diante das autoridades do Império Romano. Era muito religioso, ligado ao bispo Agostinho, de Hipona, reconhecido realmente como homem de muita fé e dedicação à Igreja. Algumas obras escritas pelo grande teólogo bispo Agostinho partiram de consultas feitas por Marcelino. Foram os tratados "sobre a remissão dos pecados", "sobre o Espírito", e o mais importante, "sobre a Trindade", porém nenhum deles pôde ser lido por Marcelino.
Quando Marcelino se opôs ao movimento donatista, em 411, foi denunciado como cúmplice do usurpador Heracliano e condenado à morte. Apenas um ano depois da execução da pena é que o erro da justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar são Marcelino como mártir. Sua festa litúrgica foi marcada para o dia 6 de abril, data de sua errônea execução.
Tudo teve início muitos anos antes, em 310. O imperador Diocleciano ordenara ao povo a entrega e queima de todos os livros sagrados. Quem obedeceu, passou a ser considerado traidor da Igreja. Naquele ano, Ceciliano foi eleito bispo de Cartago, mas teve sua eleição contestada por ter sido referendada por um grupo de bispos traidores, os mesmos que entregaram os livros sagrados.
O bispo Donato era um desses e, além disso, tinha uma posição totalmente contrária ao catolicismo ortodoxo. Ele defendia que os sacramentos só podiam ser ministrados por santos, não por pecadores, isto é, gente comum. Os seguidores do bispo Donato, portanto, tornaram-se os donatistas, e a Igreja dividiu-se.
Em Cartago, Marcelino ocupava dois cargos de grande importância: era tabelião e tribuno, funcionando, assim, como um porta-voz da população diante das autoridades do Império Romano. Era muito religioso, ligado ao bispo Agostinho, de Hipona, reconhecido realmente como homem de muita fé e dedicação à Igreja. Algumas obras escritas pelo grande teólogo bispo Agostinho partiram de consultas feitas por Marcelino. Foram os tratados "sobre a remissão dos pecados", "sobre o Espírito", e o mais importante, "sobre a Trindade", porém nenhum deles pôde ser lido por Marcelino.
Quando Marcelino se opôs ao movimento donatista, em 411, foi denunciado como cúmplice do usurpador Heracliano e condenado à morte. Apenas um ano depois da execução da pena é que o erro da justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar são Marcelino como mártir. Sua festa litúrgica foi marcada para o dia 6 de abril, data de sua errônea execução.
Fonte: www.paulinas.org.br
quinta-feira, 5 de abril de 2012
São Vicente Ferrer

05/04 -
São Vicente Férrer nasceu em Valência, na Espanha, em 1350. Abria seus olhos
para um mundo marcado por múltiplas dificuldades. A “peste negra” havia assolado
a Europa e, aos 13 anos de idade, ele já assistia a morte de várias pessoas com
este mal. A Espanha era habitada por
judeus e muçulmanos e, entre estes, os intelectuais e nobres da época, assim
como povo e escritores havia grandes diferenças de classes, de deveres, de
direitos.
O ambiente religioso
reinante ao longo de toda a vida de São Vicente Férrer foi cheio de conflitos.
Basta dizer que havia um grande Cisma na Igreja, o Papa residia fora de Roma, em
Avignon (França), por mais de 40 anos. Aos olhos dos cristãos, o pontificado
havia perdido a unidade, a universalidade. Um agravante desta situação foram os
impostos colocados ao povo pelo pontificado. Os italianos clamavam contra a
“Ímpia Babilônia” (Avignon) e a desobediência aos papas da sede romana, alegando
horrores feitos em nome da Igreja. Heresias surgiam no meio do povo e entre o próprio
clero, que chegava a desconfiar da verdadeira autoridade papal.
Neste clima social e
religioso, enegrecido pelo Cisma da Igreja desenvolveu-se a vida e pregação de
São Vicente Férrer. Seu pai era Guilhermo Férrer e sua mãe se chamava Constanza
Miquel. Eram ao todo 8 filhos: 3 homens e 5 mulheres. Os nomes conhecidos de
seus irmãos são: Constanza, Francisca, Inês, Pedro e Bonifácio. De família
tradicionalmente católica, Vicente e Bonifácio muito cedo tornaram-se
sacerdotes, mais precisamente freis dominicanos. Vicente Férrer estudou em
Barcelona (Espanha) e Toulouse (França), onde se especializou no conhecimento
das línguas orientais e na Sagrada Escritura.
Nosso dominicano pregava
pelo menos 3 sermões diários. Pregou na Espanha, Itália, França e Inglaterra,
andando sempre a pé e acompanhado de grande multidão. Faziam parte de suas
caminhadas, homens letrados, confessores, mendigos, escritores que anotavam seus
sermões.
Mais tarde, Vicente Férrer
teve uma perna machucada que lhe causou certas dificuldades em seu trabalho
missionário; passou a viajar em um burrinho e levava um pequeno órgão, com o
qual compunha suas músicas. Apesar de sua aparência simples, Vicente Férrer foi
um dominicano muito culto e sua cidade natal o agracia, até hoje, com muitos
títulos: “O Apóstolo da Paz”, “O Patrono de Valência”, “Apóstolo da Europa” e
“Doutor da Igreja”. Todos esses honrosos títulos originaram-se não só de suas
pregações, conversões, milagres, mas também de seu trabalho político social que
teve a oportunidade de desenvolver em toda sua vida, especialmente para pôr um
fim no Grande Cisma da Igreja Ocidental. Foi chamado pelos seus conterrâneos do
“Santo mais valenciano e do valenciano mais santo”.
Pregou o Evangelho como o
“Embaixador de Cristo”; foi um grande defensor da verdadeira fé e da unidade da
Igreja, um batalhador pela paz entre os povos e defensor da reforma dos
costumes.
Fonte: www.netfor.com.br
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Santo Isidoro de Sevilha

04/04 - Nasceu em Sevilha, em 560.
Santo Isidoro era irmão de São Leandro, de São Fulgêncio e de Santa Florentina.
Foi educado pelo seu irmão São Leandro, bispo de Sevilha. No ano de 600,
sucedeu-o no governo da diocese. Em 619, reuniu e presidiu o II Sínodo Sevilhano
e, em 633 presidiu o IV Concílio de Toledo.
Bispo influente e popular, foi considerado um dos homens mais
ativos e empenhados com os problemas do seu tempo. Organizou a vida na Igreja;
criou seminários e zelou pela formação dos futuros sacerdotes. Unificou a
liturgia e regulamentou a vida monástica.
O seu grande mérito consistiu em salvar a cultura antiga. Era
chamado de doutor insigne do nosso século, novíssimo ornamento da Igreja
Católica, o último no tempo, mas não na doutrina, o homem mais sábio dos últimos
séculos, cujo nome deve ser pronunciado com reverência. É chamado também o
último Padre da Igreja do Ocidente.
A sua obra "Etimologias", composta por 20 volumes, é uma
síntese de todo o saber antigo e do seu tempo. Para além destas obras, escreveu
também diversos tratados de moral, comentários exegéticos, etc.
Fonte: www.evangelhocotidiano.org
Marcadores: Santo Isidoro de Sevilha - 04 de Abril
terça-feira, 3 de abril de 2012
São Xisto I - Papa

03/04 - O imperador Trajano, no
final do seu reinado, julgou que devia diminuir a própria política de
perseguição nos combates ao cristianismo, também porque a "infâmia" de ser
cristão servia, mais freqüentemente, para resolver atritos políticos ou
familiares do que para dirimir questões religiosas.
Tal clima de "tolerância"
disfarçada, que não mudou nem mesmo os métodos e as perseguições, prosseguiu até
no governo do imperador Adriano, o qual escreveu ao procônsul da Ásia: "Se um
faz as acusações e demonstra que os cristãos estão operando contra as leis,
então a culpa deve ser punida segundo a sua gravidade. Mas se alguém se
aproveita deste pretexto para caluniar, então é este último que deve ser
punido".
Nessa realidade, elegeu-se
Xisto I, filho de pastores romanos, que se tornou o sétimo sucessor do trono de
são Pedro, em 115. Seu governo combateu com veemência as doutrinas maléficas dos
gnósticos, ou seja, os princípios da existência seriam transmitidos através do
"conhecimento revelado" por inúmeras potências celestes, que feriam todos os
fundamentos da religião de Cristo.
A este papa deve-se a
introdução de muitas normas disciplinares de culto litúrgico. Proibiu as
mulheres de tocarem o cálice sagrado e a patena, que é o pratinho de metal,
dourado ou prateado, usado para depositar a hóstia consagrada. Instituiu o
convite aos fiéis para cantarem o sanctus junto com o celebrante, durante a
missa. Introduziu a água no rito eucarístico e determinou que a túnica ou
corporal fossem feitos de linho.
O Santo papa Xisto I morreu
durante a perseguição do imperador Adriano, em 125.
Estava próximo de Roma,
visitando a diocese de Frosinone, provavelmente onde sofreu o suplício, pois foi
enterrado na acrópole de Alatri.
A sua celebração foi mantida
no dia 3 de abril, como sempre foi reverenciado pelos devotos alatrianos, que
guardam as suas relíquias na igreja da catedral da cidade.
Fonte: www.derradeiragracas.com
domingo, 1 de abril de 2012
Beato Ludovico Pavoni

01/04 - O beato Ludovico Pavoni
nasceu no dia 11 de setembro de 1784.
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni.
Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo.
Não só para evitar que se tornassem delinqüentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano.
Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni se dedicou desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados.
Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé.
Tipografia e Evangelho eram seus instrumentos preciosos: a receita natural era a mais simples possível, como dizia ele: "Basta colocar dentro da impressora jovens motivados, que os volumes de 'boa doutrina cristã' estarão garantidos".
Em 1838, nasceu a escola para surdos-mudos, sendo inútil acrescentar o quanto essa também estava na vanguarda daqueles tempos. Em 1847, a Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, abrigando religiosos e leigos juntos, hoje conhecidos como "os pavonianos".
Pela discrição pode ainda parecer fácil, mas para colocar em prática todo esse projeto, o vulcânico padre bresciano empregou tudo de si, do bom e do melhor, chocando-se com as autoridades civis e com as eclesiásticas.
Sair recolhendo os jovens pobres e abandonados pelas ruas era algo que batia de frente com rígidos costumes sociais e morais da época. Por mais de uma década, Pavoni se debateu entre cartas, pedidos, súplicas e solicitações, tanto assim que foi definido "mártir da burocracia", mas, do dilúvio, saiu vencedor.
Padre Ludovico Pavoni faleceu no dia 1o de abril de 1849, durante a última das dez jornadas brescianas, de uma pneumonia contraída durante uma fuga desesperada, organizada na tentativa de proteger os "seus" jovens das bombas austríacas. De resto, ele sempre dizia: "O repouso será no Paraíso".
Hoje os pavonianos continuam a "educar, abrigar e instruir" os jovens desses grupos, mas também todos os que simplesmente procuram um trabalho e um lugar na vida, providenciando a instrução escolar básica e colaborando com as igrejas locais nas pastorais dos jovens.
São incansáveis em suas atividades, porque os traços cunhados pelo padre Ludovico estão ainda frescos, o exemplo do fundador está inteiramente vivo, latente e atual.
Hoje, outros levam avante sua obra, nos quatro cantos do mundo, os pavonianos administram tudo o que possa estar relacionado à formação desses jovens: comunidades religiosas, escolas, institutos de formação profissional, centros de recuperação de dependentes químicos, asilos de idosos, pensionatos, orfanatos, creches, paróquias, cooperativas, centros de juventude, livrarias e a editora Âncora, na Itália.
Além disso, alfabetizam os deficientes surdos-mudos e formam pequenos artífices nas artes gráficas, esses que eram os diletos de Ludovico Pavoni.
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni.
Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo.
Não só para evitar que se tornassem delinqüentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano.
Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni se dedicou desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados.
Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé.
Tipografia e Evangelho eram seus instrumentos preciosos: a receita natural era a mais simples possível, como dizia ele: "Basta colocar dentro da impressora jovens motivados, que os volumes de 'boa doutrina cristã' estarão garantidos".
Em 1838, nasceu a escola para surdos-mudos, sendo inútil acrescentar o quanto essa também estava na vanguarda daqueles tempos. Em 1847, a Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, abrigando religiosos e leigos juntos, hoje conhecidos como "os pavonianos".
Pela discrição pode ainda parecer fácil, mas para colocar em prática todo esse projeto, o vulcânico padre bresciano empregou tudo de si, do bom e do melhor, chocando-se com as autoridades civis e com as eclesiásticas.
Sair recolhendo os jovens pobres e abandonados pelas ruas era algo que batia de frente com rígidos costumes sociais e morais da época. Por mais de uma década, Pavoni se debateu entre cartas, pedidos, súplicas e solicitações, tanto assim que foi definido "mártir da burocracia", mas, do dilúvio, saiu vencedor.
Padre Ludovico Pavoni faleceu no dia 1o de abril de 1849, durante a última das dez jornadas brescianas, de uma pneumonia contraída durante uma fuga desesperada, organizada na tentativa de proteger os "seus" jovens das bombas austríacas. De resto, ele sempre dizia: "O repouso será no Paraíso".
Hoje os pavonianos continuam a "educar, abrigar e instruir" os jovens desses grupos, mas também todos os que simplesmente procuram um trabalho e um lugar na vida, providenciando a instrução escolar básica e colaborando com as igrejas locais nas pastorais dos jovens.
São incansáveis em suas atividades, porque os traços cunhados pelo padre Ludovico estão ainda frescos, o exemplo do fundador está inteiramente vivo, latente e atual.
Hoje, outros levam avante sua obra, nos quatro cantos do mundo, os pavonianos administram tudo o que possa estar relacionado à formação desses jovens: comunidades religiosas, escolas, institutos de formação profissional, centros de recuperação de dependentes químicos, asilos de idosos, pensionatos, orfanatos, creches, paróquias, cooperativas, centros de juventude, livrarias e a editora Âncora, na Itália.
Além disso, alfabetizam os deficientes surdos-mudos e formam pequenos artífices nas artes gráficas, esses que eram os diletos de Ludovico Pavoni.
Fonte: www.derradeirasgracas.com
sábado, 31 de março de 2012
Santo Amós - Profeta

31/03 - Entre os grandes profetas
de Deus, Amós foi o primeiro a deixar suas mensagens por escrito, encabeçando
uma lista onde se sucedem: Oséias, Isaías, Jeremias e outros.
Com o desenvolvimento e a
popularização da escrita se desenrolando em toda a cultura mundial, no século
VIII a.C., as profecias passaram a ser registradas e distribuídas com maior
rapidez e eficiência do que com o método oral, expandindo a comunicação da
palavra do Criador.
Profetas são pessoas com os
pés no chão, profundamente conhecedoras da vida de seu povo e de sua realidade.
Conhecem e vivem a realidade, mas são extremamente sensíveis a Deus.
Por isso são escolhidos e se
tornam anunciadores da vontade de Deus para aquele momento histórico. E por isso
denunciam tudo aquilo que fere a vontade de Deus.
Assim, aconteceu com as
profecias de Amós que ficaram para a posteridade e pouco sobreviveu de sua
história pessoal. Sabe-se ainda que antes de se entregar totalmente à sua
religiosidade, Amós foi pastor de ovelhas em Tácua, nos limites do deserto de
Judá, não há sequer razão para considerá-lo um proprietário de grandes
proporções.
Um pequeno sítio talvez, com
condições razoáveis para garantir-lhe sustento, a si e sua gente, onde
permaneceu muito tempo, pois nem pertencia à corporação oficial dos profetas.
Teve um curto ministério
religioso na região de Betel e Samaria, mas foi expulso de Israel e voltou à
atividade anterior. Pregou depois durante o reinado de Jeroboão II, entre os
anos 783 e 743 antes de Cristo.
Julgam os historiadores que
Amós era ainda muito jovem quando recebeu um chamado irresistível de Deus para
proclamar suas mensagens. Os Escritos registram também que seu trabalho
espiritual abriu uma esperança para o povo, que sentia o peso do Senhor sobre
certos habitantes.
No seu ministério profético
aconteceu quando o povo de Israel vivia a divisão entre norte e sul. Amós embora
originário do sul profetizou no norte, que viveu anos de instabilidade
econômica, alternados com anos de prosperidade.
Esta que foi construída por
alguns para si mesmos, enquanto que outros foram oprimidos. Por um lado havia
luxo e fartura; por outro, empobrecimento e miséria.
O profeta Amós deixa claro
que junto à tudo isso, vem a decomposição social, a corrupção religiosa e a
falsidade no culto. O culto em sua falsidade encobria na verdade o grande
pecado: a injustiça social.
Fonte: www.derradeirasgracas.com
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