segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Primeira Leitura (Is 2,1-5)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.
1Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém. 2Acontecerá nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, 3para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a Palavra do Senhor. 4Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices: não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. 5Vinde todos, da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Santo Elígio, um homem de muitas profissões

Santo ElígioSanto Elígio nasceu em Limoges no ano de 588, de nobre família galo-romana, exerceu várias profissões e chegou a Bispo.
Elígio (também conhecido pelo nome de Elói) que em Paris tinha trabalhado como aprendiz junto com o superintendente de confecções de moedas reais, empenhou-se tanto e com tamanha honestidade que, com o precioso metal (ouro) que lhe foi fornecido para fazer um trono para o rei Clotário II, ele fez dois tronos, isso valeu-lhe a promoção de diretor da casa da moeda e ourives do rei. Ainda existem muitas moedas assinadas por Elígio e sabe-se que, em determinada altura, também cunhou moedas em Marselha.
No tempo de Dagoberto II, filho e sucessor de Clotário II, Elígio foi um dos conselheiros mais influentes do rei. Diz-se que os enviados dos príncipes estrangeiros se avistavam previamente com ele, antes de serem recebidos oficialmente pelo soberano. Era diplomata hábil e por mais de uma vez conseguiu evitar a guerra. Gozava de tanta confiança junto do rei, que não só se permitia fazer-lhe reparos sobre a indumentária descuidada, mas também sobre a sua vida privada que, como se sabe, deixava ainda mais a desejar.
O tempo que sobrava a este homem da corte, dos seus negócios e orações, de acudir aos pobres, remir cativos ou libertar escravos, empregava-o em honrar com a sua arte as relíquias dos santos. Atribuem-se-lhe os relicários feitos para S. Germano de Paris, S. Piat, S. Severino, S. Martinho, Santa Comba e Santa Genoveva. Diz-se que decorou também com trabalhos de ourivesaria o túmulo de S. Dinis. Além disso, fundou mosteiros, entre os quais um perto de Solignac em Limousin, outro dedicado a S. Martinho de Noyon e ainda outro a seis milhas de Arrás, numa colina que depois se chamou Monte de Santo Elói (Santo Elígio).
Em 639, morto o rei, demitiu-se de todos os cargos, para entrar na vida eclesiástica, tendo sido ordenado sacerdote por Deodato, Bispo de Mans. Foi sagrado Bispo em Ruão, no dia 14 de maio de 641, e ocupou desde então a Sé Episcopal de Noyon. Foi grande organizador, apóstolo cheio de zelo, sabedoria e bondade. A sua atividade irradiou para Flandres, Holanda e até, segundo se conta, para a Suécia e Dinamarca.
Faleceu no ano de 659 com 71 anos de idade.
Santo Elígio, rogai por nós!

SANTO DO DIA

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Santo Elói ou Elígio
588-660

01 de Dezembro - Santo Elói ou Elígio

Bispo, escultor, modelista, marceneiro e ourives, Elói ou Elígio foi um artista e religioso completo. Nasceu na cidade de Chaptelat, perto de Limoges, em 588, na França. Seus pais, de origem franco-italiana, eram modestos camponeses cristãos com princípios rígidos de honestidade e lealdade, transmitidos com eficiência ao filho. Com sabedoria e muito sacrifício, fizeram questão que ele estudasse, pois sua única herança seria uma profissão.

Assim foi que, na juventude, Elói ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa da época e respeitada ainda hoje. Ao se formar mestre da profissão, já era afamado pela competência, integridade e honestidade. Tinha alma de monge e de artista, fugia dos gastos com jogos e diversões. tudo dispendia com os pobres. Levava uma vida austera e de oração meditativa, ganhando o apelido de "o Monge". Conta-se que sua fama chegou à Corte e aos ouvidos do rei Clotário II, em Paris. Ele decidiu contratar Elói para fazer um trono de ouro e lhe deu a quantidade do metal que julgava ser suficiente. Mas, com aquela quantidade, Elói fez dois tronos e entregou ambos ao rei. Admirado com a honestidade do artista, ele o convidou para ser guardião e administrador do tesouro real. Assim, foi residir na Corte, em Paris.

Elói assumiu o cargo e também o de mestre dos ourives do rei. E assim se manteve mesmo depois da morte do soberano. Quando o herdeiro real assumiu o trono, como Dagoberto II, quis manter Elói na corte como seu colaborador, pois lhe tinha grande estima. Logo o nomeou um de seus conselheiros e embaixador, devido à confiança em suas virtudes.

Elói também realizou obras de arte importantes, como o túmulo de são Martinho de Tours, o mausoléu de são Dionísio em Paris, o cálice de Cheles e outros trabalhos artísticos de cunho religioso. Além disso, e acima de tudo, Elói era um homem religioso, não lhe faltou inspiração para grandes obras beneméritas e na arte de dedicar-se ao próximo, em especial aos pobres e abandonados. O dinheiro que recebia pelos trabalhos na Corte, usava-o todo para resgatar prisioneiros de guerra, fundar e reconstruir mosteiros masculinos e femininos, igrejas e para contribuir com outras tantas obras para o bem estar espiritual e material dos mais necessitados. Em 639, o rei Dagoberto II morreu. Elói, então, ingressou para a vida religiosa.

Dois anos depois, era consagrado bispo de Noyon, na região de Flandres. Foi uma existência totalmente empenhada na campanha da evangelização e reevangelização, no norte da França, Holanda e Alemanha, onde se tornou um dos principais protagonistas e se revelou um grande e zeloso pastor a serviço da Igreja de Cristo.

Durante os últimos dezenove anos de sua vida, Elói evitou o luxo e viveu na pobreza e na piedade. Foi um incansável exemplo de humildade, caridade e mortificação. A região de sua diocese estava entregue ao paganismo e à idolatria. Com as pregações de Elói e suas visitas a todas as paróquias, o povo foi se convertendo até que, um dia, todos estavam batizados.

Morreu no dia 1o de dezembro de 660, na Holanda, durante uma missão evangelizadora. A história da sua vida e santidade se espalhou rapidamente por toda a França, Itália, Holanda e Alemanha, graças ao seu amigo bispo Aldoeno que escreveu sua biografia.

A Igreja o canonizou e autorizou o seu culto, um dos mais antigos da cristandade. A festa de santo Elói ou Elígio, padroeiro dos joalheiros e ourives, ocorre na data de sua morte. Entretanto ele é celebrado também como padroeiro dos cuteleiros, ferreiros, ferramenteiros, celeiros, comerciantes de cavalos, carreteiros, cocheiros, garagistas e metalúrgicos.
France Presse
30/11/2014 19h55 - Atualizado em 30/11/2014 20h13

Papa pede que mundo muçulmano condene claramente o terrorismo

"Todos nós precisamos de uma condenação global", disse Papa Francisco.
Papa fez defesa a cristãos do Oriente ameaçados por jihadistas.

Da France Presse
Papa Francisco deixa a Turquia (Foto: OZAN KOSE / AFP)Papa Francisco volta para a Itália depois de viagem à Turquia (Foto: OZAN KOSE / AFP)
O papa Francisco pediu neste domingo (30) que todos os dirigentes religiosos, políticos e intelectuais muçulmanos condenem claramente o terrorismo islamita. As informações são da agência France Presse.
O Papa afirmou que seria bom que todos os dirigentes muçulmanos do mundo, políticos, religiosos e acadêmicos se pronunciassem claramente condenando a violência que prejudica o Islã. A afirmação foi feita em coletiva de imprensa a bordo do avião que o levava da Turquia de volta para a Itália.
"Ajudaria a maioria dos muçulmanos se isso saísse da boca dos dirigentes. Todos nós precisamos de uma condenação global", enfatizou.
"É certo que ante estes atos, cometidos não apenas na região (Iraque, Síria), como também na África há uma certa reação de repulsa: como se o Islã fosse assim! Isso me revolta. Muitos muçulmanos se sentem ofendidos e dizem: 'nós não somos essa gente. O Corão é um livro de paz", disse.
Francisco condenou as pessoas que "dizem que todos os muçulmanos são terroristas". "Também não se pode dizer que todos os cristãos são fundamentalistas".
O Papa também denunciou a 'cristianofobia': 'os islamitas perseguem os cristãos no Oriente Médio, e eles devem partir, perdendo tudo ou sendo obrigados a pagar impostos'.
E, em certos países, alguns funcionários "perseguem os cristãos com luvas brancas, sem recorrer à violência, como se quisessem que não sobrasse mais nenhum cristão nesses países, denunciou o Papa, sem dizer a que países se referia.
No primeiro dia de sua visita a Turquia, na sexta-feira (28), o Papa já havia tocado na questão do terrorismo islamita. Mas, diante da mensagem do papa, favorável à aliança de religiões contra o terrorismo e o fundamentalismo, o presidente turco, Recep Tayip Erdongan, denunciou a islamofobia.
União com ortodoxos
O papa Francisco concluiu neste domingo (30) sua viagem à Turquia com uma energética defesa aos cristãos do Oriente, ameaçados pelos jihadistas no Iraque e na Síria, além de advogar por uma aproximação entre católicos e ortodoxos, separados há mais de um milênio.
Em uma declaração conjunta, o soberano pontífice e o dignatário mais prestigiado da Igreja Ortodoxa, o patriarca Constantinopla Bartolomeu I, asseguraram que não podem resignar-se "a um Oriente Médio sem cristãos".
"Muitos de nossos irmãos e irmãs estão sendo perseguidos e se viram forçados, com violência, a deixar suas casas", lamentam no texto divulgado neste domingo.
"E, infelizmente, tudo isto acontece pela indiferença de muitos", completa a nota.
A ofensiva iniciada em julho pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria deixou centenas de milhares de deslocados, incluindo dezenas de milhares de cristãos vítimas de execuções.
"A terrível situação dos cristãos e de todos os que estão sofrendo no Oriente Médio requer não apenas a nossa oração constante, mas também uma resposta adequada por parte da comunidade internacional", insistiram Francisco e Bartolomeu I.
Antes de retornar à Roma, o papa argentino se reuniu com uma centena de jovens refugiados de todas as crenças procedentes da Síria, Iraque e Chifre da África.
O pontífice elogiou os esforços da Turquia, que alberga mais de dois milhões de deslocados, mas lamentou pelas condições de vida degradantes e intoleráveis.
"Dirijo-me aos chefes políticos para que saibam que a maioria de suas populações deseja a paz, embora às vezes não tenha forças nem voz para pedi-la", acrescentou.
A viagem do papa também tinha como objetivo estreitar as relações entre a Igreja Católica Romana e as igrejas Ortodoxas.
"A única coisa que a Igreja Católica deseja e que eu busco como bispo de Roma é a comunhão com as igrejas Ortodoxas", afirmou Francisco em uma cerimônia de aproximadamente três horas celebrada em São Bartolomeu no dia de Santo André, apóstolo de Jesus segundo a tradição, e patrono da Igreja Oriental.
Mãos dadas
Católicos e ortodoxos, divididos em numerosas igrejas, estão separados desde o grande cisma de 1054. Em 1964 Paulo VI e o patriarca Atenágoras se comprometeram com a reconciliação, mas não houve resultados.
"A Igreja Católica não busca impor uma exigência qualquer, e sim a da profissão da fé comum", disse Francisco.
Para ilustrar suas palavras, Francisco e Bartolomeu, que se consideram amigos, se abraçaram em Fanar, a sede do patriarcado, diante dos aplausos de alguns fiéis.
A perspectiva de uma reunificação, no entanto, parece complicada, dada a rivalidade existente entre as distintas Igrejas ortodoxas, em particular as da Rússia e de Constantinopla.
Na declaração conjunta, o papa e Bartolomeu I destacaram "um ecumenismo do sofrimento" como fator de aproximação.
O pontífice aproveitou o discurso para condenar com veemência o atentado cometido na sexta-feira contra a mesquita de Kano na Nigéria, atribuído ao grupo islamita Boko Haram, que chamou de "pecado extremamente grave contra Deus".
Com 77 anos, o papa, que parecia cansado durante a viagem, foi aclamado pelas comunidades católicas e ortodoxas, embora sua presença tenha sido muito mais modesta do que as que costumam receber nos países cristãos.
Aproximadamente 80 mil cristãos vivem atualmente na Turquia, diluídos em meio a cerca de 75 milhões de muçulmanos. Embora sejam tolerados, não possuem um status oficial.
Assim como fez Bento XVI há oito anos, o papa visitou no sábado a célebre Mesquita Azul, onde repetiu a meditação silenciosa de seu predecessor em um gesto de fraternidade com o Islã, antes de visitar a basílica de Santa Sofia, que é um museu atualmente.
O Papa confidenciou à imprensa que orou durante sua visita à mesquita, na companhia do Grande Ímã, que explicou elementos do Corão.
Quando o mencionou uma referência feita a Maria, a mãe de Jesus, Francisco disse ter sentido necessidade de orar.
"Rezei pela paz, pela Turquia, por todos, por mim. Foi um momento de oração sincera", afirmou.
Há oito anos, durante a visita de Bento XVI, surgiu uma polêmica se o Papa então teria rezado.
No sábado, o padre Federico Lombardi, porta-voz do Papa, usou o termo 'adoração silenciosa' invés de oração.
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France Presse
30/11/2014 22h29 - Atualizado em 01/12/2014 00h54

Despedida a Roberto Bolaños reúne 40 mil no Estádio Azteca

Caixão seguirá de volta para a sede da Televisa, na Cidade do México.
Família não divulgou qual será o destino dos restos mortais do comediante.

Do G1, com France Presse
Caixão com corpo de Roberto Bolaños chega ao estádio Azteca rodeado de pessoas vestidas de 'Cahpolin' (Foto: Alfredo Estella/AFP)Caixão com corpo de Roberto Bolaños chega ao estádio Azteca rodeado de pessoas vestidas de 'Cahpolin' (Foto: Alfredo Estella/AFP)
30/11/2014 – Caixão de Roberto Bolaños pouco antes da missa de corpo presente no estádio Azteca (Foto: Alfredo Estrella/AFP)30/11/2014 – Caixão de Roberto Bolaños pouco antes da missa de corpo presente no estádio Azteca (Foto: Alfredo Estrella/AFP)
30/11/2014 – Fãs de Roberto Bolaños lotam as arquibancadas do estádio Azteca para o velório do criador de Chaves e Chapolin (Foto: Marco Ugarte/AP)30/11/2014 – Fãs de Roberto Bolaños lotam as arquibancadas do estádio Azteca para o velório do criador de Chaves e Chapolin (Foto: Marco Ugarte/AP)
30/11/2014 – Milhares de fãs fazem fila diante do estádio Azteca, na Cidade do México, neste domingo, para o velório de Roberto Bolaños (Foto: Alfredo Estrella/AFP)30/11/2014 – Milhares de fãs fazem fila diante do estádio Azteca, na Cidade do México, neste domingo, para o velório de Roberto Bolaños (Foto: Alfredo Estrella/AFP)
O corpo de Roberto Bolaños, criador de personagens emblemáticos, como Chaves e Chapolim deixou por volta das 16h15 (local, 20h15 de Brasília) deste domingio o estádio Azteca, rumo a sede da Televisa, na Cidade do México. A família não divulgou qual o destino do corpo de Bolaños.
Muitos fantasiados como as famosas personagens criadas por Roberto Gómez Bolaños, o Chaves', uma multidão de mexicanos aguardou por horas em uma longa fila para poder participar das homenagens que o comediante falecido recebeu este domingo no Estádio Azteca.
"Era como um irmão, como um tio, como um pai. Por isso viemos aqui para nos despedir dele", declarou Esteban Chávez, um dos muitos fãs de Bolaños que não escondia sua tristeza.
O caixão com os restos de Bolanos foi levado para o estádio, que pertence à rede Televisa, para onde o comediante trabalhou boa parte de sua carreira.
No estádio do América, o time de coração de Bolaños, foi colocada uma grande cruz de madeira entre duas enormes fotos do comediante.
A cerimônia religiosa foi transmitida ao vivo pela tv mexicana, assim como para outros países onde o programa criado por Bolaños conquistou legiões de fãs.
Pombas brancas foram soltas e o caixão deu uma última volta pelo estádio, ao fim da cerimônia religiosa realizada na presença de familiares, amigos, políticos e artistas.
O corpo de Bolaños foi velado no sábado nos estúdios da Televisa, e estiveram presentes, além de sua segunda esposa, a atriz Florinda Meza - a dona Florinda - e seus seis filhos, atores como Edgar Vivar (Seu Barriga) e Carlos Villagrán (Quico), que, apesar de ter mantido uma delicada disputa judicial com o comediante falecido, não deixou de reconhecer sua genialidade.
"Se foi um gênio, um mestre (...) Devo a ele tudo que sei e serei eternamente agradecido", declarou Villagrán que, junto com María Antonieta de las Nievas (Chiquinha) disputaram com Bolaños os direitos autorais de suas personagens.
No sábado, Bolaños também recebeu um minuto de aplausos no Estádio Azteca por parte dos torcedores que foram ver a partida entre o América e o Pumas.
Durante o cortejo até a sede da Televisa San Ángel, neste sábado, fãs vestiram a fantasia do Chapolin Colorado e o gorro do Chaves para se despedir do comediante mexicano (Foto: Reuters/Carlos Jasso)Fãs vestem a fantasia do Chapolin Colorado para
se despedir do comediante mexicano
(Foto: Reuters/Carlos Jasso)
No trajeto do caixão entre sua residência em Cancún e a Televisa, também foi ovacionado pelas pessoas nas ruas.O legendário comediante morreu na sexta-feira, aos 85 anos, de causas ainda não divulgadas.Em suas últimas aparições públicas, Bolaños sempre se deslocava com o auxílio de uma cadeira de rodas.
Ele fez rir gerações de crianças latino-americanas, com personagens inesquecíveis como Chapolin Colorado e Chaves, que usava do humor para revelar os profundos temores que o assombravam desde criança.
Por causa de sua prolífica escrita, que rendeu roteiros para rádio, televisão, cinema, teatro e inclusive vários livros, Bolaños foi apelidado por um colega de 'Chespirito', um pseudônimo que aliava a comparação com o talento do dramaturgo Shakespeare e um diminutivo que refletia a sua baixa estatura.
O comediante nasceu em 21 de fevereiro de 1929 em uma família de classe média da Cidade do México. Seu pai, um boêmio amantes das artes, trabalhou como desenhista e ilustrador para importantes jornais, mas a vida desregrada provocou sua morte precoce, quando o pequeno Roberto tinha apenas seis anos.
Quando adolescente, Bolaños sonhava ser jogador de futebol e se destacou em torneios escolares de boxe, que disputava escondido da mãe. Aos 22 anos, começou a estudar engenharia mas se aventurou a escrever anúncios em uma agência de publicidade e logo estreou como roteirista em programas de rádio, televisão e cinema que ganharam fama.
Mais tarde, aproveitou a ausência de algum ator nas gravações para fazer graça diante das câmeras, dando os primeiros passos para o comediante que interpretaria personagens nascidos em sua própria imaginação.
Aos 40 anos, Bolaños estreou na televisão mexicana com o programa Chespirito que, com interpretações diversas, ficou no ar por 25 anos ininterruptos em horário nobre e foi exportado para inúmeros países.
Edgar Vivar, o Senhor Barriga, publica imagem de Roberto Bolaños, o Chaves, recebendo mensagem de fãs do Brasil (Foto: Reprodução/Facebook/Edgar Vivar Oficial)Edgar Vivar, o Senhor Barriga, publica imagem de Roberto Bolaños, o Chaves, recebendo mensagem de fãs do Brasil (Foto: Reprodução/Facebook/Edgar Vivar Oficial)
br.ask.com/youtube?q=o+santo+do+dia+hoje&v=DeqXHAVFf_4
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