segunda-feira, 1 de abril de 2013


28/03/2013 21h31 - Atualizado em 28/03/2013 21h38

Nove mil pessoas assistem à Paixão em Nova Jerusalém, nesta 5ª feira

Espetáculo encenado no interior de PE foi transmitido ao vivo pelo G1.
Temporada 2013 continua até o próximo sábado, dia 30:EMANUEL ARAUJO CRISTAO GARANHUNS

Do G1 PE
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Jesus carregando sua cruz no começo da Via Crucis, partindo do Fórum de Jerusalém. (Foto: Luka Santos / G1)Jesus carregando sua cruz no começo da Via Crúcis, partindo do Fórum de Jerusalém. (Foto: Luka Santos / G1
Nove mil pessoas foram à cidade-teatro de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, Agreste de Pernambuco, na noite desta quinta-feira (28), para assistir a mais uma apresentação da Paixão de Cristo, montagem teatral realizada há mais de 40 anos no interior do estado. Neste dia que marca o início do feriado da Semana Santa, o G1 também transmitiu o espetáculo pela internet, das 18h às 21h.
A peça começa com o anúncio dos profetas Moisés e Elias, falando da chegada do filho de Deus, que é vivido pelo pernambucano José Barbosa, pelo segundo ano consecutivo. A tentação de Jesus no deserto, onde passou 40 dias, é a cena seguinte. O demônio mostra suas várias faces, mas Jesus resiste e depois prega à multidão, no famoso Sermão da Montanha – “Deixai vir a mim as criancinhas”, ele diz.
Quando sabe da prisão de João Batista, Jesus decide se dirigir ao templo de Jerusalém, onde expulsa os vendilhões e discute com os religiosos. Depois dessa “ousadia”, os sacerdotes se reúnem e decidem pedir a condenação daquele que se diz filho de Deus. Com esses mesmos sacerdotes, Judas negocia seu mestre por 30 moedas e combina de mostrar quem ele é com um beijo.
Depois da última ceia, Jesus está com seus discípulos no Horto das Oliveiras. Nesse momento, Judas chega e o beija, revelando aos soldados sua identidade. Preso, ele é levado para ser julgado diante de Herodes – este ano, quem interpreta o papel é o ator Marcos Pasquim. “Disseram-me que, num festim, como este, fizeste um belo milagre. Repete-o agora, para teu rei”, diz Herodes a Jesus. Diante da negativa do Nazareno, ele o manda para Pôncio Pilatos, então procurador de Roma.
Na edição 2013 da Paixão de Nova Jerusalém, Pilatos é interpretado por Carlos Casagrande. Ele entra em cena em uma biga e, depois de interrogar Jesus diante da multidão que pedia a sua morte, decide que ele deve ser flagelado e torturado. É nesse momento que acontece a famosa cena em que Pilatos lava as mãos e solta o ladrão Barrabás, transferindo ao povo a responsabilidade pela condenação de Jesus.
Maria, vivida pela pernambucana Luciana Lyra, e Madalena, interpretada por Carol Castro, participam das cenas da via sacra, em que Jesus, com a coroa de espinhos, carrega a cruz até chegar ao monte Calvário, onde é crucificado e morre. Antes da ressurreição e da ascensão de Jesus aos céus, o espetáculo ainda mostra o tormento vivido por Judas e sua consciência, que termina com o suicídio do discípulo.
Paixão de Cristo
O espetáculo deste ano fica em cartaz até o sábado (30). Com direção de Carlos Reis e Lúcio Lombardi, o espetáculo que conta os últimos dias de Jesus tem mais de 500 atores e figurantes. No elenco, estão os atores globais Marcos Pasquim, interpretando o rei Herodes; Carol Castro dando vida a Maria Madalena, e Carlos Casagrande fazendo o papel de Pilatos. Entre os pernambucanos, José Barbosa faz Jesus pela segunda vez e Luciana Lyra interpreta Maria.
Quem sai do Recife de carro ou de ônibus tem duas opções: a BR-232 e a PE-90. Para quem vem de outros estados, há as BRs 316, 116, 304, 101, 235, 110 e 104. Os ingressos estão à venda no estande da Paixão de Cristo, localizado no 1° andar do Shopping Center Recife, próximo aos cinemas. Também é possível comprar nas bilheterias da cidade-teatro e no escritório de Nova Jerusalém, pelo telefone (81) 3732.1129. Os ingressos variam  de R$ 60 a R$ 90 e podendo ser pagos em até 12 vezes no cartão de crédito, se comprados no site oficial.
Serviço:
Paixão de Cristo de Nova Jerusalém
De 22 a 30 de março
Ingressos: R$ 60 a R$ 90
Site oficial: www.novajerusalem.com.br

29/03/2013 07h05 - Atualizado em 29/03/2013 07h50

Em PE, diretores da 'Paixão' buscam diferencial através dos detalhes

Parceria de Carlos Reis e Lúcio Lombardi já dura 16 anos.
Eles comentam desafios, imprevistos e dublagem do espetáculo.EMANUEL ARAUJO CRISTAO GARANHUNS

Katherine CoutinhoDo G1 PE
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Maria Madalena ganhou mais falas a partir do texto original de Plínio Pacheco. (Foto: Luka Santos / G1)Maria Madalena ganhou mais falas a partir do texto original de Plínio Pacheco. (Foto: Luka Santos / G1)
Como fazer um espetáculo novo, ano após ano, usando a mesma história e o mesmo texto? Esse é o desafio que os diretores Carlos Reis e Lúcio Lombardi enfrentam há 16 anos, desde que assumiram a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, encenada na cidade-teatro emFazenda Nova, no Brejo da Madre de Deus, Agreste de Pernambuco. A cada temporada, eles buscam, através de pequenos detalhes, encantar cada vez mais o público que se dirige para assistir ao espetáculo.
Sócio-fundador da Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN), Carlos acompanhou de perto a construção da cidade-teatro e a evolução da peça, além da luta de Plínio e Diva Pacheco para realizar o sonho. “Entrei em 1960 e nunca mais me afastei. Eu sou testemunha do quanto eles sofreram para construir isso aqui”, conta o diretor, que lembra ser a Paixão, antes de mais nada, um espetáculo de teatro. “É uma história conhecida, mas aqui é teatro. A luz, o texto, roupa, cada detalhe tem a finalidade de emocionar o público”, afirma Carlos.
Carlos Reis é, além de diretor, sócio fundador da Sociedade Teatral de Fazenda Nova. (Foto: Luka Santos / G1)Carlos Reis é, além de diretor, sócio-fundador da Sociedade Teatral de Fazenda Nova.
(Foto: Luka Santos / G1)
Lidar com uma montagem como a da Paixão de Nova Jerusalém, acredita Lúcio, é uma tarefa mortal para um diretor. “É um texto que não tem surpresas para o público. Quando você vê um filme, uma novela, você quer saber o final. Aqui, você sabe que o artista morre no final e ressuscita. Além do nosso papel como diretor e do trabalho dos atores, acredito que a questão da religião motiva as pessoas a virem. No teatro grego, as pessoas também conheciam as histórias, mas iam, porque as peças falavam dos deuses”, pondera Lúcio.
Desde que assumiram, os diretores viram um grande número de atores se revezar em papéis cruciais da peça. “Quando a gente chamou o Fábio Assunção, não imaginávamos que íamos trocar a cada ano, pensávamos que seria sempre ele, mas a vida prega peças. Já tivemos 56 atores de fora nos últimos anos. No início, era um pouco difícil para nós”, lembra Lúcio.
A cada ensaio e apresentação, os diretores assistem a toda a peça, observando o que pode ser melhorado e fazem um relatório. Lúcio anda sempre com seu caderninho; Carlos guarda tudo na cabeça. “Nunca entrei em uma peça, tendo tido tempo para ensaiar e estudar o texto, sem saber as minhas falas e a dos outros. Acredito que sempre tive boa memória. Quando estava fazendo teatro nos anos 1960 e 70, cheguei a conseguir substituir um colega, ensaiando apenas um dia”, conta Carlos, mas ressaltando que é ‘apenas um detalhe’ a boa memória.
Lúcio Lombardi é um dos diretores atuais da Paixão de Nova Jerusalém. (Foto: Luka Santos / G1)Lúcio Lombardi é um dos diretores atuais da Paixão de Nova Jerusalém. (Foto: Luka Santos / G1)
Os pequenos ajustes que fazem a diferença de um ano para o outro por vezes são encontrados no texto original da peça, explica Lúcio. “Quando Plínio escreveu, a peça tinha quatro horas, era encenada em dois dias. O próprio Plínio reduziu depois para duas horas de texto, porque era complicado as pessoas irem para casa e voltarem no dia seguinte para assistir”, diz o diretor, ressaltando que, embora seja uma história conhecida, a peça é uma ficção.
Um dos exemplos em que o antigo texto veio à tona foi no aumento do número de falas de Maria Madalena ao longo da peça. Durante a Via Crucis, ela questiona Jesus quem vai olhar por elas. “Essa é uma parte que estava no texto de Plínio. As mulheres das lamentações não só choravam no texto original, elas falavam. Nós juntamos essas falas e deixamos para Maria Madalena, tem tudo a ver com ela. Outro trecho está no final, quando ela anuncia que Jesus está vivo e indo para a Galileia, é um poema lindo, merecia ser dito”, acredita Carlos.
Dublagem
Algumas pessoas por vezes questionam o fato de todos dublarem durante a peça. Lúcio explica que é uma questão de logística, já que são nove palcos. “Até chegamos a ver a possibilidade, mas nesse espetáculo, é impossível. São nove palcos, precisaríamos de uma estação de som para cada um e trocar os microfones a toda hora. Fora isso, tem problema do outro que fala perto. E se faltar voz? Tivemos caso de ator que ficou afônico, mas com isso não foi preciso ser substituído”, pondera Lúcio.
As falas são todas gravadas individualmente. Cada ator passa de três a quatro horas no estúdio, para que os diretores tenham opção na hora de editar a versão final que vai ser apresentada durante a temporada. “Os textos não são difíceis. Não há uma análise muito grande do personagem, você não penetra tanto. Todos acabam dizendo que queriam fazer de outro jeito, é normal”, acredita Lúcio.
A dublagem ainda tem uma curiosidade: nem sempre a voz corresponde à do ator que está em cena. “Judas esse ano é interpretado por Júlio Rocha, mas a voz ainda é a de Ednaldo Lucena. O Anás [vivido por Lucena] tem a voz de Carlos Reis e por aí vai”, explica Lúcio, que, com mais de 40 anos de teatro, conta ainda que são as pequenas ideias, como cortar uma fala, que fazem toda a diferença. “Chega uma hora em que você fica entre o texto e o espetáculo. Por vezes, você precisa abdicar do texto para que o espetáculo engrene”, afirma.
No momento em que Jesus afirma 'Minha alma está abalada', mulher gritou da plateia em um ano. (Foto: Luka Santos / G1)Houve um ano em que, no momento em que Jesus afirma 'Minha alma está abalada', mulher gritou da plateia, elogiando a beleza do ator. (Foto: Luka Santos / G1)
Imprevistos
Mesmo com a dublagem e mais de 50 horas de ensaio, sempre surgem imprevistos que exigem criatividade tanto do elenco como dos diretores. As histórias são encaradas, muitas vezes, com bom humor e servem como experiência. “Teve um ano em que, na hora da Santa Ceia, quando Jesus vem à frente e diz ‘Minha alma está abalada’, uma mulher gritou: ‘Abalada estou eu por você, gostoso’. Isso desconcentra qualquer um, é o tipo de coisa que a gente tem que lidar”, conta André Lombardi, filho de Lúcio e assistente de direção do espetáculo.
Outro imprevisto aconteceu durante os ensaios, em 2012, com os cavalos que puxavam a biga que traz Pôncio Pilatos até o Fórum de Jerusalém. “Um dos cavalos morreu e a égua estava muito velha, então tivemos que colocar dois cavalos novos. Um dia, durante os ensaios, os cavalos cismaram de só querer andar para trás, depois de deixar Pilatos. Acabou tendo um acidente, a biga virando e os cavalos ficando pendurados”, recorda Carlos Reis. Ainda assim, os animais foram treinados até que conseguissem fazer a cena e, nos dias de apresentação, tudo acabou dando certo.
Paixão de Cristo
O espetáculo deste ano fica em cartaz até o sábado (30). Com direção de Carlos Reis e Lúcio Lombardi, o espetáculo que conta os últimos dias de Jesus tem mais de 500 atores e figurantes. No elenco, estão os atores globais Marcos Pasquim, interpretando o rei Herodes; Carol Castro dando vida a Maria Madalena, e Carlos Casagrande fazendo o papel de Pilatos. Entre os pernambucanos, José Barbosa faz Jesus pela segunda vez e Luciana Lyra interpreta Maria.
Quem sai do Recife de carro ou de ônibus tem duas opções: a BR-232 e a PE-90. Para quem vem de outros estados, há as BRs 316, 116, 304, 101, 235, 110 e 104. Os ingressos estão à venda no estande da Paixão de Cristo, localizado no Shopping RioMar. Também é possível comprar nas bilheterias da cidade-teatro e no escritório de Nova Jerusalém, pelo telefone (81) 3732.1129. Os ingressos variam  de R$ 60 a R$ 90 e podendo ser pagos em até 12 vezes no cartão de crédito, se comprados no site oficial.
Serviço
Paixão de Cristo de Nova Jerusalém
De 22 a 30 de março
Ingressos: R$ 60 a R$ 90
Site oficial: www.novajerusalem.com.br

30/03/2013 11h25 - Atualizado em 30/03/2013 11h25

Programa 'Paixão de Cristo' mostra o espetáculo do Agreste em detalhes

Cid Moreira é quem comenta, cena a cena, a grandiosa encenação. São mais de 500 atores e figurantes e nove palcos ao ar livre.EMANUEL ARAUJO CRISTAO GARANHUNS

 O programa 'Paixão de Cristo', exibido pela Globo Nordeste neste sábado (30), mostra a encenação do espetáculo encenado há 40 anos na cidade-teatro de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco. A apresentadora Mônica Silveira mostra ao telespectador a grande dimensão do espetáculo: são nove palcos, numa área de cem mil metros quadrados. O público médio por noite é de 9 mil pessoas. Quem comenta as cenas é o apresentador Cid Moreira, que passou 27 anos à frente da bancada do Jornal Nacional e hoje dedica-se à gravação de textos bíblicos.
Com direção de Carlos Reis e Lúcio Lombardi, o espetáculo que conta os últimos dias de Jesus tem mais de 500 atores e figurantes. No elenco, estão os atores globais Marcos Pasquim, interpretando o rei Herodes; Carol Castro dando vida a Maria Madalena, e Carlos Casagrande fazendo o papel de Pilatos. Entre os pernambucanos, José Barbosa faz Jesus pela segunda vez e Luciana Lyra interpreta Maria.
Em uma das cenas iniciais do drama da 'Paixão', o Sermão da Montanha, Jesus se dirige aos primeiros seguidores. Ele exalta os pobres e os que têm fome. E condena o ódio, ao dizer: 'Abençoai os que vos amaldiçoam e orai pelos que vos caluniam'. "Pelo que vi no espetáculo, o Sermão da Montanha é uma mensagem de alegria e esperança. É, também,  um discurso duro em que Jesus faz um alerta sobre os sacrifícios que terão que ser enfrentados por aqueles que pretendem seguir seus ensinamentos", afirma Cid Moreira.
 Numa das cenas que mais emocionam na Paixão de Nova Jerusalém, a Santa Ceia, Jesus profetiza a própria morte ao dizer que esse é o destino do filho de Deus. É quando ele também anuncia por quem será traído. Não com palavras, mas ao entregar a Judas o pão molhado no vinho. Essa é uma as cenas mais fotografadas pelo público. Ao ficarem imobilizados por alguns segundos, os atores relembram uma das obras de arte mais conhecidas do mundo: 'A última ceia', pintada por Leonardo da Vinci. "Destaco o novo mandamento por Jesus anunciado: 'Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei'", lembra Cid Moreira.
No horto, Jesus sofre a tentação do demônio. Do ponto de vista cenográfico, os recurss utilizados chamam muita atenção. O demônio surge do chão, brotando, como se fosse uma planta daninha.
Na cena de Pilatos, que era um governante pragmático que condenou centenas de pessoas à morte na cruz, ele absolve Barrabás, um criminoso temido. Ao lavar as mãos no julgamento de Jesus, Pilatos teria se livrado da culpa de um injusto assassinato.
 Como em todo espetáculo, o público aguarda um fim trágico para os vilões da história. A voz da consciência fala mais alto e Judas se consome em arrependimento. É a hora do arrependimento e morte trágica de Judas, que traiu por dinheiro e comete suicídio, considerado o maior dos pecados. "Um mar de amargura entrou-me pela boca e afoga-me o coração", diz aquele que traiu Cristo. Num gesto final, faz a opção pelo próprio enforcamento. Também é no terceiro bloco que você vai ver a dor de Maria ao ver o filho, já condenado, seguir sob tortura a caminho do calvário.
 O espetáculo chega ao seu ponto culmintante. Nos momentos finais, a crucificação de Jesus e a dor de Maria, que recebe no Monte do Calvário o corpo do filho morto. E o momento mais esperado pelas milhares de pessoas que lotam o maior teatro ao ar livre do mundo: a cena da ressureição. A ressurreição de Jesus é a verdade central da fé cristã. Está escrito na bíblia: 'Se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé'.
O espetáculo deste ano fica em cartaz até este sábado (30). Quem sai do Recife de carro ou de ônibus tem duas opções: a BR-232 e a PE-90. Para quem vem de outros estados, há as BRs 316, 116, 304, 101, 235, 110 e 104. Os ingressos estão à venda no estande da Paixão de Cristo no Shopping RioMar e nas bilheterias da cidade-teatro. Os preços variam  de R$ 60 a R$ 90.
Serviço
Paixão de Cristo de Nova Jerusalém
De 22 a 30 de março
Ingressos: R$ 60 a R$ 90
Site oficial: www.novajerusalem.com.br

VATICANO

Papa Francisco pede paz no mundo em mensagem de Páscoa

Pontífice condenou violência na Síria e nas Coreias, além do tráfico de drogas e de pessoas

Publicado em 31/03/2013, às 09h14

Da AFP:EMANUEL ARAUJO CRISTAO GARANHUNS

Papa deu mensagem de Páscoa a quase 250.00 fiéis reunidos na Praça de São Pedro / Foto: OSSERVATORE ROMANO / AFP

Papa deu mensagem de Páscoa a quase 250.00 fiéis reunidos na Praça de São Pedro

Foto: OSSERVATORE ROMANO / AFP

O papa Francisco, que continua provocando entusiasmo entre os católicos, lançou neste domingo (31) de Páscoa uma mensagem pela paz no mundo, condenando a violência na Síria e as divergências entre as duas Coreias, e denunciou o tráfico de drogas e de pessoas, "a escravidão do século XXI".
Coincidindo com a maior festa do cristianismo e diante de cerca de 250.000 fiéis de todo o mundo reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa latino-americano pediu aos católicos que transformem "a morte em vida, o ódio em amor, a vingança em perdão, a guerra em paz".
Cumprindo com a tradição do domingo de Páscoa, Francisco condenou a partir do balcão da Basílica de São Pedro os grandes conflitos que devastam o mundo, sobretudo no Oriente Médio, África e Ásia.
O Papa evitou mencionar especificamente os problemas da América Latina, sua região, mas condenou muitos dos males que a assolam, entre eles o tráfico de drogas e de pessoas.
"Paz a todo o mundo, ainda tão dividido pela cobiça", clamou o papa após denunciar "a violência ligada ao tráfico de drogas e à exploração injusta dos recursos naturais", assim como o "tráfico de pessoas, a maior escravidão do século XXI", disse.
O pontífice, que respeitou o texto preparado e falou apenas em italiano, condenou os "que buscam lucros fáceis" e o "egoísmo que ameaça a vida humana e a família".
Também pediu uma solução política "para a amada Síria", onde muitos "refugiados estão esperando ajuda e consolo".
"Quando sangue derramado! E quanta dor ainda será causada, antes que se consiga encontrar uma solução política para a crise?" na Síria, lamentou, ao pedir também a paz para o Oriente Médio, em particular entre israelenses e palestinos, assim como para o Iraque.
Ao falar da Ásia, pediu para que sejam superadas as divergências na península coreana e que "amadureça um renovado espírito de reconciliação".
"Paz a esta Terra nossa. Que Jesus ressuscitado traga consolo aos que são vítimas de calamidades naturais e nos torne custódios responsáveis pela criação", acrescentou, pouco antes de dar a bênção e saudar os fiéis com um "Boa festa de Páscoa!".

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